<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448</id><updated>2011-08-12T16:07:30.457-03:00</updated><category term='micro post'/><category term='economia ecológica'/><category term='post gigante'/><category term='gateirice'/><category term='dicas'/><category term='frescura'/><category term='orelhada'/><category term='desabafo'/><category term='ego'/><category term='sugestões'/><category term='burocracia'/><category term='fé'/><category term='eu sabia que estava certo'/><category term='relações públicas'/><category term='polêmicas'/><category term='blá-blá-blá'/><category term='texto técnico'/><category term='gastronomia'/><category term='literatura'/><category term='bobeira'/><category term='resenha'/><category term='marketing'/><category term='veneno'/><category term='fúria'/><category term='erratas'/><category term='insônia'/><category term='politicamente incorreto'/><title type='text'>Águas passadas não fritam bolinhos!</title><subtitle type='html'>Postagens aleatórias sobre sei lá eu o quê, sei lá eu quando.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-1394821076615711766</id><published>2011-08-07T08:29:00.007-03:00</published><updated>2011-08-07T09:23:06.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='veneno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politicamente incorreto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Trabalho em equipe não é tudo isso.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Antes de mais nada, não custa recordar que eu tenho o meu tanto de sociopatia, então não espere um módico que seja de condescendência para com quem sobrevaloriza a capacidade de ser um bom subordinado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isto posto, já deixo à guisa de abstract o mote deste post: &lt;strong&gt;atualmente, no mais das vezes quem sabe obedecer não merece mandar&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje em dia todo empregador ou recrutador quer por que quer ouvir de qualquer candidato a qualquer posto que fulano "sabe trabalhar em equipe".  Como toda modinha corporativa e/ou de RH, isso quer dizer algo completamente distinto do que se poderia esperar a partir da linguagem do dia a dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saber trabalhar em equipe deveria ser apenas uma expressão pomposa para designar o mínimo de empatia e de capacidade de comunicação necessários para se funcionar em sociedade. Em um mundo perfeito, perguntar se alguém possui este conjunto mínimo de habilidades sociais deveria ser tão anódino quanto aplicar um teste psicotécnico. Então, por que cargas d'água valorizam tanto essa "qualidade"? E o mais importante: por que isso me causa tão profundo asco a ponto de me motivar a escrever aqui no Águas?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por que o que as pessoas esperam de alguém que "sabe trabalhar em equipe" é algo completamente distinto. Resumindo, é &lt;strong&gt;falta de espinha&lt;/strong&gt;. Resumindo e falando chique, é &lt;strong&gt;subserviência&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; burra&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se você tem um mínimo de força de vontade, se recusa a bater palminha para maluco dançar, não sorri abjetamente ao ouvir uma ideia idiota, tem colhões para bater de chapa com o senso comum quando a razão te indica que ele está errado, não tem tempo para afagar o ego de quem está emperrando o caminho ou de qualquer outro modo dá preferência à tarefa bem cumprida e ao objetivo atingido quando isso precisa ser feito em detrimento do ego alheio, você "não sabe trabalhar em equipe".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Conquanto um empreendimento dificilmente funcione se todos forem líderes, é impossível levar algo adiante com uma equipe composta por 100% de subordinados. Por que hoje é isso que um "team-player" é: um &lt;strong&gt;SU&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;BOR&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;DI&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;NA&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;DO&lt;/strong&gt;. Alguém que só obedece e nunca manda, alguém que sempre espera as determinações alheias e jamais toma a peito o determinar o rumo das próprias ações. E o pior de tudo, alguém que nunca, jamais, sob hipótese alguma, em momento algum, não importam as circunstâncias, faz algo por iniciativa própria por saber individualmente que esse algo deve ser feito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por que? Por quê isso é "individualismo", "ego inflado", "imaturidade", "irresponsabilidade" e o que mais os COVARDES, INCOMPETENTES e CALHORDAS dessa mil vezes maldita geração do politicamente correto puderem assacar contra quem ainda tem iniciativa individual (que eles aparentemente valorizam sob o rótulo de "proatividade") e amor ao bom senso e a um trabalho bem feito, inclusive em detrimento do ego alheio sempre que este se interpõe entre quem trabalha e a boa execução do trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enfim, para merecer o nada honroso epíteto de bom team-player, o indivíduo deve ser uma ovelha lobotomizada. Muito embora esse tipo de pessoa até tenha sua função em alguns lugares e situações, isso não deveria ser uma qualidade, muito antes pelo contrário. Mesmo por que, entre outras coisas, isso é o oposto diametral do que se precisa ter para ser um líder, ou mesmo para desempenhar minimamente bem qualquer função que envolva tomada de decisões e ou comando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora vamos para a cereja do sunday: se uma companhia ou departamento só tem &lt;em&gt;bons team-players&lt;/em&gt;, ele(a) está desfalcado(a) de pessoas capazes de assumir postos de chefia e/ou se tornarem responsáveis diretas pela tomada de decisões. Oras, se você está sempre habituado a receber suas determinações de fora, como alguém pode esperar que você tome uma decisão qualquer de moto próprio?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente: não venham me dizer que eu estou errado por que o bom é tomar decisões por &lt;strong&gt;consenso&lt;/strong&gt;. Toda decisão tomada por consenso recai no mínimo denominador comum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os antigos já diziam: "A força de uma corrente é a força de seu elo mais fraco". Por conseguinte, a qualidade de uma decisão tomada por consenso é a qualidade da capacidade decisória do indivíduo menos capacitado envolvido no processo. O que vale dizer que um único indivíduo um pouco menos competente que possa triscar uma unha em uma tomada de decisão já compromete o processo todo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Boas decisões são aquelas tomadas individualmente, após consulta às fontes relevantes de informações e conhecimento. Saber ouvir é importante e consultar corretamente os envolvidos em um processo é essencial, mas a boa tomada de decisão, além de bem informada, é um evento/processo de caráter &lt;strong&gt;IN&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;DI&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;VI&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;DU&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;AL&lt;/strong&gt;. Sem compromissos, sem hesitações, sem política. O tomador daquela decisão deve ser o único responsável por ela, que deve ser aquilo que a seu ver seja o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;melhor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; caminho para se obter o resultado desejado/necessário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Soluções de consenso não são o melhor, elas são &lt;strong&gt;o que dá para acomodar&lt;/strong&gt; junto a todo mundo. Dificilmente essas duas coisas coexistem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então, vamos embora parar de exigir que seja todo mundo bom team-player e começar a pelo menos respeitar quem ainda consegue honrar as calças que veste nesse mundinho politicamente correto e sem espinha de hoje, faz favor, obrigado?!?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-1394821076615711766?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/1394821076615711766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=1394821076615711766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/1394821076615711766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/1394821076615711766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2011/08/trabalho-em-equipe-nao-e-tudo-isso.html' title='Trabalho em equipe não é tudo isso.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-3690752550583937836</id><published>2011-04-22T22:14:00.008-03:00</published><updated>2011-04-22T23:56:39.916-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sugestões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelhada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas'/><title type='text'>Gulodice, esganação e falta de noção.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Olá, amiguinhos! Mais um post em 2011, quem sabe se eu não emplaco um a cada 3 mêses?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois bom, hoje quero comentar sobre alguns ramos do comércio que simplesmente não têm o mais mínimo limite em termos de avidez por lucros. Casos tão patológicos que chegam a ter o potencial de prejudicar seus praticantes por efeito rebote, caso a proporção de consumidores conscientes do fato atinja massa crítica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, trata-se de um único ramo geral de comércio, o dos produtos &lt;strong&gt;sazonais&lt;/strong&gt;. Bacalhau em feriados católicos com abstinência de carne (como Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira da Paixão), Colomba Pascal e ovos de Páscoa à partir de um mês antes do Domingo de Páscoa, panetone/frutas cristalizadas/peru/etc em dezembro e champagnes/espumantes em dezembro são os casos que me vêm à mente agora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Imagino que muitos de vocês leitores já devam ter reparado como esses produtos têm uma súbita alta de preço nas imediações de suas respectivas "temporadas". Se não, fica o convite a que vocês observem. Passem numa Cacau Show ou Kopenhagen da vida por essa semana agora, anotem o preço de um ou dois tipos de ovo em cada e confiram o preço dos mesmo produtos daqui a duas semanas. Ou, se vocês só estiverem lendo essa postagem depois da Semana Santa, que é o mais provável, façam esse experimento ano que vêm ou seu equivalente com panetones.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aliás, fica a dica de experimento econômico para confirmar as dimensões da falta de noção do que estou comentando agora. Aproveitem que a Bauducco tem aqueles pontos de venda em estações de metrô e acompanhem a evolução do preço do panetone ao longo do ano ou, pelo menos, de outubro/novembro a fevereiro/março. A coisa é brutal: conforme a temporada da virada de ano se aproxima, a curva de preços dá uma guinada para cima de tirar o fôlego, se sustenta em um patamar estuporante ao longo das duas últimas semanas de dezembro e, em seguida, começa a descer, mais das vezes com direito a queimas de estoque de proporções dantescas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta última parte é que aponta para a selvageria da coisa. Que um produtor aumente a oferta e os preços para lucrar durante uma temporada de vendas naturalmente mais altas, ok, faz parte de uma economia saudável que se aproveitem as oportunidades de lucro. Que os preços se normalizem ou até mesmo se façam pequenas promoções para desencalhar pequenos excedentes de estoque, idem. Mas tenho percebido que há algo de muito errado na escala em que esses fenômenos têm ocorrido por aqui, ao pensar à respeito do tamanho desses excedentes e do tanto que os preços &lt;strong&gt;DESPENCAM VERTIGINOSAMENTE&lt;/strong&gt; durante os incêndios florestais de estoque logo após cada respectiva data-chave.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aliás, entra ano e sai ano e estes produtores e comerciantes parecem não só não aprender a lição do ano anterior mas ainda ter entendido errado o que aconteceu, por que os excedentes só fazem crescer e as quedas de preço para desencalhe de sobra de estoque são cada vez mais assombrosas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;À princípio, algum leitor poderá dizer que o volume de vendas da temporada multiplicado pelo sobrepreço gera um lucro tal que compensa sobejamente os excedentes de estoque incinerados a cada ano. Mas aí é que entra o que escrevi no primeiro parágrafo de texto deste post: se a parcela de consumidores consciente dessa prática atingir massa crítica, o efeito rebote que se abaterá sobre as cabeças desprevenidas de quem vende cada um destes produtos será épico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qual de vocês leitores nunca ao menos ouviu falar de gente que &lt;strong&gt;"prefere deixar para comer/beber/comprar o produto X ou Y depois da data Z, por que sai bem mais em conta e dá para consumir bem mais daquilo por muito menos"&lt;/strong&gt;? Deixar para comprar os presentes da família em janeiro (dica do tio Seu Zé Nando: dá até para retomar uma tradição mais católica e presentear as crianças no Dia de Reis), estocar o bacalhau salgado (100% desidratado e impregnado de sal, dura uma eternidade) em janeiro para poder comê-lo na Semana Santa, deixar para comer ovo de páscoa em maio (curiosamente, o preço do chocolate em barra e dos bombons quase não varia: comprem o chocolate das crianças nessas apresentações e deixem os ovos para maio) e panetone em fevereiro/março/abril, vocês já entenderam a ideia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a parcela de consumidores que adota esse comportamento ultrapassar um certo limiar, o somatório de vendas &lt;strong&gt;perdidas&lt;/strong&gt; na temporada mais o de excedentes &lt;strong&gt;desovados&lt;/strong&gt; resultará em prejuízo líquido, o qual certamente não será pouco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leitores, mãos e carteiras à obra! Chega dessa esganação, gente gulosa e sem noção tem mais é que ficar no prejuízo, mesmo, é o que eu sempre disse! Esse ano comprei chocolate em barras para o Webister e já deixei bem claro para ele que os ovos chegarão pelo menos uma semana depois do Domingo de Páscoa. Sigam o exemplo, sigam as dicas e vamos lá virar essa esganação do avesso contra esse bando de "joselitos": todo mundo aí deixando para adquirir/consumir produtos de estação nas épocas de suas respectivas queimas de estoque!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só temos a ganhar. Enquanto não atingirmos massa crítica, continuaremos a consumir (muito) mais por (muito) menos. Quando atingirmos, os produtores e comerciantes ver-se-ão obrigados a parar de gulodice e manter seus preços dentro de patamares minimamente decentes mesmo nas próprias datas-chave. As possibilidades de que resolvam baixar a produção para forçar a alta de preços, contando com o fato de que cedo ou tarde VAMOS consumir, são muito baixas (eu diria quase nulas). Baixar produção representa prejuízos &lt;strong&gt;em qualquer cenário&lt;/strong&gt;, ninguém gosta de reduzir ritmo de produção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Resuminho da ópera: vamos deslocar o consumo dos produtos sazonais para depois do pico da temporada. Enquanto as coisas continuarem na mesma, lucramos com as promoções. Quando mudarem, os preços param de &lt;em&gt;entrar no cio&lt;/em&gt; todo santo ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora que postei, volto ao trabalho: pesquisinha básica para meu departamento na POLI-USP, traduções, o de sempre. Até a próxima!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-3690752550583937836?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/3690752550583937836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=3690752550583937836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3690752550583937836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3690752550583937836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2011/04/gulodice-esganacao-e-falta-de-nocao.html' title='Gulodice, esganação e falta de noção.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-4360086115784599487</id><published>2011-03-17T14:37:00.004-03:00</published><updated>2011-03-17T16:04:25.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bobeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro post'/><title type='text'>Só para dizer que não esqueci do blog...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Mais de ano que não escrevo aqui, caramba!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom, fora o tanto de tempo que o Doutorado me toma, andei meio sem inspiração para escrever. Até falaria contra essa onda estúpida que está rolando por aí de neo-ateísmo, com os livros de figurelhas feito Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Daniel Denet e Sam Harris, mas já tem gente bem mais capacitada que eu refutando essas antas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ficam aqui as dicas de 4 excelentes blogs na área:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://lucianoayan.com.br/ - é o pai da matéria, trabalha trucidando todas as manifestações da mentalidade revolucionária. Excelente argumentação, só peca um pouco por vezes ao adotar uma abordagem "voadora no peito", mas isso é até compreensível dado o nível de tosquice dos comentadores que tentam desafiá-lo na caixa de comentários.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://quebrandoneoateismo.com.br/ - meio que um spin-off / complemento do primeiro, mais especializado no combate ao neo-ateísmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://neoateismoportugues.blogspot.com/ - exemplos escolhidos à dedo do "melhor" do neo-ateísmo lusitano, dissecados para fins de estudo e refutação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://www.franciscorazzo.com.br/ - blog mais de filosofia, onde volta e meia são apresentados mais alguns argumentos e exemplos esclarecedores de que Fé e Razão NÃO se opõem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em termos de leituras, tenho mergulhado fundo em Filosofia, e encontrei um autor nacional totalmente polêmico pelo simples fato de ser conservador até à medula: Olavo de Carvalho. Tirando os fatos de ser ele tabagista inveterado, cético climático e favorável à astrologia (hei! Ninguém é perfeito!), poucos escrevem com tanto acerto e discernimento sobre políticas nacional e mundial e temas filosóficos em geral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro autor que encontrei (por indicação de OC), igualmente nacional, é Mário Ferreira dos Santos. Este já é uma verdadeira ave-rara, no sentido mais pleno da expressão. Conciliando os pontos positivos de autores tão distintos quanto Pitágoras, Nietzche, Tomás de Aquino e Heidegger, dentre outros, criou uma obra tão vasta quanto única. Uma pena que os trabalhos de edição e revisão de seus textos tenham sido tão mal conduzidos até o momento, mas para quem tiver paciência para passar por cima disso e reconstruir os textos ao longo de cada leitura fica a dica de um marco na história da filosofia mundial: Filosofia Concreta. Sendo o ápice da construção de seu sistema filosófico próprio, pede, no mínimo, a leitura prévia dos títulos anteriores "Tratado de Simbólica", "Pitágoras e o tema do Número" e "Lógica e dialética - pentadialética, decadialética e dialética", leitura essa igualmente laboriosa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De resto, cuidando da saúde como nunca. Tive uma bela perda de peso (de 119kg a 95kg em 4 meses e meio) em função de uma &lt;strong&gt;reeducação alimentar&lt;/strong&gt; (por que regime é coisa &lt;em&gt;temporária&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;destinada a falhar&lt;/em&gt;) intensa que me obrigou a me tornar bastante criativo na hora de preparar saladas, legumes, cereais variados e grelhados magros. A única parte que considero verdadeiramente chata é que sobremesa agora, para mim, é fruta ou fruta. E se eu não quiser, também pode ser fruta. Bom, vocês entenderam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, talvez ano que vem eu poste de novo. Até mais!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-4360086115784599487?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/4360086115784599487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=4360086115784599487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4360086115784599487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4360086115784599487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2011/03/so-para-dizer-que-nao-esqueci-do-blog.html' title='Só para dizer que não esqueci do blog...'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-5917841867067158852</id><published>2010-03-25T16:31:00.013-03:00</published><updated>2010-03-25T18:29:07.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelhada'/><title type='text'>Alguns livros.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Boa tarde, hoje solto mais algumas "resumenhas" (resumos/resenhas).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Falarei de Stephen King, meu autor favorito no gênero suspense.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cidadão é simplesmente o rei (trocadilho proposital) do que podemos chamar de terror psicológico: não há um predomínio do chamado "gore" (sangue e tripas, por assim dizer), mas sim de estados de tensão psicológica levada ao limite. Farto uso de pensamentos de personagens e perfis psicológicos complexos, em tramas que se desenvolvem como quebra-cabeças de desenlace desconcertante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma vez que esse moço abusa das cenas e monólogos ocorridos dentro da mente dos personagens, a conversão de seus livros a filmes dificilmente funciona. Para quem conhece, exemplos gritantes são Dreamcatcher (O apanhador de sonhos), Carrie (Carrie, a estranha), It (A coisa) e The Last Stand. Isso fora a grande quantidade de enredos secundários que se entrecruzam, complementando a trama principal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra característica de suas obras é um senso de humor absolutamente peculiar. Sempre tem pelo menos um personagem soltando tiradas daquelas de fazer o leitor cair da cadeira. Se você souber inglês, leia no original, por que muitas destas tiradas são absolutamente intraduzíveis, bem como o palavreado mais "colorido" dos personagens suficientemente nervosos para usar palavrões, em algumas cenas de conflito mais intenso. O nível de profanidade nessas horas é estuporante, mas sempre está dentro de um contexto que o torna completamente cabível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alguns de seus temas favoritos, além da evidente predileção por tratar de relacionamentos humanos os mais variados possíveis com uma profundidade quase machadiana, são experiências "psi" (Carrie, Firestarter, Cell, The Shining) e eventos de ordem sobrenatural (The Last Stand, Insomnia, Needful Things, Lisey's story).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Li recentemente Firestarter (Incendiária - ?), Cell (Celular - ?), The Last Stand (Confronto Final - ?) e Needful Things (???).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Firestarter é sobre experimentos militares com um extrato de glândula pituitária e a filha de um casal de cobaias deste experimento. A menina é pirocinética poderosíssima e o pai é um "dominador mental" (basicamente te "empurra" a fazer o que lhe der na telha) médio (custa caro para ele usar sua habilidade). Atenção para o tratamento primoroso dos conflitos psicológicos da menina e para a construção requintadamente meticulosa do perfil psicológico do índio infiltrado para conquistar-lhe a confiança. O conflito interior dos fazendeiros que recebem pai e filha pela segunda vez depois da metade do livro também é digno de nota.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cell é uma variação curiosíssima da costumeira história de zumbis, e uma prova (junto com The Last Stand) para quem quiser levantar a tese de que Stephen é tecnofóbico. Basicamente, algum grupo de malucos bota um sinal num satélite que enlouquece e zumbifica quem falar ao celular. Depois de um começo vertiginoso, daí pra frente é só rockenroll, só lendo para entender. Mas com direito a churrasquinho de zumbi em estádio de rugbi, coisas que só Stephen King pode criar pra você, amigo leitor! Verdadeiro touch-down literário!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;The Last Stand, que junto com Cell mostra uma faceta meio tecnofóbica do autor, é uma parábola religiosa meio macabra, com um roteiro no estilo Armagedon produzido por milicos e seus vírus maravilhosos. Depois de exterminar 99.4% da humanidade com uma variedade de gripe (H1N1, oi?), temos uma velhota que fala com Deus e um maluco que encarnou o demônio Legião, disputando as almas do resto da humanidade primeiro via sonhos (Cell também usa esse recurso) e depois na bomba atômica (mas o jeito que ela vem é liiindo!). Atenção para o perfil psicológico de Trash Can Man, o &lt;em&gt;Sméagol&lt;/em&gt; que decide o final deste pequenino "tijolo" (na casa das 1600, 1700 páginas, na versão integral sem cortes).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Completando o quarteto de delícias, Needful Things é uma parábola no melhor estilo "pata do macaco" (cuidado com o que você deseja...), misturado com uma generosa porção de "o barato sai caro". Basicamente, um capeta com personalidade possivelmente construída a partir do mito da divindade grega Éris chega a uma cidadezinha do interior, monta uma loja de "antiguidades" e "variedades" e toca fogo no raio do vilarejo por puro amor ao quebra-pau generalizado e deslavado. Claro que uma boa ração de almas perdidas no processo também o agrada sobremaneira, mas o principal é ver o circo pegando fogo enquanto ele come churrasquinho de palhaço. Neste livro em particular o leitor percebe uma característica bastante comum nas obras do Rei (sobrenome mais que merecido!): demora um bocadinho para o roteiro engrenar, mas depois que engrena é uma montanha russa desaconselhável a ansiosos e cardíacos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Último comentário, que já gastei um bom tempo nesse post e tempo é uma moeda que está em falta na minha carteira: sempre é bom reforçar que, se você souber inglês, é infinitamente melhor ler no original. Tem muita coisa intraduzível, muito jogo de palavras e expressões "semi-idiomáticas" de um colorido irreprodutível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No próximo post, quando houver um, PODE SER que eu lembre de falar de António Lobo Antunes, um gajo que põe aquele &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ridículo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do Saramago no chinelo com as duas mãos amarradas atrás das costas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Auf Wiedersehen!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-5917841867067158852?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/5917841867067158852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=5917841867067158852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5917841867067158852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5917841867067158852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2010/03/alguns-livros.html' title='Alguns livros.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-4585831990713318647</id><published>2010-03-10T12:51:00.008-03:00</published><updated>2010-03-10T13:52:53.524-03:00</updated><title type='text'>Pequeno espectro político.</title><content type='html'>Senhores, desculpem o descuido para com este pequeno espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas de que tratei ultimamente me deixaram em um cul-de-sac literário, pois embora eu aprecie imensamente os compositores cujas resenhas prometi, minha competência no assunto está aquém da necessária para bons posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje uma conversa me mostrou que há quem precise de alguns esclarecimentos do que vem a ser um espectro ideológico/não-ideológico em política, com alguns exemplos. Em particular no caso do Brasil, onde a ausência já prolongada de uma direita propriamente dita torna a discussão absolutamente nebulosa, por falta de parâmetros de balizamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais justifica dizer que pessoas que, à semelhança de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, passaram o período do regime militar brasileiro exilados, sejam hoje figuras "de direita". Ou que se diga que o PSDB, uma dissidência do PMDB (ex-MDB), seja um partido "de direita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, segue aqui um espectro político extendido, por que não existem apenas esquerda, direita e centro. Por outro modo: nem todo político tem posicionamento ideológico, e nem todo comportamento em política é exclusividade de uma dada corrente ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro grupo, bastante bem representado no Brasil: a esquerda. Uma definição correta de esquerda envolve alinhamento, em maior ou menor grau, com as teses marxistas. Atenção: em maior &lt;strong&gt;ou menor grau&lt;/strong&gt;. Não é preciso ser um comunista raivoso, bolchevique, de boininha preta e emblema da foice e do martelo na roupa ou camiseta do Che. Basta ser avesso ao capitalismo  e/ou ao mercado (novamente, em maior ou menor grau). Vai desde os exaltados do PSOL/PSTU/PCO aos calminhos das alas mais "centro" do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, com alguns poucos representantes: o centro. Tenta sincera e honestamente conciliar pelo menos parte das teses marxistas a parte das teses de direita. De outro modo, à maneira de Olavo de Carvalho: acredita ser possível obter o melhor dos dois mundos em relação às mentalidades revolucionária (como definida por Olavo de Carvalho, vide &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/070813dc.html"&gt;link&lt;/a&gt;) e evolucionária/conservadora (esta última conforme a definição de Russel Kirk, vide &lt;a href="http://neoateismodelirio.wordpress.com/2010/01/04/dez-principios-conservadores-por-russel-kirk/"&gt;link&lt;/a&gt;). Tem vários expoentes no PSDB e alguma gente no DEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direita: regida pela mentalidade evolucionária/conservadora descrita no segundo link acima. Não há mais expoentes aqui no Brasil, salvo talvez o sr. Mário de Oliveira, que candidata-se este ano à Presidência (vide &lt;a href="http://www.mariooliveira.com.br/"&gt;link&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora estes 3 grupos, que englobam a parte do espectro político que se pode chamar de ideológica "clássica", há também os seguintes grupos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os partidários de outras ideologias: seus posicionamentos não necessariamente subscrevem-se a qualquer dos 3 grupos acima, mas seguem uma agenda específica. Exemplos clássicos são os partidos verdes sérios (o brasileiro &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; está neste grupo) e os partidos cristãos, muito embora esses últimos sejam mais propensos a entrar à direita na parte ideológica "clássica" do espectro, mas não necessariamente - vide Teologia da Libertação (sic). Um exemplo nacional talvez seja o grupo do sr. Eimael (democracia cristã), mas não tenho dados que possam confirmar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os não ideológicos. São um grupo bastante amplo e heterogêneo, no qual enxergo à primeira vista 3 divisões principais:&lt;br /&gt;a. Governismo sistemático: seja por falta de espinha para fazer oposição quando esta é salutar, seja por interesse, seja por sincera adesão a todos os governos que tenham passado ao longo de sua carreira, o político deste grupo é sempre membro da bancada governista. Exemplo clássico: Paulo Salim Maluf. Sejamos honestos, o homem se fez no regime militar por que foi o que estava em curso no tempo em que ele iniciou sua carreira. Se ele fosse cubano, seria um castrista ferrenho. Este &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fmcht1LQyvI"&gt;vídeo&lt;/a&gt; (na verdade uma foto acompanhada de um jingle) é emblemático.&lt;br /&gt;b. Oposição sistemática: "&lt;em&gt;se hay gobierno, soy contra!&lt;/em&gt;". Anarquistas em geral, membros mais exaltados da parcela mais exaltada da esquerda e misantropos, entre outros. No Brasil, talvez alguns mais exaltados do PSTU e do PCO.&lt;br /&gt;c. Oportunismo total: aquele político que está lá para se locupletar, e o mundo que queime à vontade lá fora. Conhecidos como bancada dinheirista (copyright Casseta e Planeta) ou fisiologistas, entre outros termos igualmente desdourantes. Exemplo clássico: família Sarney (e de resto, boa parte da massa do PMDB, como Orestes Quércia e outras figuras de igual quilate). Não tem posição fixa sobre o que quer que seja e ficam ao lado de governo ou oposição conforme lhes for mais lucrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, existem muitos tons de cinza entre o branco e o preto, além de uma pancada de outras cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isto, a quem ainda não percebeu eu informo que sou de direita, no sentido clássico que defini neste texto. Um conservador, ciente de que existem uma ordem moral duradoura e valores absolutos, e descrente da possibilidade de que qualquer indivíduo possa atinar com saltos quânticos em termos de política, moral ou bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In corde Jesu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                   Sizenando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-4585831990713318647?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/4585831990713318647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=4585831990713318647' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4585831990713318647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4585831990713318647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2010/03/pequeno-espectro-politico.html' title='Pequeno espectro político.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-5617811581423295592</id><published>2009-11-16T23:18:00.006-02:00</published><updated>2009-11-17T00:08:06.978-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro post'/><title type='text'>Música 2.1</title><content type='html'>Senhores, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez vou falar de música eletrônica, e a seleção não seguirá lá muito critério, exceto pelo meu gosto doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo com Tangerine Dream, banda alemã de um gênero conhecido como krautrock. Sons psicodélicos com linhas melódicas intrincadas, ora sutis ora passionais. Em alguns álbuns trabalharam temas mais dançantes, mas sem qualquer prejuízo da riqueza musical. Finalmente um som que permite a nós, ouvintes analíticos, sacudirmos nossos esqueletos sem culpa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns destes álbuns mais dançantes são: Hyperborea, Optical Race e Timesquare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já algumas sugestões para apenas ouvir e viajar são: Rubycon, Stratosfear, Phaedra (Mysterious Semblance at the Strand of Nightmares e Movements of a Visionary são arrepiantes) e Force Majeure (Thru Metamorphic Rocks é alucinante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grosso da música é feito a partir de sintetizadores eletrônicos e teclados. Alguns de seus trabalhos mais antigos podem propiciar até mesmo expansões de consciência, como o álbum Zeit (Birth of Liquid Plejades e Origin of Supernatural Probabilities são verdadeiros tônicos neurais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui alguns links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eq_d0DKqyos&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=eq_d0DKqyos&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=F0OrKx8DEYk&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=F0OrKx8DEYk&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xJ-M_bieZ_4&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xJ-M_bieZ_4&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, passo para outro "tecladista": Klaus Schulze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este, além de poder facilmente ser classificado como compositor de krautrock (afinal de contas participou como baterista de uma das primeiras formações do Tangerine), por várias vezes flertou descaradamente com o minimalismo, como nos álbuns Ion, Moonlake, The Dome Event e Timewind.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu som é a um mesmo tempo sutil e passional, 100% para ouvidos analíticos. Peças como Sequenzer (from 70 to 07), Mindphaser e Floating, em particular, são excelentes para estudar ou realizar qualquer tipo de tarefa de atenção concentrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam alguns links (alguns de versões editadas):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0vtE7--vetE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=0vtE7--vetE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dfzRq39DlX4&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=dfzRq39DlX4&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wxph3ow9gs0&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wxph3ow9gs0&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Pi9HVZ4WCDo&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Pi9HVZ4WCDo&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/4577981"&gt;http://vimeo.com/4577981&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes trabalhou de forma tão próxima ao minimalismo, que algumas de suas composições enveredaram pelo estilo "duração estendida", o que faz com que seja um pouco difícil encontrar links para peças completas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para a frente eu puxo mais 4 compositores nesse estilo, acredito que falarei de Kraftwerk, Aphex Twin, Jean-Michel Jarre e Kitaro. Se eu já tiver falado sobre algum deles, por favor, me avisem nos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima (se houver, por que pode ser que eu esteja com câncer no cérebro...). See you later, alligator!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-5617811581423295592?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/5617811581423295592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=5617811581423295592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5617811581423295592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5617811581423295592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/11/musica-21.html' title='Música 2.1'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-3134578361057880472</id><published>2009-10-25T18:46:00.013-02:00</published><updated>2009-10-25T19:52:55.650-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='veneno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelhada'/><title type='text'>Teatro infantil</title><content type='html'>Senhores, boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que cargas d'água existe tanta peça infantil feita "para crianças"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, atenção para as aspas. Por que uma coisa é fazer para crianças por que elas são o público, ou seja, usar abordagens adequadas e selecionar temas apropriados a essa faixa etária. Outra é fazer "para crianças", tratando o público infantil como se fossem todos sócios-atletas da APAE (ou como se de lá saíssem os envolvidos nestas produções).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo clássico: uma coisa é interagir com o público em um ou dois momentos da peça com o intuito de trabalhar as habilidades sociais da petizada, outra é gastar mais da metade do tempo naquela geração sistemática de vergonha alheia que é ficar "Ah, mas para onde foi Fulano? Para cá?" (isso quando Fulano foi para o outro lado e a molecada se esgoela de apontar, para o ator que "não entende").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiros infantis são mesmo um caso a parte. Desconfie de quem relê um clássico, por que costumam confirmar de lavada o dito segundo o qual "Pretensão e água benta, cada um toma o quanto quer". Os clássicos levam esse título por que são fórmulas consagradas pelo grande público mundial, querer melhorar em cima deles exige talento ou pretensão demais, e o segundo é muito mais comum no mercado que o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos à parte útil do post de hoje: sinais de identificação de roubadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sinal bem claro é o tamanho/qualidade do teatro. Se a sala de apresentação é chinfrim, a peça provavelmente também é. Peças mambembes dificilmente prestam. Exceções notáveis são os espaços de apresentação das diversas unidades da rede SESC que, apesar de mais das vezes serem bastante humildes em termos físicos, costumam receber produções de boa qualidade (e isso não apenas em termos de espetáculos infantis, a rede SESC costuma ser uma boa aposta para qualquer tipo de espetáculo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sinal inequívoco é aquele panfletinho de trocentos por cento de desconto no preço da inteira. Peça que tem isso costuma ser uma roubada federal. Hoje mesmo levamos o Webister para assistir Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Atrapalhado, no Teatro Jofre Soares (R. Major Diogo 547): como Pedro diria a Bino, fujam que é cilada! A escolinha nos deu um flierzinho de 50% para a dita cuja, e nosso garoto recebeu mais um desses quando de um passeio para o Aquário de São Paulo - sintam a vontade de desovar ingressos do pessoal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem atenção igualmente no elenco. Uma proporção muito desigual de mulheres para homens pode indicar apelação para levar papais babões a arrastar suas crias a assistir presepadas. Por outro lado uma ausência completa delas pode apontar para uma produção "rosada" (o estereótipo segundo o qual ator de teatro infantil costuma ser fruta é daqueles que nos lembram o dito "Onde há fumaça, há fogo"). E quando um único nome "estelar" consta de uma coleção de ilustres desconhecidos, aí é garantia indiscutível de batatada, podem escrever. Por que a direção torra o grosso dos lucros no salário da estrela para alavancar a bilheteria do que, de outro modo, seria fracasso na certa. Claro que quando o estrelo é um bonitão de novela também existe o efeito mamãe-babona (a exemplo de produções com gatas demais no elenco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, estranho como é difícil uma atriz infantil não ser no mínimo "passável" ("Raimunda", mesmo). Serááá que rola teste do sofá, minha gente? Serááááá??? Por que além de 98% pelo menos darem um caldo, a imensa maioria é de um histrionismo e de uma canastrice que são fonte segura de vergonha alheia em escala industrial. Os atores ainda são mais ou menos suportáveis em ação, mas as atrizes são para fazer a gente querer descrer do futuro da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora é outro sinal, mas esse só costuma aparecer quando já é tarde demais. CD da Xuxa ou congênere no sistema de som é indicativo fácil de programa de índio. Lembrando do panfleto, a dica mãe do post de hoje: atenção para o material de divulgação da peça. Se não tiver foto do palco e o material for ilustrado com desenhinhos bonitinhos, &lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt; furada! Não há outro motivo para deixar de usar imagens da peça no material promocional senão a vontade de esconder elenco desconhecido, palco pobre, figurino pobre ou algum outro indicativo da baixa qualidade da peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfins, um pouco de pesquisa e bastante vontade de tostar um pouco mais que uma negra nota ajudam a evitar a maioria das hecatombes de proporções bíblicas, pois ingresso baratinho também é sintoma de peça besta (mais uma vez, com a louvável exceção da rede SESC/SESI). Procure os grandes teatros (que normalmente zelam por seu nome passando as produções por um crivo relativamente razoável) e as peças com fotos de cenas no material de divulgação, mas fuja das produções do tipo "programa infantil não sei das quantas no teatro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que personagens da TV e do cinema NÃO funcionam no palco, isso de "desenho X", "seriado Y" ou "filme Z" "no palco" é tão tonto quanto Holliday on Ice (com o agravante de que não tem as patinadoras de roupinha colante para alegrar a marmanjada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando a lista, chequem igualmente o que é que o teatro está passando ALÉM da peça infantil em questão, não é muito comum uma casa misturar espetáculos de níveis de qualidade muito distintos. Quem consegue puxar peças boas não costuma sujar o próprio nome dando guarida a pavorosidades abaixo de um certo patamar de suportabilidade (ou pelo menos é o que me diz o bom senso), enquanto que as casas que recebem certas desgracências costumam seguir a máxima segundo a qual "Uma flatulência não é nada para quem já está todo obrado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produções indicativas do segundo tipo de casa: comédias rasteiras/chulas (marcadamente aquelas em que as piadas são construídas a partir de um personagem gay e/ou travestido), produções "engajadas" (Marx não combina com palco...) e peças espíritas (textos da Zíbia Gasparetto inspirada pelo espírito Lúcius(fer), por exemplo, são &lt;strong&gt;atestados&lt;/strong&gt; de casa tosca).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é só, pessoal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-3134578361057880472?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/3134578361057880472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=3134578361057880472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3134578361057880472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3134578361057880472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/10/teatro-infantil.html' title='Teatro infantil'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-4706581107696115356</id><published>2009-10-19T06:30:00.012-02:00</published><updated>2009-10-19T07:36:53.496-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><title type='text'>Paternidade</title><content type='html'>Senhores, bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema de hoje é um arroto medieval deste que vos digita, um relato de como se pensava em priscas eras e de como se educava uma criança nos tempos d'antanho. Por que analisar minhas filosofias de vida é um verdadeiro estudo de arqueologia mental e moral. Portanto, se você leitor fizer parte do time do politicamente correto, acreditar que em criança não se bate nem quando ela chuta o andador do vovô na hora de atravessar a Av. Paulista ou achar que não existe problema de natureza alguma em permitir que um casal homossexual adote uma ou mais crianças, vá para o blog da &lt;a href="http://bloglog.globo.com/carolinadieckmann/"&gt;Carolina Dieckmann&lt;/a&gt; que você ganha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois muito bom, você leu a advertência acima e ainda está aqui? Então não diga que eu não te avisei. Vamos lá, que hoje eu estou inspirado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, uma questão crucial na educação de um filho é a obrigatoriedade, desde a mais tenra idade, do ingrediente &lt;strong&gt;DIS&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;CI&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;PLI&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;NA&lt;/strong&gt;. Por que se você passa a mão na cabecinha de uma criança recalcitrante por que ela tem o direito de ser criança, achando que é melhor deixar para ensinar educação, bons modos e &lt;strong&gt;disciplina&lt;/strong&gt; só depois, na hora que ela estiver crescidinha o suficiente para que se lhe possa cobrar responsabilidades, é receita certa para o desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte da natureza humana &lt;em&gt;destreinada&lt;/em&gt; não aceitar de bom grado a imposição de limites. Mas a não imposição de limites presenteia logo de saída todo e qualquer pimpolho com ela agraciado com o pior problema-raiz de uma personalidade mal formada, seja ela simplesmente chatinha ou até efetivamente repulsiva: o baixo limiar de frustração, ou seja, a incapacidade de aceitar quando a vida olhar na cara do distinto e disser não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança que passa a infância sem uma imposição suficiente de limites se transforma em um adolescente que acha que o mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja no exato instante em que ele quer e se torna posteriormente um adulto frágil e inseguro. Seja um frouxo patético desse que mora com os pais aos 40 anos, seja um monstro que disfarça sua fragilidade sob camadas e mais camadas de violência e arbitrariedade ("vou bater no mundo primeiro antes que ele me bata, e vou bater com gosto pra todo mundo achar que eu sou o bom"). Ou como diz Içami Tiba: toda crioncinha evolui para aborrescente, que por sua vez se torna um adultescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças são seres humanos com pouquíssima bagagem mental de suporte para seus processos decisórios, logo, nada mais natural que o resultado da esmagadora maioria destes deva ser solenemente desconsiderado por quem quer ser um bom pai ou uma boa mãe. Daí diziam os antigos que &lt;strong&gt;criança não tem querer&lt;/strong&gt;. Não tem e não deve ter, até que tenha vivido o suficiente para acumular um repertório de experiências e informações que lhe permita tomar decisões minimamente não-desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança não escolhe o que vai comer, não escolhe o que vai vestir e não escolhe a hora de dormir. Simplesmente por que comida &lt;em&gt;gostosa&lt;/em&gt; a mais das vezes não é nutritiva e criança não entende patavina de nutrição e medicina; roupa &lt;em&gt;bonita&lt;/em&gt; mais das vezes é obscenamente cara, emburrecedora/padronizadora (não permita que seu rebento se torne escravinho da moda logo de saída) ou simplesmente inadequada para o tempo que está fazendo na hora ou para as atividades programadas para aquele determinado momento e pivete não tem noção de chongas disso tudo; e por que quem tem escola está pouco se importando com o relógio biológico dos alunos, que tem mais é que acordar cedo em uma fase da vida na qual o cérebro estaria originalmente programado para um outro ciclo de sono, então você pai e você mãe tem que ajudar seu pequenino desde o início a empurrar o relógio biológico no sentido de não dormir a aula toda quando chegar a idade de ir pra escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tantas e tantas outras coisas comuns a quem tem em casa uma maquininha burra de chorar e dizer não-quero, que se explicam por que o ser humano é burrinho e crianças são, por definição matemática, &lt;strong&gt;ignorantes&lt;/strong&gt;. Atentem para a diferença entre ignorância e burrice. Burro é quem não sabe pensar, ignorante é quem ignora alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças são inteligentíssimas, toda criança nasce genial e nós adultos é que a estragamos com uma educação inadequada. Mas toda criança vem ao mundo 100% ignorante, o que significa que seus processos decisórios terão más escolhas por conclusão em 99,9...% dos casos. É obrigação do pai e da mãe desconsiderar essas más escolhas e fazer o que é melhor pelo pequenino. E é obrigação de ambos ensinar a criança a se conformar com isso, por que é inerente ao ser humano estar mal informado e decidir mal em muitos e muitos pontos de sua vida, devendo ele saber quando a vida está tomando uma decisão melhor no lugar dele ou quando uma determinada pessoa em posto de comando por merecimento tenha as informações necessárias para decidir melhor em seu lugar ou ainda quando a natureza humana tem que calar sua boca e curvar-se ante a Sabedoria do Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vem outro ponto inegociável para pais que foram abençoados, neste mundo perdido de hoje, com a Graça de se manterem firmes dentro da verdadeira Igreja. Essa história de que toda religião tem seu ponto positivo e que a pessoa escolhe sua fé quando tiver idade suficiente para fazer sua própria escolha é &lt;strong&gt;balela&lt;/strong&gt; (peguei leve para não lançar mão de um palavrão de 59 sílabas). Mentira deslavada, uma das mais perniciosas já inventadas pelo pai da mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você foi abençoado com a Graça de ser católico, que teus filhos também o sejam. Isso é 1000% &lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;NE&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;GO&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;CI&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;Á&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;VEL&lt;/strong&gt;! Se você não instila em sua cria o temor do Senhor desde o berço, as chances de que esta alminha se perca para algum outro sistema de crença ou até mesmo para a descrença sistemática é imensa. Não que "religião seja um condicionamento que só pega por que é feito à guisa de lavagem cerebral sobre criancinhas que não têm condição de argumentar", mas por que a carne se rebela contra a Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chocolate é uma delícia, mas não é por isso que uma pessoa vai se empanturrar sem consequências. Tem muito legume que é realmente chatinho de comer e a gente só manda pra dentro para cuidar da própria saúde. E por aí vai. Agora, ninguém em sã consciência vai abrir a boca para me dizer que é lavagem cerebral convencer uma criança desde pequenininha que ela deve comer aquilo que seus pais mandarem por que é melhor para sua saúde corporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por que cargas d'água tanta gente abre a boca para dizer que é lavagem cerebral ensinar alguém desde a mais tenra idade a obedecer a Deus por que isso é melhor para a sua saúde espiritual? Por que sexo é uma delícia, mas não é por isso que nós vamos sair por aí brincando de chimpanzé bonobo. A sensação física de se tomar um porre é para muitos realmente agradável, e nem por isso vamos sair por aí chapando o coco por diversão. E por aí vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que quanto mais tempo alguém fica fora da barca de Pedro e exposto aos diversos cantos de sereia criados por aquele que é homicida desde o início dos tempos, mais seus ouvidos endurecem contra a são doutrina da Fé e mais difícil é a cura de tal alma. Portanto, não permita que seu filho ou filha "escolha a religião depois". Faça o que é melhor para ele/ela, que te agradecerá imensamente no futuro, como agradeço a meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que hoje eu leio a Summa Theologica e o Catecismo da Igreja Católica de moto-próprio, e leio a Bíblia desde os 15 anos por gosto meu, mesmo, mas devo isso a meu pai ter me levado para a Missa todo bendito domingo desde que eu me entendo por gente e provavelmente ainda antes. E estudo a fé e a sustento hoje com argumentos racionais e o amparo das Escrituras, da Tradição Apostólica e do Magistério da Igreja, dentro das minhas forças, mas foi papai quem me ensinou a rezar. Pois vos digo e repito: façam o mesmo por suas crianças, que vos agradecerão imenso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que se dê a uma criança disciplina e temor de Deus, o resto vem por consequência. Sabendo que o corpo é templo do Espírito Santo e tendo limiar de frustração elevado pelo treino da disciplina, a pessoa não erra contra a temperança e sabe manter-se casta. Mantendo a temperança a pessoa não se prejudica por glutonaria, bebedeiras ou uso de estimulantes e entorpecentes. Sendo casta, não faz filhos antes do tempo, não padece com DSTs e não passa por todas as agruras da vida de alguém afligido por atração pelo mesmo sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fica a receita para educar um futuro adulto feliz (e para ler comentários raivosos de relativistas e analfabetos funcionais): um chinelo na mão esquerda e a Bíblia na mão direita!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-4706581107696115356?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/4706581107696115356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=4706581107696115356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4706581107696115356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4706581107696115356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/10/paternidade.html' title='Paternidade'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-7784398590362879950</id><published>2009-10-16T13:53:00.003-03:00</published><updated>2009-10-16T14:09:54.604-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações públicas'/><title type='text'>Respondendo a um amigo</title><content type='html'>Um amigo comentou minha postagem sobre novelas, e acredito que a resposta é digna de figurar como post individual sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor do blog &lt;a href="http://cantandodegallo.blogspot.com/"&gt;http://cantandodegallo.blogspot.com/&lt;/a&gt;, Pedro Gallo escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fala Nando!Algumas considerações sobre o que você disse:Heineken é uma boa cerveja sim! Só a da Holanda, não a do interior de São Paulo, que realmente é uma droga. É só você tomar a de barril que você vai ver a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém consegue ser só intelecto o tempo todo! Não dá pra você exigir que as pessoas cheguem de casa e assistam a algo educativo ou minimamente intelectualizado! às vezes queremos só não ter que pensar, e novalas são ótimas nesse quesito. Eu não gosto delas, mas assisto a outros programas, como "Scrubs" na Sony. E realmente ler é uma boa alternativa, mas também pode ser cansativo e o hábito de leitura é bem escasso em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa da qual eu discordo é você dizer que a novela é culpada pela população não pensar, nem ter competência para trabalhar. Esse tipo de coisa se aprende com os pais e na escola, e se esses não estão preparados para educar os jovens de nosso país, já é outra coisa. Eu por exemplo assisti a novelas durante toda minha infância(meu passado me condena) e isso não teve nenhum impacto na minha capacidade intelectual, acredito eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um apelo pra que você perceba que as pessoas precisam de uma válvula de escape, de um momento sem pensar, pra poderem se sentir bem e calmas. E também para que você seja mais sucinto, porque o comprimento de seus textos é realmente desencorajado(ou talvez seja frescura minha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, esqueci de dizer que embora você diga que as novelas incitam a natalidade, nossas taxas só vêm caindo nos últimos anos. Não é só a TV que educa, e a população tem sim ideia do drama e do custo que é ter um filho, não subestime tanto o "povão"."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Galeto, meu velho, em primeiro lugar em relação à Heineken, é bom saber. Bem que eu desconfiei de que havia ingerência dos cervejeiros brazucas sobre a receita original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a não conseguirmos ser só intelecto o tempo todo, há alternativas saudáveis à teledramaturgia, tais como os programas fofinhos do Animal Planet e similares e os seriados (cômicos ou de qualquer outro tipo) mais bem elaborados, com roteiros e personagens menos chapados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hábito da leitura precisa ser salvo "nestipaíz", sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa pela imbecilização do povão não é exclusiva das telenovelas, mas estas levam uma bela fatia da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimas válvulas de escape são: produções de cunho marcadamente visual, como documentários sobre vida natural com montes de imagens a la National Geographic e pouco áudio; música; brincar com animais de estimação; etc. Novelas são dispensáveis, para dizer o mínimo. Não quer pensar? Assista seu peixinho dourado ou seu canarinho de estimação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos longos? Talvez. Mas quanto dá para enxugar sem sacrificar conteúdo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda bem que o povão consegue escapar um pouco do estrago das novelas, por que a média da fertilidade pode até estar caindo, mas as taxas entre os extratos mais humildes caíram muito mais lentamente que entre a população mais rica/esclarecida (no Brasil a instrução é quase diretamente proporcional ao poder aquisitivo, logo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu vou te contar. O tanto que a TV deseduca não é fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfins, sempre é bom ter com quem trocar algumas idéias aqui na rede, mesmo que seja apenas para concordar em discordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte abraço, e volte sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e boa sorte com o vestiba para jornalismo, afinal, como dizia vovó: O que é de gosto, regalo da vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-7784398590362879950?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/7784398590362879950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=7784398590362879950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7784398590362879950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7784398590362879950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/10/respondendo-um-amigo.html' title='Respondendo a um amigo'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-6570348124828315022</id><published>2009-10-13T14:27:00.001-03:00</published><updated>2009-10-13T14:27:25.608-03:00</updated><title type='text'>TCK in a Box</title><content type='html'>&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bHQ9MTI1NTQ1NDc5MzM4OCZwdD*xMjU1NDU*ODM1NDY1JnA9ODEwMDcxJmQ9Jm49YmxvZ2dlciZnPTImbz*4ZDUzNDRlMjFkMDg*Nzk1YjU5NTEwOTBlNjk5YTIyMyZvZj*w.gif" /&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" width="350" height="450" id="TCKBox" align="middle"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="false" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://cdn.tcktcktck.org/sites/all/modules/tck_flash/tiab/TCKBox.swf?h2009101301" /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#666666" /&gt;&lt;embed src="http://cdn.tcktcktck.org/sites/all/modules/tck_flash/tiab/TCKBox.swf?h2009101301" quality="high" bgcolor="#666666" width="350" height="450" name="TCKBox" align="middle" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="false" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer" &gt; &lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-6570348124828315022?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/6570348124828315022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=6570348124828315022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6570348124828315022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6570348124828315022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/10/tck-in-box.html' title='TCK in a Box'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-9114065003560357559</id><published>2009-10-13T03:11:00.024-03:00</published><updated>2009-10-13T05:08:44.168-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Depois de um longo e tenebroso feriado...</title><content type='html'>Eis que retorno a este arremedo de blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 3:12h da madruga e estou passando por uma noite de rei, graças à ressaca do churrasco de sábado: passei o domingo visitando o trono regularmente e agora nessa madrugada a coisa se acentuou. Espero que esse surto final limpe meu tubo digestivo do resto do meu envenenamento por Heineken (cervejinha de %erda...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, hoje vou escrever sobre uma coisa que eu odeio com todas as fibras d'alma: novela. Aqueles enredos manjados recheados de interpretações histriônicas e ataques sistemáticos à moral e aos bons costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ataques sistemáticos à moral e aos bons costumes. Toda novela, não importa qual seja a emissora ou até mesmo o país de origem, tem sempre pelo menos um matrimônio dito "disfuncional" para o qual a "solução" apresentada é um adultério ou dois, seguido ou não de divórcio. Detalhe: todos os casos em que ocorre apenas um adultério demonizam o cônjuge traído e apresentam-no como "culpado" e "merecedor da galha", enquanto apresentam o cônjuge traíra como "vítima", "herói/heroína" e "muito digno por buscar sua felicidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, amor=sexo é uma equação totalmente em alta no meio novelístico. Essa história de se preservar/guardar para o casamento sequer é cogitado. Todos os namoros novelísticos são fartamente regados a sexo, para personagens a partir dos 18 (e sabe Deus até quando vai essa restrição de idade, vai que Polansky finalmente faz escola por aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, religião em novela é um caso a parte. Em nome da tolerância, do multiculturalismo e da "civilidade", todos os sistemas de crenças são eventualmente retratados nos personagens da teledramaturgia, sempre com muito respeito. EXCETO OS CATÓLICOS. Todo católico é retrógrado, hipócrita, fanático, obscurantista, mentiroso, fraco ou estúpido, isso quando não é um caso de "junta" (junta tudo e joga fora). Todo padre de novela tem amante(s), larga a batina ou serve ao dinheiro ao invés de servir a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando o febeapa (para quem não conhece Stanislau Ponte Preta: FEstival de BEsteira que Assola o PAís) televisivo, de uns tempos para cá é difícil eu ter notícia de uma telenovela que não tenha um núcleo sodomita. Quando não é um par de pederastas é um par de sáficas, e o grande burburinho da mídia fica sobre "essa censura moralista e hipócrita que não permite beijo gay em novela". Que bom que pelo menos &lt;strong&gt;esse&lt;/strong&gt; limite ainda resiste, ora pílulas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfins, agora que tratei dos problemas mais graves, vamos à posta restante. Digamos que você leitor não creia, e ache que tudo o que digitei até o momento foi apenas um arroto medieval em plena era dos terabites. Pois vou mostrar que mesmo você deve largar mão de assistir novela e ler algo no lugar, nem que seja Paulo Coelho (outra droga, mas desse eu falo em outra postagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa que roteiro de novela nunca é um roteiro só. Até aí tudo bem, subtramas e tramas paralelas são um ingrediente importante em boas obras de ficção, enriquecendo o texto final e auxiliando no desenvolvimento mais rico da trama principal. Mas isso só é válido para &lt;strong&gt;boas&lt;/strong&gt; tramas principais auxiliadas por tramas paralelas e subtramas de qualidade &lt;strong&gt;no mínimo&lt;/strong&gt; mediana. Caso contrário, teremos apenas mais lixo pelo seu tempo investido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema básico do formato telenovela é a correlação entre tempo ficcional e tempo real, que é mantida constante em "1c:1d" (um capítulo de novela retrata um dia de tempo real), à exceção dos flash-backs e flash-forwards. Uma vez que se retratam 24 horas de roteiro em um condensado de 1 hora com intervalos comerciais, não é possível apresentar tramas acima de um determinado nível de complexidade por limitação de tempo. E se você adiciona a essa limitação natural a necessidade de dividir o tempo de cada capítulo em núcleos ou tramas auxiliares, tramas paralelas e subtramas, aí é que o nível de complexidade permitido para cada trama ou subtrama individual vai para o chão de uma vez e, com isso, temos garantia de mais lixo por nosso tempo investido em assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consequência inevitável é a padronização dos roteiros, tratada magistralmente no post &lt;a href="http://blog.desfavor.com/2009/09/desfavor-explica-novelas-da-globo.html"&gt;http://blog.desfavor.com/2009/09/desfavor-explica-novelas-da-globo.html&lt;/a&gt;, do blog Desfavor. Seus redatores expuseram fartamente todos os furos mais clássicos de roteiro das produções da Vênus Platinada e, se as melhores são assim, o resto então nem se fala. Mas vale a pena jogar sal em algumas das feridas apontadas, para ver os noveleiros deste meu Brasil varonil esperneando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa que é mesmo inegável que novela é feita para anestesiar os socialmente desfavorecidos, para empurrar goela abaixo do povão que ser pobre é uma delícia e ser rico deve ser mesmo um calvário. Todo rico é mostrado como mau e antipático, à exceção da mocinha que é quase sempre albina, anoréxica e herdeira inocente de uma fortuna sangrenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em mocinha, essa parte do par romântico é uma história à parte. Os desentendimentos padrão e as idas e voltas do costume antes que esse par se case, sempre no último capítulo da trama, são a parte mais bur(R)ocrática do roteiro. É sempre uma combinação linear de alguém com interesse romântico em um dos dois, intriga de falsos amigos, implicância da família e problemas com desnível social. A única novidade de que tive notícia na área foi colocarem mocinhas enfrentando doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é que todo personagem de novela é &lt;strong&gt;personagem plano&lt;/strong&gt; (protagonistas e coadjuvantes importantes) ou &lt;strong&gt;tipo &lt;/strong&gt;(todo o resto). Resultado óbvio da correlação 1 para 1 apontada acima, pois se os segmentos de enredo devem ser simplificados ao máximo igualmente simplificados devem ser os personagens. Com isso, temos a inflação sistemática de vilões demoníacos, heróis a la Superman e personagens estereotipados de todos os matizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente todos escolhidos a dedo para que a patuléia ensandecida continue acreditando piamente que sua vidinha medíocre é maravilhosa, não há por que querer progredir e inclusive isso de querer melhorar de vida é coisa de vilão, por que afinal de contas ambição é um defeito horroroso e uma vaidade sem tamanho: "Onde já se viu, alguém estar insatisfeito com a própria vida e querer ter e ser mais?", é o que dizem reiteradamente de forma direta todos os personagens ambiciosos de núcleos pobres de forma direta (e de modo indireto e um pouco menos ostensivo todos os demais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, um momento de raciocínio, por favor, obrigado. Evidente que não estou aqui fazendo apologia ao &lt;em&gt;pecado de Lúcifer&lt;/em&gt; (que caiu por &lt;strong&gt;orgulho&lt;/strong&gt;), mas demonizar uma personagem automaticamente pelo simples motivo de que esta declara desejar uma vida melhor para si é de um despautério a toda prova. Existe orgulho besta, que bota as pessoas em volta do "orgulhoso" para baixo na base do pisão e da humilhação, e existe a vontade de progredir. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Vontade de progredir TODO MUNDO TEM QUE TER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua que a simplificação extrema dos roteiros exigida pelo emparelhamento do tempo de novela com o tempo real obriga cada capítulo a ser um primor de tédio e chatice, pois tramas simples geram capítulos simples e repetitivos. É a famosa sensação de que, após as duas primeiras semanas decorando os nomes e funções de todo mundo no folhetim acompanhado, basta assistir a um capítulo por semana que já está de mau tamanho, por que é sempre a mesma coisa todo santo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E termina que o fim de cada personagem é sempre de uma previsibilidade rançosa. Mocinhos felizes, mocinhas casadas e com filhos, vilões derrotados ao final, pobres fazendo festa, ricos &lt;em&gt;se redimindo de sua riqueza&lt;/em&gt;, pares homossexuais "reconhecidos pela sociedade e vivendo felizes seu &lt;em&gt;casamento&lt;/em&gt;" e assim por diante, ad infinitum et ad vomitorium. E como todos os personagens terminam sempre do mesmo modo, todos os capítulos finais são idênticos, por definição matemática. O que torna particularmente deprimente o comportamento de quem se altera em função de um último capítulo de novela que, diga-se de passagem, TEM REPRISE NO SÁBADO PARA QUEM PERDER NA SEXTA, então não é verdade sequer que último capítulo só tem uma vez, como uns e outros ainda tentam alegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que alguém me acuse de hipocrisia, por acreditar que é preciso assistir para saber de tudo isso, digo que assisti novela até Celebridade, mas é como se eu assistisse até hoje. Os motivos são dolorosa e constrangedoramente simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Os roteiros "telegráficos" fazem com que basta você assistir à chamada da novela nos intervalos comerciais da programação normal para que você efetivamente acompanhe o desenvolvimento da trama. Se o seu QI for de 100 pontos (normal), não é preciso assistir mais que as chamadas ao longo dos intervalos comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Há toda uma imprensa especializada capitalizando no público fiel desse segmento da produção televisiva, e essas publicações ocupam um espaço significativo nas bancas de jornal, o que torna impossível comprar jornais e revistas de outros assuntos sem esbarrar com os olhos em manchetes que atualizam os poucos que conseguem escapar às vinhetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Quem assiste novela &lt;strong&gt;não consegue&lt;/strong&gt; conversar por mais que 5 minutos sem mencionar seu vício e obrigar seu interlocutor a acompanhar suas opiniões sobre o que está acontecendo com tal e tal personagem (geralmente alguém do par romântico, um vilão ou um alívio cômico - este último um &lt;strong&gt;tipo&lt;/strong&gt; ainda mais insosso e estereotipado que a média, caracterizado por um "bordão" ou cacoete que a patuléia sempre achará hilário e fará questão de reproduzir para teu desprazer estético e intelectual como se aquilo fosse o fino da bossa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como apontaram com precisão cirúrgica no blog que mencionei ao final da lista de deméritos morais da teledramaturgia nacional, ai de quem ousa se erguer contra esse instrumento de emburrecimento em massa, contra esse genocídio de neurônios que é a novela de televisão. Por que falar mal de novela é de um elitismo imperdoável, infinitamente mais esnobe que não ler Paulo Coelho ou não ouvir música "popular" (pagodinho de plástico - um fanho cantando e 6 epilépticos surtados fazendo dancinha tosca no fundo do palco -, axé, funk carioca, porno-forró ou sertanojo/breganejo). Fenômeno típico de republiqueta de banana movida a pão e circo (aliás a muito mais circo que pão), onde a mídia trabalha junto com os donos do dinheiro para destruir sistematicamente o discernimento dos extratos mais baixos da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que arrebenta com uma republiqueta de banana no longo prazo é o fato de que essa destruição da capacidade de discernimento do povo destrói a produtividade da força de trabalho nacional, inviabiliza o funcionamento das instituições e oblitera a produção cultural do país, pois um povo que não pensa não tem senso estético para produzir arte, não raciocina para manter o funcionamento das instituições (a bem da verdade sequer as compreende, quanto mais lhes compreende a necessidade e o como mantê-las) e não tem mais competência sequer para apertar botões e operar maquinário. As telenovelas ajudam sobejamente nesse processo de emburrecimento, ao atacar as fundações morais do povo e dopá-lo (Marx só disse que a religião é o ópio do povo por que não tinha telenovela na época dele...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma associação óbvia é sexo&amp;amp;drogas (só faltou o rock&amp;amp;roll?): a novela anestesia o povão geral e ainda incentiva a fazer filhos! Já repararam como cada nascimento em novela é super-hiper-mega-master-blaster festejado? Como cada nova mamãe é um ser tão mais feliz e realizado que as personagens femininas que abrem mão da maternidade para ter uma carreira ou tomam qualquer outra decisão igualmente razoável que as leve a não procriarem como coelhas no cio? E ninguém fala em controle de natalidade (o método Higgins de acompanhamento do muco cervical funciona sim, confiram junto à WHO - World Health Organization ou Organização Mundial da Saúde, da ONU - ou chequem este link, mais fácil: &lt;a href="http://vida.aaldeia.net/metodo-muco-cervical-billings/"&gt;http://vida.aaldeia.net/metodo-muco-cervical-billings/&lt;/a&gt;), ou em como o mundo de hoje está mau e perigoso para quem quer ter um filho e criá-lo com um mínimo que seja de correção moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que falar mal de droga para um drogado é pedir para apanhar, daí a reação explosiva e apaixonada de todo noveleiro quando lhe apontamos o ridículo daquilo que assiste. O que é garantia de "silêncio olímpico" da maioria dos meus eventuais leitores (os poucos tarados que superarem as barreiras psicológicas impostas pela extensão textual e vocabular de minhas arengas - bem como por seu pedantismo) e esperança de resposta de algum fã mais exaltado de folhetim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me para voltar ao troninho pela quarta vez ao longo de minha insônia e aguardo os garfos de feno, as tochas e os uivos da multidão enfurecida. Forte abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-9114065003560357559?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/9114065003560357559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=9114065003560357559' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/9114065003560357559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/9114065003560357559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/10/depois-de-um-longo-e-tenebroso-feriado.html' title='Depois de um longo e tenebroso feriado...'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-4720371737997956440</id><published>2009-09-26T05:28:00.006-03:00</published><updated>2009-09-26T09:06:54.687-03:00</updated><title type='text'>Música 1.2</title><content type='html'>Senhores, boa madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insônia é soda! Insônia é soda! Insônia é soda! (surto a la Grace Gianoukas incorporando Sta. Ignorância)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste começo "abençoado", vamos ao último terço (meu Pai, essa foi in-Lorenzetti...) do primeiro post sobre músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais dois clássicos contemporâneos, para fechar esse menu-degustação. Depois de falar de Philip Glass, Arvo Pärt, Iannis Xenákis e Terry Riley, agora é a vez de Edgar Varèse e Jean Sibelius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;(ai, ai... Insônia é soda, mesmo. Tive que voltar pra cama e só voltei a digitar agora de manhã...)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a Edgar Varèse. Esse é um compositor moderno da família "abrace a insanidade e seja feliz". Forte uso de componentes eletrônicos em sua música, incluindo novos instrumentos como o teremin (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tgcMlEZ6NFw&amp;amp;annotation_id=annotation_620932&amp;amp;feature=iv"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tgcMlEZ6NFw&amp;amp;annotation_id=annotation_620932&amp;amp;feature=iv&lt;/a&gt;) e o ondas martenot (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1LobZ8vg9qE&amp;amp;feature=player_embedded#t=164"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1LobZ8vg9qE&amp;amp;feature=player_embedded#t=164&lt;/a&gt;), em uma música de cores e texturas, totalmente liberta das antigas formas e estruturas.&lt;br /&gt;Francês naturalizado estadunidense, estudou muita música (por que só quem conhece as regras é que pode quebrá-las com proveito) e compôs pouco, mas bem por demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança de Iannis Xenákis, elevou a distribuição espacial das fontes sonoras a parâmetro composicional, criando o que chamou de &lt;strong&gt;música &lt;em&gt;espacializada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Exemplos são Hyperprism e Poème Électronique, este último composto para FITA MAGNÉTICA (recurso largamente explorado por compositores modernos como Karlheinz Stockhausen e Xenákis, permite texturas sonoras quase impossíveis de se obter de outra forma, bem como a superposição calculada de texturas sonoras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único meio de explicar mais alguma coisa sobre este compositor é linkando algumas de suas peças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hnh_VT6JIZQ&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=hnh_VT6JIZQ&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; (mais faixa-branca)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AGFLUerbLhk&amp;amp;feature=fvw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=AGFLUerbLhk&amp;amp;feature=fvw&lt;/a&gt; (já pede ouvido disciplinado)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bh5cfHbbjzs&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Bh5cfHbbjzs&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; (também mais faixa-preta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sibelius foi de uma sonoridade mais sutil, quase que clássica à moda antiga, mesmo. Eu diria que um Debussy finlandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte principal de sua obra é seu conjunto de sete sinfonias, nas quais verteu o coração transformando cada uma em uma declaração de seus sentimentos mais pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos estudiosos consideram sua música como um importante elemento na formação da identidade nacional finlandêsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora já contemporâneo em sua sonoridade, compôs sempre usando um idioma tonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora isso, outra vez o jeito é linkar algumas obras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9t0FBQ3xeVA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9t0FBQ3xeVA&lt;/a&gt; (ouça com um lenço na mão)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bi8wwFwDqTs&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=bi8wwFwDqTs&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; (solene e poderosa)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XtIw5AkUEsE&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XtIw5AkUEsE&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; (abre em ppp, apure os ouvidos e ouça em silêncio total, mas NÃO AUMENTE O VOLUME)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, não aumente o volume para ouvir o intermezzo da Suíte Karelia. Ela usa algo chamado &lt;strong&gt;dinâmica&lt;/strong&gt;, e após abrir em ppp (pianissíssimo, ou &lt;em&gt;quase inaudível&lt;/em&gt;) vai progredindo lentamente em crescendo até chegar em um clímax em ff (fortíssimo ou &lt;em&gt;alto de lascar&lt;/em&gt;) lá para os lados de 2:40-2:50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonoridade profunda e altamente emocional, com tratamento já moderno mas ainda tonal. Como comentei logo no início, praticamente um Debussy finlândes. Basta comparar os links disponibilizados com o estilo de Debussy em Clair de Lune: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yVpxLraHphk&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yVpxLraHphk&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, dessa vez o post foi curtinho, e finalmente consegui concluir um programa de música erudita contemporânea com meia dúzia de compositores (ordem aleatória, conforme fui lembrando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver se da próxima não demoro tanto a postar e solto logo 6 livros em um post só, em Literatura 3 (ou se faço 3, 3.1, 3.2, ..., 3.buzilhão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais, pessoal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-4720371737997956440?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/4720371737997956440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=4720371737997956440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4720371737997956440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4720371737997956440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/09/musica-12.html' title='Música 1.2'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-1559698314815950597</id><published>2009-09-22T23:12:00.006-03:00</published><updated>2009-09-23T05:49:05.726-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bobeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelhada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro post'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frescura'/><title type='text'>Música 1.1</title><content type='html'>Senhores, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de televisão (tem coisas que só a NET pode fazer por você - vão tomar no SKAVURSKA!), soco mais meio post nesse meu bloguinho querido. Meu trabalho de tradução terminou e o pagamento virou novela mexicana. Quem acompanha meu Facebook já está sabendo. Assim sendo, voltei a ter tempo de postar de vez em quando, ao invés de de vez em nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei de música Clássica/Erudita Contemporânea, destrinchando um pouquinho de Arvo Pärt e de Philip Glass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quero falar só um tiquinho de Iannis Xenákis e de Terry Riley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando com o grego (de sangue, pois é romeno de nascimento e francês em termos de vida adulta, mas gato que nasce no forno não é biscoito): alguém aí lembra que Pitágoras associou música a matemática, com as proporções numéricas das escalas musicais? Pois Xenákis elevou o conceito à enésima potência e lascou dois ovos fritos em cima. A partir de software próprio, desenvolvido em um departamento universitário de matemática, este arquiteto e artista multimídia compôs músicas &lt;strong&gt;a partir de funções matemáticas&lt;/strong&gt;, estocásticas (funções de probabilidade, as que o Oswald de Souza usa para fazer suas "previsões" sobre loterias - acabei de entregar minha idade, snifs...!!!) inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não bastasse esse método absolutamente (im)pessoal de composição, Iannis resolveu dedicar sua vida a mostrar para o mundo o que é ser realmente multimídia. Algumas de suas principais obras, as polytopes, foram compostas para serem apresentadas no interior de estruturas arquitetônicas especialmente projetadas, onde são acompanhadas por shows de luz e até recital ou leitura de textos específicos. O exemplo máximo é a diatope La Legende d'Eer, na qual a estrutura arquitetônica abrigaria show de luzes, projeção de 5 textos específicos em momentos chave da obra e disposição surround da música em 8 trilhas por caixas de som posicionadas de forma estratégica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com Kraanerg, é apenas para iniciados. Uma primeira experiência pode ser a faixa Metástasis: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SZazYFchLRI&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=SZazYFchLRI&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt; Mais ilustrativo ainda é assistir a versão "espectral", em que o ponteiro branco percorre o diagrama que gerou a música (acho que através de seu software UPIC, que converte gráficos matemáticos em música - Iannis compôs muita coisa mandando o UPIC mastigar estruturas que ele traçou a partir de conceitos arquitetônicos e funções matemáticas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleïades também é bastante palatável para o ouvinte destreinado, toda composta para marimba/xilofone. As demais obras pedem pelo menos um pouco de disciplina da parte do ouvinte, mas são verdadeiramente recompensadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Terry Riley é o rei dos loops. Com uma filosofia composicional muito próxima à de Philip Glass, alia o trabalho de filigrana a um tratamento extensivo ao máximo de cada material sonoro, com obras hipnóticas nas quais cada padrão sonoro é sutilmente variado por tanto tempo quanto é possível sem a introdução de um novo elemento na estrutura da música. Bastante difícil para o ouvinte "cru", o ideal seria aclimatar-se inicialmente ouvindo Philip Glass até que se tenha educado o ouvido para apreciar "Descent in to the maelstrom" ou "Music with changing parts", ponto a partir do qual se está capacitado para fruir até mesmo da música de mestres da duração extendida como Morton Feldman e La Monte Young.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo e na ativa, este californiano estudou música com o grande professor indiano de música vocal Pandit Pran Nath (que também deu aulas para Young), entre outras influências. Sua sonoridade mais característica pode ser apreciada em pérolas como A Rainbow in Curved Air, In C, La muerte em medias calladas negras, Poppy Nogood and the Phantom Band e Dorian Reeds. Seu uso criativo de loops gravados o põe lado a lado com Morton Feldman e La Monte Young na galeria dos compositores de duração extendida, com seus All Night Concerts (imagino como deve ter sido lisérgico levar um saco de dormir para o local do concerto e dormir exposto a um tal tônico neural).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O minimalismo, como deve ter transparecido de Philip Glass e dos compositores adeptos das peças de duração extendida, é um estilo musical para quem gosta de pensar no que está ouvindo, ao invés de apenas deixar a música entrar pelos ouvidos adentro e ponto final. Sua apreciação não é instintiva, mas cerebral. Resumindo: não é música para dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro onde li isso, mas há quem divida as pessoas em dois tipos básicos de ouvintes musicais: os Dançantes e os Analíticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ouvinte Dançante apreciaria música de forma instintiva, única e exclusivamente em função de seu caráter lúdico. Se a música tem um bom ritmo e a melodia não desagrada, está valendo, não há uma preocupação mais significativa com harmonia ou letra. Um exemplo característico é o ouvinte de axé (já deu para perceber que me classifico como Analítico?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já um ouvinte Analítico tem uma abordagem holística, apreciando simultaneamente melodia, harmonia, ritmo e letra (quando cabível, claro). Se um dos componentes for deficiente e não houver compensação suficiente da parte dos outros, este tipo de ouvinte não consegue apreciar a música em questão. Exemplo de abordagem Analítica é o por que este tipo de ouvinte tem um colapso estético quando exposto a axé ou funk carioca: embora os ritmos sejam tecnicamente bem executados e até envolventes e haja uma opção sistemática (eu diria que até racional, em função da predominância da componente rítmica) pelo pouco ou nenhum uso de harmonia, as melodias são pobres e as letras insuportáveis. Por que para um Analítico uma letra ruim "mata" uma música que de outro modo seria boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo essa digressão, música minimalista é um gênero apreciado por excelência por ouvintes analíticos, e música minimalista de duração extendida é uma paixão para analíticos hardcore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipnótico, lisérgico e medicinal, Terry Riley é o tipo de som para ouvir quando se quer recarregar as baterias após um dia realmente ruim e cansativo. Mais um para ouvir e chapar o côco de cara limpa. Agora mesmo estou ouvindo o primeiro link do vimeo, é uma hora de variações melódicas só para ouvintes realmente analíticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar mais sobre Terry Riley, só deixando um par de links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vimeo.com/4284473"&gt;http://www.vimeo.com/4284473&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/1876047"&gt;http://vimeo.com/1876047&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é só, pessoal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-1559698314815950597?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/1559698314815950597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=1559698314815950597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/1559698314815950597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/1559698314815950597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/09/musica-11.html' title='Música 1.1'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-314205569399199202</id><published>2009-09-20T07:09:00.008-03:00</published><updated>2009-09-20T08:38:46.600-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro post'/><title type='text'>Música 1</title><content type='html'>Senhores, bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hoje vou enfrentar algumas horas ao som de Xuxa (mais conhecida pelos cinéfilos como Ursinha Macia), agora vou escrever um pouco sobre música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro post deu um mapa resumido do meu gosto musical, hoje vou destrinchar um pouco do segmento Clássica Contemporânea falando de dois compositores favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo o post em ppp (pianissíssimo - extra-mega-suave beeem de levinho), Arvo Pärt. Compositor estoniano, grande parte de sua produção é de um gênero atualmente em risco de extinção, que é a música sacra, inspirado pela sua fé ortodoxa. Suas obras corais em Eslavônico Litúrgico (idioma arcaico usado na Igreja Ortodoxa do Leste Europeu do mesmo modo que nós católicos usamos o Latim) são primorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas composições devem ser ouvidas em ambientes absolutamente silenciosos, e o ouvinte deve tomar cuidado para respirar baixo. Suas melodias são profundamente emotivas, mas sempre como que em aquarela: diluídas e delicadas. Uso extensivo dos recursos mais suaves da dinâmica musical como os ralentando, melodias em legato e acordes profundos e calculados para a produção de ressonâncias secundárias no piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso mais marcado das vozes graves em obras corais e dos registros agudos nas instrumentais. Nas instrumentais, atenção para a filosofia de composição "tintinabuli": os sons são delicados e etéreos como o tinir de pequenos sinos ou campainhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um excelente exemplo de "tintinabuli" é a linha melódica em notas agudas de Spiegel im spiegel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QtFPdBUl7XQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QtFPdBUl7XQ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o uso de ressonâncias secundárias no piano aparece marcadamente em Für Alina, que tem uma dinâmica com acordes base em mf (mezzo forte) e f (forte) e o restante entre mp e mf, com uso extensivo de pedal. Isso faz com que diversas notas não tocadas surjam a partir de ressonâncias entre as notas da linha melódica e as notas dos acordes base tocados a cada troca de pedal. Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pQJGi9ZLpHE&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=pQJGi9ZLpHE&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando no minimalismo, do qual Pärt faz parte (nuss... que trocadalho...), passo a falar de Philip Glass. Bebendo de fontes realmente diversas, que incluem de clássicos modernos como Hindemith, Béla Bartók, Schoenberg e Shostakovich à música indiana clássica (vale a pena conferir o álbum Passages, fruto de seu intercâmbio com o mestre da cítara Ravi Shankar), criou e cria uma música absolutamente hipnótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os não iniciados, algumas obras são realmente herméticas e quiçá assustadoras, então recomendo para primeiras audições que se assista aos filmes da trilogia aberta com Koyaanisqatsi (capítulo a parte na minha lista de preferências, se eu escrever um post sobre cinema é citação certa). As sequências de imagens produzem o clima correto para se apreciar cada uma das faixas destas trilhas sonoras impecáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os já aficcionados por música minimalista, recomendo Two Pages, Contrary Motion, Music in fifths e Music in Similar Motion, mais extensas e elaboradas. E para os fãs realmente hardcore, as pieces de resistance Music with changing parts e Music in Twelve Parts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente para a última eu recomendo ouvir "de cara limpa" e reservar 4 horas para só ouvir essa música e não fazer mais lhofas da vida. Ouvir esse dilúvio de sutileza sob o efeito de alguma substância seria redundante, pois a música de per si já é extremamente lisérgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento estou ouvindo Music in Similar Motion junto com a família: Ni e Webister. Webister é um menino de 5 anos (completos hoje!) que merecerá um post a parte se tudo der certo. Mas voltando à programação musical, a idéia básica por trás da música de Glass é o trabalho de nuances. A parceria com Shankar em Passages é emblemática da filosofia composicional de Philip, baseada em variações sucessivas sobre estruturas repetitivas ao modo das variações tonais das ragas indianas. Só que Philip usa tanto variações tonais quanto variações rítmicas, harmônicas e de linha melódica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Pärt, o trabalho de Glass é cheio de som e de fúria, mas embora sejam músicas escritas por "loucos" (eu diria iluminados), ambos significam muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: ouça e "chape o côco" de cara limpa. Viaja-se demais e não há efeitos colaterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima, pessoal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-314205569399199202?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/314205569399199202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=314205569399199202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/314205569399199202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/314205569399199202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/09/musica-1.html' title='Música 1'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-4331111377156354002</id><published>2009-09-12T04:55:00.025-03:00</published><updated>2009-09-12T08:20:39.094-03:00</updated><title type='text'>Retornando a uma tentativa de programação normal.</title><content type='html'>Senhores, bom dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo e tenebroso inverno, eis-me de volta com mais meia dúzia de "análises literárias" (resumos comentados esculachados) de livros que li a algum tempo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros meio-posts trataram de "The portrait of a lady" (Henry James), Drácula (Bram Stoker), Frankenstein (Mary Shelley) e os três livros de Thomas Hardy que já tive o prazer de me deprimir lendo (que emo...!): The Melancholy Hussar and other stories, Tess of the D'Urbervilles e Jude the Obscure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tinha pensado em falar de literatura nacional, para variar um pouco, antes que me acusem de ter sido alfabetizado em inglês. Mas minha memória não me ajuda com os meus favoritos brazucas, já vai para mais de uma década que li os livros de Machado de Assis, então vou apenas passar um top-five beeem resumidinho (com auxílio da web para cobrir os claros desse polenguinho que é meu cérebro - aliás, se a Polenghi quiser me patrocinar eu aceito!):&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O primeiro resumão de hoje é de Memórias Póstumas de Brás Cubas: um dos poucos integrantes vitalícios das listas de leitura de vestibulares que dão prazer ao serem lidos, ao invés de afugentar nossos jovens do hábito da leitura. Por que quem está começando a ler não pode ser empurrado para obras muito densas e que exijam mais maturidade da parte do leitor do que este tem no momento.&lt;/p&gt;Trata das memórias (fictícias) do personagem-título, que é um pulha da pior espécie e um pusilânime de marca maior. O charme do livro não está tanto no artifício original e engenhoso do defunto-narrador, mas em sua estrutura temporal de flash-back quase ao estilo do filme Amnésia (na verdade há alguns flash-forwards, transformando o "estilo Amnésia" em um fluxo livre de consciência em ritmo onírico, quase dadaísta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um pessimismo corrosivo, nos faz sorrir amarelo com a grande não-realização de Brás Cubas, que foi &lt;strong&gt;não ter filhos&lt;/strong&gt;. Isso mesmo! Brás Cubas orgulha-se, já roído dos vermes a quem dedicou (numa veia meio a la Augusto dos Anjos) sua obra, de não ter "transmitido a ninguém o legado de nossa miséria". E eu achando que sou misantropo... Ora, faça-me o favor, Sizenando! Misantropia é isso, é odiar gente em escala industrial a ponto de sentir que marcou um golaço de letra na vida por que não foi "gente que faz gente", e não ficar se achando todo que não gosta de gente só por que não tem habilidades sociais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, Brás foi um estróina (dissipou boa parte da fortuna da família), dissipado (o pai teve de mandá-lo estudar em Portugal para parar de incinerar dinheiro em jóias para uma prostiputa), mau (desde pequeno. Seu grande orgulho foi quebrar a cabeça a uma escrava que lhe negou uma colher de doce, aos 6 aninhos), egocêntrico (emplasto Brás Cubas, a cura de TODAS as doenças - Ha! Mal sabia ele da banha do peixe elétrico do Amazonas!) e amoral (perdendo a noiva para alguém menos inútil na vida, faz dela sua amásia, com direito a casinha para rendez-vouz e tudo o mais). E quase pira na batatinha com seu amigo Quincas Borba, criador de um tal de Humanitismo que é a verdadeira pérola do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacanagem com o positivismo de Augusto Comte e outras correntes filosóficas, o Humanitismo seria algo entre Darwin e Nietzche, segundo o qual fracos e oprimidos tem mais. Tem mais é que se lascar com um sorriso no focinho! Sua divisa, "Ao vencedor, as batatas!", é a expressão máxima do "Farinha pouca, o meu pirão primeiro!". Não duvido nada que nossos políticos sejam todos humanitistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo o resumo, tudo me leva a crer que Machado escreveu "Memórias Póstumas" e "Quincas Borba" de uma tacada só e depois abriu a obra em dois livros, seja por acreditar que as histórias se estruturariam melhor deste modo ou para alavancar as vendas (soltando no mercado um livro pelo preço de dois, pechincha das pechinchas!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva ao segundo lugar da lista: Quincas Borba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando com a morte de Quincas Borba, a "continuação de Memórias Póstumas" trata da vida e desventuras de Rubião. Rubião começa como enfermeiro de Quincas Borba, amigo rico e lunático de Brás Cubas, criador do Humanitismo. A obra toda é um verdadeiro tratado de Humanitismo sob a forma de parábola, com o tolo Rubião herdando a riqueza de Quincas e também sua loucura: de tanto bater palma pra maluco, o ex-enfermeiro acabou também ficando de miolo mole, pois nada mais justificaria tanta tolice (a facilidade com que o casal Palha o depena é hilariante) e bananice (francamente, aceitar a condição de cuidar do cachorro de Quincas em perpetuidade para ter direito à herança, e isso sem sequer tentar contratar um advogado que o safasse dessa maçada de virar passeador de vira-latas! Mas tem que ser muuuito faixa-branca!) juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor Palha é um tipinho dos mais desprezíveis, já que é gigolô da própria esposa, e dona Sofia é também uma grandessíssema meretriz. Aliás, as rameiras que me perdoem, pois afinal de contas estas depenam seus clientes mas entregam o "produto". O pobre do Rubião foi escorchado até a morte (literalmente, morreu louco depois de ter sido rapelado até a miséria absoluta) e não ganhou sequer um beijinho na bochecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Rubião realmente mereceu ser esbulhado. Pois além de burro e maluco (virou Humanitista ferrenho e não entendeu que &lt;strong&gt;ele&lt;/strong&gt; era um fraco e, portanto, segundo sua querida "filosofia" ele tinha era mais - que se ferrar), ainda era arrogante, metido a sebo e deslumbrado. Mudou de bairro, mudou de amigos e mudou de vida. Bem feito pra ele tudo o que veio na esteira! Pagou o abandono dos parentes e antigos amigos com a miséria, a loucura e a morte, depois de ter sido vampirizado por seus novos amigos-da-onça (orquestrados pelo pulha supremo da história, o sr. Palha) e por sua "castíssima amante" (francamente, se era pra ser adúltero em intenção, que ao menos honrasse as calças e desfrutasse da vadia - senhores, nosso pamonha rasgou dinheiro a rodo, mais do que suficiente para ter Sofia como sua "teúda e manteúda", e ficou só no amor platônico? Mas vá ser perdedor assim na casa do capeta!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa história toda, fiquei com pena foi do cachorro de Quincas Borba, que acabou tão pobre e vira-lata quanto era antes de ter sido adotado por Quincas, já que seu "curador" Rubião perdeu até as ceroulas e foi pra vala comum, enterrado como indigente após ter fugido do hospício onde seus graaandes amigos o enfiaram para melhor terminar de incinerar sua fortuna. Custava alguém ficar com dó do Quincas (o cachorro) e lhe dar um final de vida mais digno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em loucura, vamos ao terceiro lugar da lista: O Alienista. Senhores, digo-vos que foi a comédia mais deliciosa que já li em minha vida. Dom Quixote foi um mero aprendiz de Raul Seixas em comparação com meu caríssimo Simão Bacamarte. O distinto teve a fineza de terminar seu grande experimento científico como deveria já te-lo iniciado, para que pudessemos ter uma história que ler. E os habitantes de Itaguaí que me desculpem, mas para permitir a Bacamarte que fizesse a festa que fez na cabeça de todo mundo, realmente mereciam ter passado suas vidas ao lado de nosso simpático demente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo a ópera: Bacamarte era psiquiatra, mas teve de aprender na prática aquela frase da sabedoria dos antigos - "Médico, cura-te a ti mesmo!". Chegado de seus estudos e famoso por seu renome clínico, ganha rapidamente carta branca da administração municipal para construir e gerir um sanatório (a Casa Verde), que logo trata de encher. Tentando decifrar a loucura (notem o tema da panacéia universal, que já tinha sido tratado em Brás Cubas), nosso doutor mentecapto interna a cidade inteirinha que Deus deu, primeiro tentando "curar" todo mundo, depois descobrindo que o legal é ser doido e então "entortando" todo mundo e, finalmente, atinando com a verdade que estava debaixo do próprio nariz o tempo todo: o doido era ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do livro foi magistral, com Simão Bacamarte "saindo do armário" como doido varrido que sempre foi e se internando. A justiça foi feita, Bacamarte foi internado e todos em Itaguaí viveram felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto livro da lista vem para confirmar uma opinião minha. Machado de Assis, ao contrário do que dizem a crítica e os professores de literatura, além de ter sido autor sério de obras mais profundas também foi um comediante de mão cheia, por mais que só admitam a veia cômica a "O Alienista" (também, aqui nem há o que discutir: Simão Bacamarte terminar os dias na Casa Verde de motu próprio foi sacanagem demais para alguém ainda tentar argumentar contra o caráter absolutamente cômico desta obra-prima). Falarei agora de Dom Casmurro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amigos. Por que essa história de "mistério" em torno da relação Putinha - Cornélio - Ricardão, digo, Capitú - Bentinho - Escobar, é coisa de gente burra ou mal intencionada. Vamos parar de ser lerdos na vida, senhores! O título de maior chifrudo de toda a história da literatura é do Bentinho e ninguém tasca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comédia começa com a abertura do livro, que é mais um voluminho de "memórias". Bentinho, corno velho azedo, conta as memórias de sua frondosa galhada. Começa dizendo que ganhou das gentes o apelido de Dom Casmurro (que traduzido do português arcaico usado à época resultaria em algo como "Senhor Emburrado") depois que a vagaba que passou a vida lhe corneando trocou o fogo no rabo pelo fogo do inferno, afinal de contas, como diziam os Mamonas, ele era corno mas era feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, nosso chifrudinho-mor conta-nos o quanto foi uma criança frouxa e um adolescente bundão, dominado pela mãe (cadê o pai, mesmo? Figura paterna, oi?). Beata daquelas que dão mal nome às senhoras católicas em função de seu farisaísmo galopante, querendo ter um filho a toda força resolve "chamar Deus de caixa automático". Promete fazer de seu filho um padre (quer ele seja vocacionado, quer não. Perceberam a *agada?)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois muito obediente a mamã, vai Bentinho ao seminário. Enquanto isso, entra em cena a vagabete mais cantada e decantada em prosa e verso da última flor do Lácio, inculta e bela: Capitú, a vesguinha em "estado de coma". Estado de "me coma", falemos com propriedade! Provavelmente o Machadão se inspirou em alguma ancestral da Débora Secco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de um agregado da casa (um encostado que vivia da caridade de Dona Glória, a mamãezinha querida de nosso Chifronésio), ela rapidamente vira a cabeça de Bentinho, sob o olhar inicialmente desconfiado da atônita Dona Glória. Mais tarde, finalmente acaba por convencer Bentinho a levantar a batina e virar também os olhinhos. A combinação clássica de chave-de-perna e golpe-do-baú, como consta do Manual da Cavadora de Ouro. Afinal de contas, por mais frouxo e ruim de nheco-nheco que Bentinho pudesse ser, ele era a chave para o cofre de Dona Glória, de quem seria herdeiro universal. Nada mal para a filha do agregado, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alucinado e pensando com a cabeça de baixo, Bentinho sai do seminário e casa com nossa tataravó de Kelly Key, que realmente o trata de cachorrinho pra baixo, confiram o clipe (Capitú de sombrona azul e Bentinho negão):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SNtX5gvYMXY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=SNtX5gvYMXY&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bom, aos leitores que assistiram, desculpem. Mas é assim mesmo que Capitú leva Bentinho, na coleira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contente de desvirtuar um seminarista e fazê-lo largar a batina, repete a dose na hora de escolher seu Ricardão. Ou alguém aqui duvida que foi a Capitú que convenceu Escobar a também levantar a batina e sair do seminário? Pois para mim o mistério de Capitú não é se ela casmurrou Dom Chifrudo (desculpem, chifrou Dom Casmurro) só um pouquinho ou com toda a torcida do Flamengo, e sim se ela virou ou não mula-sem-cabeça depois de sua morte, por que vá gostar de desencaminhar padre assim no raio que a parta! Vá gostar de levantar batina pra pegar em badalo de seminarista assim em livro do Jorge Amado, criatura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, continuemos. Casadinha com um e dando mais que chuchu na serra pra outro (único documentado, mas não duvido nada que ela tenha passado o rodo em toda a capital do Império). Bentinho só teve motivos para esquentar a cabeça e, por conseguinte, sentir o cheirinho de chifre queimado, quando ela não soube segurar a própria onda no enterro do Ricardar/Escobão e chorou mais que a viúva (outra chifrudinha, mas essa não vem ao caso por que não teve tanta ênfase no livro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já existisse DNA na época, nosso par romântico ia direto pro Ratinho, e Dom Casmurro passaria a se chamar Dom Me Livrei de Boa, por que o baby de Capitú era os cornos do Escobar. Loirinho do olho verde, um verdadeiro Miguel Falabella, sendo que Bentinho era os cornos do André Gonçalves e Capitú devia ser os cornos da Débora Secco. Mais óbvio que isso só se Bentinho e Capitú tivessem sangue O negativo e seu baby viesse ao mundo como A positivo, à semelhança de papai Escobar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente, foi nosso galhudinho ficando mais e mais azedo e mandando o moleque às favas, terminando o livro sozinho e sem alguém que o chifre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir a lista, um conto: "O enfermeiro". Mais uma pérola de misantropia, desmantelando o mito em torno do enfermeiro mega bonzinho que se torna herdeiro universal do velhote sob seus cuidados. Pois sim! O distinto tem uma crise de raivinha com o pobre do velho caduco, por conta de uma surtada deste último, e enforca-o com as mãos nuas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, atenção. Quando foi contratado, Procópio já foi avisado logo de saída de que seu paciente, o Coronel Felisberto, era senil e de maus-bofes, logo, não tinha de que se queixar. Já diziam os antigos: "Combinado não é caro", e "Quem não agüenta com pote não segure na rodilha"! Se não tinha paciência para aturar bengalada de doido gagá, não aceitasse o encargo, ora, pílulas! E depois fica todo arrependidinho, dizendo que só acelerou a morte de seu pobre paciente. Faz-me rir, assassino! Matou um doente indefeso com as mãos limpas, e ficou caladinho. Depois de fechar bem o colarinho do defunto, para disfarçar as marcas das unhas (ui, meu bem, que mêda, mona!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: ao ser contratado para cuidar de Felisberto, o enfermeiro já foi sobejamente avisado de todas as idiosincrasias do &lt;strong&gt;CORONEL&lt;/strong&gt;. Negrito e maiúsculas no título para lembrá-los de que era um coronel no estilo "coroné arretado". Fazendeiro rico e chefe político da região quando estava em seu perfeito juízo, era seguidor ferrenho da escola "manda quem pode e obedece quem tem amor à vida". Agora imaginem um sujeito desses caducando e entrevando, sob os cuidados de um enfermeiro homem (por que se fosse um&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; enfermeir&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;, era líquido e certo que o Coronel haveria de querer lhe enfiar um &lt;strong&gt;outro&lt;/strong&gt; tipo de &lt;em&gt;bengalada&lt;/em&gt;). Óbvio que haveria um festival permanente de birra, mau humor e achaques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa, Procópio, o nosso anti-herói, ainda teve a desfaçatez de aceitar a herança de sua vítima e posar de grande homem para a cidade. Pelo menos terminou mal, doente e desenganado dos médicos. Que sofra muito, calhorda! E não adianta estatuir em testamento que paguem missas por tua alma, que com certeza absoluta está torrando no inferno dos personagens. Por que os que possuem não serão consolados coisa nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é só, pessoal! Depois eu vejo se lembro de mais algum livro para esculhambar, e vejo onde é que acho outra manhã de insônia para postar mais aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-4331111377156354002?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/4331111377156354002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=4331111377156354002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4331111377156354002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4331111377156354002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/09/retornando-uma-tentativa-de-programacao.html' title='Retornando a uma tentativa de programação normal.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-2168914024405491768</id><published>2009-08-26T06:14:00.005-03:00</published><updated>2009-08-26T06:49:10.799-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia ecológica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelhada'/><title type='text'>A quanto tempo, não? Economia Ecológica 3.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, bom dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em primeiro lugar, desculpem o colossal atraso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, vamos ao último post sobre economia ecológica, que será deveras curto, composto por alguns comentários e opiniões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Começo reforçando (ou apresentando, nem lembro) o conceito de "crescimento deseconômico". Toda produção, seja de produto ou de serviço, implica tanto em uma utilidade marginal (benefícios resultantes da produção da unidade mais recente deste produto ou serviço) quanto em uma "desutilidade" marginal (prejuízos - geralmente sociais, humanos e/ou ambientais). A utilidade é decrescente (cada unidade a mais traz menos benefícios) e a desutilidade é crescente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema acontece quando a escala de produção de alguma coisa finalmente atinge o ponto em que utilidade = desutilidade. "Crescer" em termos crematísticos (aumentar ainda mais a produção em termos quantitativos) a partir desse ponto significa "descrecer" em termos oikonômicos (o meio ambiente chora e a soma dos prejuízos ultrapassa a dos benefícios para todo mundo).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma medida de fácil acesso para se verificar se a economia global como um todo está crescendo ou descrecendo é a pegada ecológica, que mede quanto gastamos de recursos naturais e de capacidade de recuperação do meio ambiente, e tem dados disponíveis no site (em inglês): http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Adivinhem se já não estamos ladeira abaixo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Meu outro comentário é sobre uma modinha pavorosa que se abateu sobre as melhores cabeças pensantes da área, que é o conceito de Economia do Hidrogênio. Essa idéia consiste em acreditar que Hidrogênio gasoso é um combustível (está disponível na natureza para ser extraído ou produzido de forma rápida e fácil para uso como insumo energético) e substituir os combustíveis fósseis por esse gás.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pequeno problema é que a 2ª Lei da Termodinâmica é inexorável, meus amigos. A cada vez que temos uma transformação energética (conversão de uma forma de energia em outra), temos uma perda de "energia disponível"/exergia. Ou seja, toda conversão de energia resulta em geração positiva e não-nula de entropia e em "desperdício de energia". Perde-se capacidade da energia de produzir trabalho útil (que é a definição de exergia).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acontece que, a menos que se encontre um outro meio de produzir hidrogênio gasoso que não seja a eletrólise da água ou a reforma catalítica de outros combustíveis, toda produção de hidrogênio para uso como insumo energético implica em conversões energéticas adicionais e desnecessárias. A eletrólise gasta uma eletricidade que poderia ser usada para outra coisa, e a reforma transforma quimicamente um combustível que já poderia ser usado para outra finalidade em sua forma original.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As únicas opções que me vêm à mente são a fotólise da água (forma de aproveitamento de uma exergia solar que não nos estaria disponível de outro modo) e a engenharia genética de microorganismos produtores de H2 gasoso (idem, mas pouco provável, já que seriam microorganismos dedicados a dar um passa-moleque efetivo na 2ª Lei, bem mais forte que aquele passa-moleque aparente comum a toda forma de vida).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enfim, &lt;strong&gt;hidrogênio &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt; é combustível&lt;/strong&gt;, é &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;vetor energético&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (ou "bateria", se vocês preferirem). H2 gasoso é um modo de armazenar energia, não um insumo energético propriamente dito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim sendo, qualquer aplicação do hidrogênio em que o uso de um vetor energético (seja o H2 ou qualquer outro) não seja imprescindível (ou seja, onde não for realmente necessário armazenar energia) é contraproducente, e há muitos vetores energéticos menos dispendiosos e trabalhosos que o uso deste gás, que deve ser armazenado ou em hidratos metálicos (tecnologia complexa cuja manufatura implica em gastos energéticos consideráveis) ou em tanques pressurizados e resfriados (gasto energético colossal).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Portanto, falar em Economia do Hidrogênio, a menos que se façam ressalvas fortíssimas e toda uma série de explicações, é no mínimo um sinal claro de despreparo técnico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, um comentário pessoal:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- "Me recuso a sequer aprender a dirigir enquanto os veículos híbridos elétrico/biocombustível não chegarem ao Brasil com preços minimamente acessíveis às classes C e D!". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sério, dirigir em outras condições, salvo exceções muito específicas, é um ato de um egoísmo bárbaro. O transporte público atende a grande maioria das necessidades, e o fato de ele ser deficitário e desconfortável deve-se, em grande parte, à pouca demanda por parte de pessoas esclarecidas e dotadas da capacidade de influenciar o mundo ao seu redor. Se mais pessoas capazes de interferir nos processos decisórios envolvidos usassem transporte público, mais pressão haveria no sentido de melhorar seu fornecimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fora isso, o automóvel ocupa um espaço de pista por passageiro muito maior que o ônibus, e o transporte ferroviário/metroviário gasta muito menos energia por (passageiro transportado) x (distância percorrida). Carros estragam o trânsito dos ônibus e motos estragam o trânsito de todo mundo (costurando entre os outros veículos, reduzem a velocidade média de todos os outros motoristas).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o que o transporte público não atende, o táxi resolve. Ponha na ponta do lápis a despesa fixa com um automóvel, somando combustível, seguro e impostos, e compare com o custo mensal de usar um táxi para as exceções e transporte público para os deslocamentos mais comuns.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até o próximo post, se houver!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-2168914024405491768?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/2168914024405491768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=2168914024405491768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/2168914024405491768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/2168914024405491768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/08/quanto-tempo-nao-economia-ecologica-3.html' title='A quanto tempo, não? Economia Ecológica 3.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-5260754582244157680</id><published>2009-08-10T19:58:00.011-03:00</published><updated>2009-08-10T22:41:51.798-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='veneno'/><title type='text'>Literatura 1.1</title><content type='html'>Senhores, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguinte, terei que fazer meio post por semana, que estou com um trabalho bacana pra fazer e o tempo está todo investido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dá para escrever meia postagem de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como eu tinha prometido e vou ter que cumprir atrasado, vambora resenhar mais três livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar com The Portrait of a Lady, por Henry James. A impressão inicial é de algo meio parnasiano, com todas aquelas descrições ultra-detalhadas e maneirismos estilísticos. Na seqüência, você começa a achar que está lendo uma obra da primeira fase do Romantismo, com aqueles personagens todos tããão perfeitos e nobres. Mas depois que você conhece melhor a Isabel e se familiariza um pouco mais com o Ralph Touchett, percebe que está diante de um autor que gosta de trabalhar sutilezas psicológicas e filigranas emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo construído com cuidado, como uma partida de xadrez. Cada personagem tem um papel a cumprir, por mais aparentemente inútil que possa ser no começo (Henrietta Stackpole é o exemplo máximo de personagem que você só vai perceber que é necessário para o desenrolar do livro lá pelo final, onde só ela mesma poderia cobrir a função que ela cobriu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo beeem resumido, é a história de uma personagem que se lascou-se sozinha por si mesma própria. Pelo menos ela percebe isso e se porta com dignidade, temos que admitir. Gosto de personagens coerentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto interessante do livro é que, embora alguns personagens sejam claramente "planos" (pelo amor do milho, alguém me explique o que é aquele Caspar Goodwood!), os vilões são deliciosamente matizados em tons de cinza. Descobrir que Gilbert Osmond é o oposto diametral de tudo aquilo que ele prega, e perceber que se ele visse a própria alma no espelho seria capaz de morrer de desgosto com a breguice do que veria, simplesmente não tem preço. Já Mme. Merle é uma das melhores anti-heroínas que já vi em muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando com os spoilers, saber só lá pelo fim do livro que Mme. Merle é a mamãe de Pansy é outra surpresa de virar a cabeça do leitor de avesso. Já vi pai largar filho com a mãe, mas mãe soltar filho na mão do pai, e nas condições em que a gente ver acontecer no livro, é uma senhora surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas analisando nossa personagem principal, digamos que Henry James passa a impressão de ser um tremendo dum machista. Super discreto, elegantíssimo, demora-se meio livro a se perceber isso, mas temos a nítida impressão de ser ele de um machismo cruel. A Isabel se lascou por conta própria simplesmente por ser "uma mulher que quer tomar conta do próprio nariz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam de onde me pareceu isso: ela rejeitou dois excelentes partidos por que ao casar deixaria de ser uma pessoa com valor individual por si mesma (Isabel Archer) e passaria a ser "apenas" a Mrs. Goodwood ou a Lady Warburton. Quando seu primo Ralph resolveu, muito inocentemente, lhe dar asas a ver o quão longe voaria, caiu direitinho na arapuca de Merle e Osmond, com um sorriso nos lábios, crente que estava abafando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois muito bom, casou por amor e espírito de nobreza com um cidadão que, além de aproveitador, parasita e ingrato, ainda passou a dedicar sua existência a destruir o espírito dela. Pffft... Sente-se como se Henry James dissesse a sua protagonista, mais ou menos ao longo dos 10 últimos capítulos, rei-te-ra-da-men-te: "Bem feito, mulherzinha! Quem mandou querer ser independente? Agora toma! Bem-feei-tooo! Lá-lá, lá, láá, láá... lááá!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a uma leitura mais atenta, compreende-se que é exatamente o contrário. Por que é essa saraivada toda contra o espírito dela, mas Isabel segue até o amargo fim ali, firme, suportando tudo com um estoicismo espartano. O modo como ela aprende a contornar Osmond ao estilo zen ("Água não passa por cima de pedra, dá a volta") e salva as peles de Pansy e de Lord Warburton de caírem de focinho em um casamento arranjado que os mataria de aborrecimento por toda a eternidade é de um brilhantismo a parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o final, então, é para aplaudir em pé. Despachar Caspar depois de todas as cartas na mesa e voltar para sofrer as pedradas e flechadas do destino adverso por amor à decência, à integridade de seu espírito e talvez até em sacrifício pela INOCENTE ÚTIL que é a coitada da Pansy foi encerrar o livro com fecho de ouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a dois livros não tão bons, embora clássicos. Duas obras seminais no gênero terror, mas que atualmente só têm valor histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é o "Drácula" original, de Bram Stoker. Personagens planos e mal construídos, Drácula caricato, "noivas do Drácula" jogadas ali a esmo como um pedaço de roteiro mal costurado e trechos efetivamente blasfemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora faça-me o favor, então usa-se "massa de hóstia consagrada" para fazer "círculos" ou "barreiras" de proteção, como se fossem os círculos mágicos de conjuradores de demônios? Tenha a santa paciência, quase larguei com o livro pela janela quando cheguei nessa parte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, o comportamento das moças é histérico e o do herói do livro mais ainda. O único personagem interessante foi o de uma moça que, virando vampira, andava com crianças pela noite a la Michael Jackson mas não as "bebia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda é o "Frankenstein" original, de Mary Shelley. O livro é decididamente EMO!&lt;br /&gt;Dr. Victor Frankenstein era um emo patético que desmaiou como uma menininha quando seu monstro se ergueu, animado pelos relâmpagos.&lt;br /&gt;A família "protegida" pelo monstro é uma família de conto de fadas, todos de uma bondade de comercial de margarina.&lt;br /&gt;E o "monstro", Ah, senhores!, o "monstro" é um capítulo à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêm ao mundo com "alma" de criança, sem saber falar e sem noção de fanta-uva na vida. Até aí óquêijo, tudo belesminha. Afinal, apesar do tamanho monstruoso e das formas grotescas (foi montado com peças de gigantes ou o quê?), era um "recém-nascido" (ou "recém-morto-vivo", sei lá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao parar na cabana ao lado da família de camponêses pobres que ele resolve ajudar e proteger (índole quase angélica, muito mais humano que aquele arremedo de nobre que é o Dr. Frankenstein), aprende rapidamente (só de ver e ouvir) a falar, ler e escrever, tocar flauta e filosofar como um verdadeiro filósofo teórico alemão. A única explicação que me vem à mente é que o Dr. tenha acidentalmente pego o cérebro de um luminar da ciência ou de um grande pensador e com o tempo as memórias residuais tenham começado a vir à tona, reativadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, está tudo mais ou menos bem estruturado, mas aí o "monstro" (cafiaspirina cruz, queria que a Sra. Shelley tivesse dado um nome para ele, por que é de longe o personagem mais humano do livro inteirinho) descobre que não tem lugar para ele no mundo, já que as pessoas (mesmo as melhores) tem uma tendência desagradável a julgar livro pela capa e a encadernação dele é realmente das piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa decisão de uma sabedoria espantosa, resolve que quem faz a agada é quem tem a obrigação de limpar, e parte em busca de seu criador, para que ele dê um jeito na baderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que dá azar ao encontrar com o irmão mais novo do Dr., e o moleque acaba morrendo toscamente. O monstro sai de fininho, no melhor estilo "Filho feio não tem pai", e acaba sobrando para uma moça lá do feudo. No pior estilo "comédia de erros", só que dessa vez é tragédia de erros, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o Dr. vai tirar satisfação com o monstro, achando que a criatura tinha matado o moleque e incriminado a moça de propósito. Ao encontrar o monstro este, muito lhanamente, conta todas as suas desventuras até o momento e pede uma "Eva" proporcional à desproporcionalidade dele, com a qual ele iria viver nas selvas da América ou qualquer outro lugar deserto de seres humanos, para que os dois fossem "felizes para sempre" sem que o planeta se importunasse com a presença deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razoável, não? Bastaria que o Dr. fizesse essa "noiva" estéril, e ficava tudo de boa. Mas nããão, emo que é emo TÊÊÊM QUE SURTAR. E o nosso Dr.zinho surta em escala industrial, por que não poderia infligir ao mundo o horror de tal casal procriando (lembrem-se, bastava o imbecil não por útero na tal Eva que não haveria problemas) e que ele não poderia profanar mais túmulos e mais cadáveres (Alôôô-ôu!!! Quem faz um cesto faz um cento, seu fresco!), e se recusa terminantemente a atender ao pedido do monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péssima idéia, amiguinhos. Mostrando uma determinação férrea e uma força de espírito inquebrantável, o "monstro" avisa: "Te dou um prazo e, ao final dele, das duas uma. Você pode me dar essa companheira dentro de X dias e eu parto com ela para viver o amor, como eu mereço pois todo ser vivo merece, longe da humanidade para não perturbar a paz de quem quer que seja. Todos vivem felizes para sempre. Ou você pode insistir em empatar a minha alegria e me condenar a ser sozinho. Daí eu te devolvo igualzinho o que você fez. Se eu for infeliz, tenha a certeza de que te farei infeliz em triplicata, por que eu destruirei a ti e a tudo que te é caro." (Bom, de novo, não foram exatamente essas palavras, por que já li tem algum tempo, mas a mensagem foi bem por aí.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinhem se nosso nobre de plantão não resolveu bater pézinho contra uma criatura de uns 3 metros de altura e força hercúlea... Ganha mais uma estrelinha no caderno quem disser que sim. E o que é pior, depois de dar um gostinho à criatura, começando a fazer a monstra. Pois é isso mesmo, primeiro ele até é razoável e começa a fazer a "noivinha", mas aí tem um belo dum acesso de emice purpurinada galopante e destrói a "Eva" no meio do caminho. Detalhe, o monstro estava assistindo pela janela e viu tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que o monstro simplesmente ficou prostituto da existência dentro das cuecas e cumpriu sua palavra (merece meu respeito total, admiro quem tem palavra), arrebentando a vida de Victor Frankenstein de cima a baixo, fechando com chave de ouro ao entregar-lhe o cadáver de sua noiva para que Victor fizesse a partir do presunto fresquinho uma Eva para ele: notem, o "monstro" pune com rigor draconiano mas dá uma segunda chance!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor SURTA DE NOVO e, depois de mais um tantão de coisa, o monstro puxa o carro deixando indicações de onde foi passar o resto de sua existência solitária, caso Victor quisesse virar hominho e tirar satisfações. Victor finalmente vira hominho e vai atrás, e o monstro o faz de tonto num jogão de gato e rato bem engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o Victor fica dodóizinho e vai pras cucuias. O monstro chora por que, afinal, aquele emo imbecilóide era o "pai" dele e perder pai dói. Para encerrar, o monstro resolve que não tem mais por que continuar uma existência solitária e sem sentido e parte, garantindo que vai se matar e deixar a humanidade em paz (pai emo, filho emo!). E todos morrem infelizes para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou, pessoal, daqui não sei quantos dias eu fecho o post de Economia Ecológica. Até a próxima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-5260754582244157680?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/5260754582244157680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=5260754582244157680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5260754582244157680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5260754582244157680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/08/literatura-11.html' title='Literatura 1.1'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-6808667404570222156</id><published>2009-08-05T17:19:00.011-03:00</published><updated>2009-08-05T18:45:00.175-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><title type='text'>Literatura 1</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores: desculpem o atraso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Graças ao bom Deus, estou com um bom conjunto de textos para traduzir ($$ no bolso sempre é bom!) e meu tempo ficou apertado para postar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Felizmente, o post atrasado é da família dos abobrinhentos, então é só ligar o módulo Janete Clair e sair digitando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Basicamente, vou escolher meia dúzia dos livros que já li e falar a respeito deles: atenção, vai rolar spoiler a rodo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos começar com meu autor favorito em língua inglêsa, Thomas Hardy.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em linhas gerais, esse vitoriano (inglês de 1800 e muito) adorava criar protagonistas super gente boa, desses com os quais a gente se identifica logo de primeira, e depois passar o livro todo destruindo a vida do(a) infeliz. Happy ending é algo que você definitivamente NÃO encontrará em livros dele, até onde me é dado saber.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por enquanto, já li deste autor:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;The melancholy hussar and other stories;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tess of the D'Urbervilles; e&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Jude, the obscure.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O primeiro é uma coletânea de contos, apresentando os temas favoritos do autor: preconceitos vitorianos e o quanto eles são estúpidos e ferram a vida das pessoas, amores mal-fadados, desilusões, fracassos e esperanças frustradas. Pessoas boas que não se podem casar por causa de convenções sociais artificiais e nojentas, projetos de carreira destruídos por mesquinharias e pequenez humana e outras coisas do gênero.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos os heróis e protagonistas morrem ou levam uma vida de fracasso destroçante, enquanto que os vilões e personagens secundários nojentos ficam de boa. Uma tremenda coletânea de lições de vida real, à época de sua primeira publicação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo é a história de uma jovem camponesa que, por causa de pais burros e sem-noção, acaba caindo nas mãos de um canalha endinheirado que a embucha e joga na rua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem brincadeira! O pai da Tereza Durbeyfield (Tess, para os íntimos) era um pinguço inútil, e teve a má sina de cruzar caminho com um pároco (anglicano, lembrem-se que estamos na Inglaterra vitoriana) que gostava de desperdiçar seu tempo estudando genealogias. O tal pároco caiu na imbecilidade de informar o bebum que ele descendia de nobreza normanda, do clã dos D'Urberville. Pois o cachaceiro volta pro bar, bebe fiado e manda que lhe carreguem de volta para casa em liteira, só para vocês verem o tamanho da monguice do distinto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daí para a frente, só ladeira abaixo para a coitada da Tess. O malucão descobre um pouco mais para diante que há uma família atendendo pelo nome de D'Urberville alguns condados adiante (spoiler do spoiler: eram novos-ricos que compraram o sobrenome para dar alguma dignidade ao dinheiro), e convence a família toda de que seria uma boa mandar a Tess, que era a filha mais velha, para falar com eles e pedir uma ajudinha, já que são parentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nem para a mãe dizer algo, por que Joana Durbeyfield, embora não bebesse, era tão cozida quanto o maridão. Pobre Tess... Lá vai ela, que encontra logo com o "homem da casa": Alec D'Urberville, um filhinho de mamãe (viúva, cega e desinformada - Alec fazia o que quisesse com a grana e com as propriedades, criadagem inclusive) comedor de empregadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois Alec convence Tess a ficar em uma granja de frangos, como se mamãe D'Urberville soubesse disso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Algumas páginas adiante, Alec curra Tess.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais algumas páginas adiante, Alec enjoa de Tess, que volta grávida para sua aldeia. E isso com o povo todo achando que ela ia casar com o primo Alec! ...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tess tem seu filhote, trabalha na roça feito uma condenada, vê seu filhote morrer, continua trabalhando na roça feito uma condenada e finalmente tem que migrar para outro condado para poder continuar trabalhando sem que o resto de sua família se ferre com a sua desonra (vitorianos escrotos...).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chegando no outro condado, trabalha-trabalha-trabalha até que aparece um sujeito aparentemente bacana. Ela tenta não gostar dele, por que sabe a cabeça do macharal do povo e do tempo dela, mas não consegue e cai de quatro e de boca no capim. O camarada, sem saber da história dela, cai igualmente aboxonado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela tenta avisá-lo de seu passado, antes que aconteça algo mais grave, mas nãããão, não haveria um livro de Thomas Hardy se ela conseguisse avisá-lo a tempo. Os dois casam, ela finalmente conta a ele seu infortúnio (detalhe, depois de ELE ter dito que tinha passado dois dias comendo uma fulaninha sem casar a um par de anos atrás) e ele SURTA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Angel Claire (esse é o nome do tal sujeito) simplesmente SURTA, dorme em cama separada, quase mata Tess em um ataque de sonambulismo e some para o BRASIL, vejam vocês. Passa um ano aqui antes de voltar, e nunca dá notícias para a Tess, que passa uma vida de cão chupando manga embaixo de pé de tamarindo, trabalhando feito uma escrava para se sustentar em um condado com o clima mais escroto de toda a Inglaterra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando Angel Claire está para voltar do Brasil, Alec D'Urberville (por que filho da puta que é filho da puta SEMPRE VOLTA NA PIOR HORA nos livros do Thomas Hardy) reaparece, inferniza a vida da Tess e compra a família todinha dela para convencê-la a se tornar sua amante (já que esposa ela já era do Angel Claire). A infeliz da Tess resiste um par de meses, até que Alec solta a última cartada: "Queres que teus irmãos e irmãs tenham vidas bacanas e felizes, deixe que eu compro isso pra eles, basta que você seja minha". Bom, como o pai morreu e a mãe é uma encostada inútil do cão, Tess não teve escolha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois depois disso é que Angel finalmente resolve PERDOAR Tess (olhem a desfaçatez do menino... Ah, uma jaula!) e procurá-la. Encontra-a morando com Alec, e ela o informa de toda a infelicidade que se abateu sobre ela. Pois é, desgraça pouca para protagonista de T. H. é bobagem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Angel vai embora, dando a entender que se não fosse por ela estar com Alec estaria tudo bem, por que mesmo que se fossem agora a infâmia os perseguiria e yadda-yadda-yadda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na seqüência, Tess pira na batatinha, cata uma peixeira na cozinha, chama Alec de Conde Drácula e enfia a peixeira até o cabo no coração dele. Troca a roupitcha e sai alegre e lampeira procurando Angel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Encontra-o, conta o que fez, fogem juntos por um tempo, acham um chalé abandonado e vivem uma pequena lua-de-mel (um minutinho de alegria pra coitada da protagonista, já que ela já tinha escolhido morrer, já explico).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saem do chalé quando percebem que sua presença nele foi descoberta pelos proprietários, mas a polícia finalmente os alcança. Antes de serem alcançados, Tess convence Angel a procurar sua irmã mais velha (mais nova que a Tess, mas mais velha que o restante da irmãozada toda) e casar com ela - a moça ainda era pura, então para ela tava tudo beleza. O lance é que Tess sabia que quem mata um rico sempre vai pro vinagre, mesmo estando com a razão, e tinha aceito ir pro vinagre para que a infâmia não alcançasse Angel Claire (é o amor, minha gente!).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O livro termina com Angel e a irmã de Tess olhando para a Torre de Londres (prisão máxima para condenados à morte) e vendo o hasteamento da bandeira negra que indica que um condenado acabou de ser executado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Moral da história, Angel Claire babaca fica com a irmã cabacinho da Tess e termina o livro lépido e fagueiro, enquanto que a pobre coitada da Tess termina sua vida de aflições sendo degolada na cadeia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, o terceiro: Judas, o Obscuro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nunca vi um protagonista apanhar tanto num livro, nem a Tereza de Tess of the D'Urbervilles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cara nasce pobre e quer fazer carreira acadêmica. Bom, já começou mal, por que na Inglaterra vitoriana mobilidade social era lenda. Mas o distinto (suuuper gente boa, como todo protagonista de T. H.) era esforçado, trabalhava feito um mouro, ganhava seu sustento dignamente e torrava toda a sobra com livros, aprendendo grego e latim na unha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se me lembro bem, ele era entalhador de pedras (stone mason), e especializado em entalhe de lápides mortuárias: meio macabro, tal e coisa, mas mão de obra técnica especializada para a época. Dava para tirar um sustento legal sendo solteiro, trabalhando com isso e com entalhes e restaurações de detalhes arquitetônicos em pedra de cantaria em construções antigas: castelos, universidades, catedrais e coisa e tal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tava lá ele, estudando sozinho na boa, trabalhando, juntando umas economias para quem sabe um dia ir para o condado vizinho pedir licença para assistir umas aulas na universidade local, depois de mostrar o quanto era esforçado e já tinha aprendido sozinho, enfins, tudo se encaminhando para não ser um livro do T. H.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas eis que o autor bota no caminho do nosso amigo uma garota safada e dadeira que o tira dos livros para fazer nheco-nheco. Problemas? Dois: 1) cuidar de esposinha fogosa tira o tempo livre que ele tinha para os estudos e 2) a grana dele só dá para cuidar de um casal sem sobra para livros ou qualquer tipo de luxo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas vocês poderiam me dizer: "Ué, o Judas que largasse dessa bestagem de querer estudar e vivesse legal como um entalhador de pedra, já que a grana da profissão sustentava o casal direito.".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema é que a tal mulherzinha não valia o que o gato enterra. Primeiro ela começou a infernizar com o Judas (malhar o judas com o saquito do Judas - rsrsrs), depois se não me engano resolveu lhe enfiar galha e finalmente sumiu no mundo. Foi passear no Canadá, depois de transformar a vida e a auto-estima do Judas em purê de batata.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma vez sozinho no mundo, Judas resolve juntar as economias e os caquinhos e reiniciar seus planos. Já que o casamento não deu certo mesmo, não custava nada esperar a poeira baixar (homem pode, né? Vitorianos escrotos...) e reiniciar de onde tinha parado. O problema era só a idade dele, que alguns anos tinham se passado nesse lero.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse meio tempo, ele tinha cruzado caminho com uma prima super gente fina (atenção, em livros do T. H. você SABE que quando alguém é super gente fina esse alguém está destinado a levar trolha até o fim do livro) com a qual tinha simpatizado, mas como sujeito decente e casado ele só ficou na amizade e tchau.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois bom, como o primo Judas estava casado, a prima acabou casando com um mestre-escola (um velhote que não fedia nem cheirava, se fosse gente boa tinha se ferrado no livro, mas como só não fedia nem cheirava teve um destino neutro: o autor meio que esqueceu de dar um fim pro personagem dele).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora que estava livre e desimpedido, se reencontra com essa prima (a família tinha avisado profeticamente quando eles eram pequenos que não era pra deixar que os dois se juntassem).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dois se aboxonam perdidamente, juntam-se e vão viver nesse condado vizinho onde o Judas queria tentar estudar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Judas trabalha entalhando pedra, reformando castelo antigo e tal, a prima dá umas aulinhas pra crianças.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até aí, vai indo, mas eis que Arabella (a tal que não valia o que o gato enterra) reaparece do Canadá (eu diria que das profundas dos infernos, mas no caso foi do Canadá mesmo) para dizer que tinha um filho e que o moleque era dele. Depois de uns 6 a 8 anos, papagaio!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tal moleque vai morar junto com Judas, a priminha e as duas crianças pequenas que eles tiveram. Mas com a reaparição de Arabella, o juntamento dos dois passa a ser mal visto na cidade e pouca gente lhes dá trabalho e paga (por que todo mundo acreditava que Judas e a priminha eram casados, mas com o retorno de Arabella e o aparecimento desse moleque se esclareceu e se lascou tudo), o que faz com que eles, os dois filhos e o filho do Judas com a Arabella passem um tanto de aperto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse moleque é o toque de Midas do Thomas Hardy na história. O garoto tinha algo entre 6 e 8 anos e era quieto, caladão, deprimido e sombrio. Como se tivesse plena consciência de toda a escrotidão da história que cercou a vinda dele ao mundo e mais um pouco. Para vocês terem uma noção do climão tenebroso em volta do moleque, o Judas e a priminha deram-lhe o apelido de "Little Father Time" (Pequeno Pai Tempo - o Pai Tempo é a figura inglêsa do Tempo como uma pessoa que detem o conhecimento de tudo o que aconteceu ao longo das eras, é algo bem depressivo de se usar como apelido para alguém, indicando alguém extremamente taciturno).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois um belo dia Judas volta de entalhar umas lápides e a priminha volta de dar umas aulas, e eles encontram os bebês mortos abafados com travesseiro e o nosso "luminoso" Little Father Time pendurado em uma forca, com um bilhete aos pés: "Queridos papai e mamãe, quis poupar-vos o trabalho e as aflições de terem que cuidar de nós nestes tempos difíceis em que vosso dinheiro está tão escasso e tão duro de ganhar. Assim, mandei meus irmãozinhos para o céu e me matei" (bom, não foram exatamente essas palavras mas a mensagem era essa).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A priminha enlouquece de desgosto e volta para seu mestre escola, enquanto que o Judas passa alguns meses infeliz e adoecendo de loucura, tristeza e agonia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No fim, os dois morrem, ele por último depois de vê-la morrer sabendo que a culpa dela morrer era toda dele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Moral da história: coma chocolate para rebater, por que depois de ler esse livro dá um ataque de depressão monstruoso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Faz um bom tempo que li esse livro, então devo ter pulado uma porrada de detalhe, mas o essencial tá ai em cima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu tinha prometido meia dúzia de livros, mas acabou de chegar mais um pedaço gordo do meu trabalho de tradução bilíngüe e vou trabalhar que ganhar dindim é bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a próxima, quando completarei esse primeiro post com mais 3 livros analisados a la SeuZéNando: muito spoiler e muita opinião torta. Beijos nas crianças!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-6808667404570222156?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/6808667404570222156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=6808667404570222156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6808667404570222156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6808667404570222156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/08/literatura-1.html' title='Literatura 1'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-3062080646110673089</id><published>2009-07-28T20:28:00.002-03:00</published><updated>2009-07-28T20:33:58.917-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Mais um aviso aos navegantes.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, boa noite.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só para avisar que NÃO encurtarei NEM facilitarei meus textos para agradar leitores com baixa alfabetização funcional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quer textos curtos e simples, compre "Júlia" ou "Sabrina" na banca de jornal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-3062080646110673089?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/3062080646110673089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=3062080646110673089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3062080646110673089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3062080646110673089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/mais-um-aviso-aos-navegantes.html' title='Mais um aviso aos navegantes.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-7240642747572054685</id><published>2009-07-27T17:48:00.023-03:00</published><updated>2009-07-28T20:28:10.769-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post gigante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia ecológica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto técnico'/><title type='text'>Economia Ecológica 2: o tripé do DS.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, desculpem o atraso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No post anterior sobre oikonomia, apresentei os seguintes conceitos iniciais:&lt;/p&gt;&lt;li&gt;Oikonomia X Crematística&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mundo vazio&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mundo cheio; e&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Teoria dos Cinco Capitais (natural/físico, humano, social, manufaturado e financeiro).&lt;/li&gt;&lt;p&gt;Antes de encerrar, convidei-os a fazer uma pequena "lição de casa", recordando termodinâmica básica (1ª e 2ª leis) e procurando se informar do significado das palavras &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;ENTROPIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;EXERGIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para quem não a fez, segue um par de definições rápidas:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;li&gt;Entropia: medida do grau de "desordem" de um sistema, tende sempre a aumentar. Quanto maior a entropia de um sistema, menor a exergia disponível.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Exergia: capacidade que a energia possui de realizar trabalho útil. Embora a energia seja "indestrutível e eterna" (Lavoisier), a exergia se esvai em proporção direta à geração de entropia de um dado processo. Pode-se dizer que a exergia é o "combustível" que move o Universo.&lt;/li&gt;&lt;p&gt;Da segunda lei da termodinâmica, temos que a geração de entropia em um processo é sempre positiva (processos termodinamicamente irreversíveis, ou seja, processos do mundo real) ou nula (processos termodinamicamente reversíveis, ou seja, abstrações físicas onde o atrito é nulo e outras coisinhas lindas que só existem em problemas de física na escola). Com isso, o gasto (ou falando com mais propriedade a DESTRUIÇÃO) de exergia em um processo é igualmente sempre positiva (mundo real) ou nula (nos livros).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando toda a exergia do universo for exaurida, este sofrerá o que alguns físicos chamam de "morte térmica", transformado em uma sopa disforme e homogênea de poeira cósmica e calor de baixa temperatura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora para algo completamente diferente: lembram que eu disse que o nosso ecossistema global, que inclui todos os recursos naturais/físicos da Terra, é finito? Lá nas figurinhas de mundo vazio e de mundo cheio. Tá lá, Ecossistema Global FINITO. Por que cargas d'água a palavra FINITO, e por quê eu a friso insistentemente aqui? Só por que, ao contrário de Julian Simon, Bjorn Lomborg e outros menos cotados, eu sou um neo-malthusiano e, portanto, sei que os recursos provenientes de nosso lindo planeta azul que estão à disposição da humanidade são finitos. Ou seja, a quantidade deles pode até ser estuporantemente gigantesca, mas "dá para contar". Qualquer que seja o recurso: solo arável fértil disponível, água potável, oxigênio atmosférico, cobre, ferro, silício, manganês, chumbo, molibdênio, zinco, cana de açúcar, ovelhas, you name it.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alguns desses recursos são renováveis, desde que se respeite a velocidade natural de reposição, outros estão fadados a esgotar-se caso usados até o fim. Adivinhe em qual destas categorias está nossa amiga exergia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ganhou um pirulito do tio e uma estrelinha no caderno quem respondeu AMBAS. Agora vem o mais divertido, a explicação de "Como assim, ambas?!?". Acontece que, embora o planeta conte com um estoque finito de fontes de exergia, tais como petróleo, gás natural, carvão, xisto betuminoso, areias betuminosas, urânio, plutônio e tório, também temos acesso a um suprimento contínuo de exergia proveniente do Sol (luz solar - diretamente ou indiretamente via fotossíntese -, ventos, ondas, gradientes de temperatura e salinidade dos oceanos, etc.) e da interação gravitacional entre a Terra e a Lua (marés).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muito que bem, então se acabarmos com os combustíveis fósseis e físseis, desde que sobrevivamos ao efeito estufa adicional resultante de consumirmos TODAS as nossas reservas de combustíveis fósseis ao invés de largarmos mão deles antes, sempre teremos as fontes renováveis? Então por que é que os ecochatos fazem tanto barulho?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom, primeiro por que não vai dar para segurar a onda de todo esse aquecimento global se produzirmos todo esse fumacê. Segundo (e aqui é que a coisa fica divertida), por que embora os suprimentos de exergia solar e lunar sejam razoavelmente constantes e permanentes para os próximos dois bilhões de anos pouco mais ou menos, eles se dão a uma razão constante. Isso significa que, ou a economia global dá os seus pulinhos e aprende a se virar só com esse tanto de exergia para consumir por unidade de tempo, ou a coisa desanda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema é que, em função da disponibilidade histórica dos combustíveis fósseis e físseis, a economia global está atualmente viciada em funcionar consumindo uma quantidade tal de exergia por unidade de tempo que, para o atual estado da arte das tecnologias energéticas, corre um sério risco de ser inviável quando finalmente não tivermos outra opção que não suprir essas necessidades exergéticas a partir dos suprimentos solar e lunar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A figura abaixo ajuda a entender do que é que eu estou falando no parágrafo acima:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/Sm4Z8k8f6JI/AAAAAAAAACA/rcMLdL8EGo0/s320/EcoEconomyÁguas2-1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363252734745110674" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O "estoque terrestre" é o somatório dos estoques terrestres de combustíveis fósseis e físseis. Ao "estoque solar" (toda a energia proveniente do Sol que atingirá a Terra ao longo da história do planeta) somemos a energia gravitacional das marés e teremos o fluxo de energia disponível para nós na ausência do "estoque terrestre" por unidade de tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como na verdade hoje o "fluxo solar" é menor que o "fluxo terrestre" (taxa de consumo dos combustíveis fósseis e físseis por unidade de tempo na economia global), ou revertemos esse vício por consumos energéticos exagerados ou na hora que o "estoque terrestre" acabar a coisa desanda. Isso se não desandar antes por conta do aquecimento global.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E agora, senhoras e senhores, começa o post propriamente dito, que isso tudo foi só introdução. O que é mais engraçado é que talvez a introdução venha a ser mais extensa que o post.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dos conceitos apresentados na introdução (entropia, exergia, ecossistema global &lt;strong&gt;FINITO&lt;/strong&gt; e "ampulheta entrópica"), dá para ver que ou a gente tira o pé do acelerador, pisa no freio com as quatro patas E puxa o freio de mão até o talo, ou a espécie humana caminhará alegremente de rodinhas ladeira abaixo rumo ao precipício.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, qual a alternativa?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A alternativa é o que nós "oikonomistas" (economistas ecológicos) chamamos de Desenvolvimento Sustentável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pela definição mais tradicional, Desenvolvimento Sustentável é "aquele em que nós atendemos a todas as necessidades das gerações presentes permitindo que as geraçõas futuras também possam satisfazer todas as suas necessidades" (Relatório da Comissão Brundtland de Desenvolvimento e Meio Ambiente - Nações Unidas, 1987). Ou seja, um desenvolvimento que segue a sabedoria dos antigos, segundo a qual "Sabendo usar não vai faltar".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por que não dá para manter um padrão de atividade econômica mundial que consome em um ano os recursos ecológicos equivalentes à produção e reposição anuais de 1.3 planetas Terra (&lt;a href="http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/"&gt;http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois muito que bem, não basta dizer o quê fazer, precisa dizer como. E os próximos parágrafos tratarão disso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Desenvolvimento Sustentável, como seria de se esperar, pede por um modelo de economia ESTÁVEL (steady-state economy), em que não há crescimento quantitativo, mas apenas e tão somente desenvolvimento qualitativo. A maioria dos pesquisadores nessa área, inclusive, acreditam ser necessária uma primeira fase de redução quantitativa (1.3 é maior que 1, né?).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os CREMATISTAS (aqueles que se dizem "economistas") dizem que uma steady-state economy (economia em regime "estacionário" ou "estável") é uma utopia ou um pesadelo. Bom, pesadelo e utopia, para mim, é achar que crescimento exponencial cabe em um sistema finito, mas cada um com sua tara. Mas tirando esses tarados, que contam com representantes do quilate de Julian Simon e Bjorn Lomborg (pra ver como são sérios e científicos... ...kkkkkkkkkkkkkk...), qualquer um que entenda de matemática em nível primário ou ginasial percebe que a conta não fecha com 1 planeta para morar e 1.3 planetas de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma bem resumida, uma economia sustentável (aquela que se adequa aos parâmetros de funcionamento de um desenvolvimento sustentável) deve apresentar 3 características:&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Escala compatível;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eqüitatividade; e&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eficiência alocativa.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;Como ninguém nasceu sabendo, expliquemos cada um destes 3 requisitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro é relativo ao "tamanho" do subsistema econômico, em comparação com o ecossistema global finito. Uma economia sustentável deve manter seus fluxos de matéria e energia em escalas compatíveis com a capacidade global de fornecimento de serviços ecológicos, de modo a "caber" em um planeta Terra ou menos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo é mais difícil de por na cabeça, por que implica em se importar com os outros. Significa distribuir os fluxos de matéria e energia de uma forma que respeite as necessidades de todos os seres humanos vivos (eqüidade intra-generacional), de todas as gerações presentes e futuras (eqüidade inter-generacional) e de todas as formas de vida (eqüidade inter-espécies).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É de suma importância, nesse segundo ponto, perceber que não se trata de "vermelhismos ao luar" (por favor, leiam "Capitalism as if the world matters") ou de "abraçação de árvore". A eqüidade intra-generacional é até uma questão de segurança, pois quem tem comida na mesa e um teto sobre a cabeça não sente tanta vontade assim de se explodir em nome de Alah, por exemplo. A inter-generacional é a própria definição de sustentabilidade, é permitir que nossos descendentes recebam uma Terra pelo menos tão inteira quanto a gente encontrou ao chegar. E a inter-espécies é uma precaução, por que nós NUNCA sabemos qual é a espécie de inseto ou de alga que vai ferrar com toda enorme teia alimentar que sustenta a humanidade se nós fizermos o desfavor de extingüi-la.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por que é verdade. Você nunca sabe qual é a alga da qual se alimenta o krill, que alimenta toda a cadeia marinha do Ártico, cujos peixes, por sua vez, sustentam uma porrada de outras espécies vivas. No fim das contas, extingüir a alga errada pode acabar com toda a produção marinha de alimentos. Do mesmo modo, extingüir o inseto errado pode acabar com a polinização de dezenas de culturas agrícolas. Se você não acredita no direito das outras espécies vivas de existirem felizes e em paz nesse mundo, pelo menos se manque que todas elas são necessárias para você poder estar aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A propósito, sabia que a Amazônia não é o pulmão do mundo? Ela é o ar-condicionado da América do Sul e talvez até do planeta todo, mas não o pulmão. Ar condicionado da América do Sul, por que TODO o nosso regime de chuvas na parte mais continental e menos marítima do território depende em maior ou menor grau do transporte de vapor d'água por evapotranspiração das árvores da floresta. Ou seja: desmate a Amazônia acima de um certo limite e o Centro-Oeste seca de uma forma saariana, por exemplo. Engraçado que muito canalha que desacredita os diversos movimentos ambientalistas está investindo justamente em cenários desse tipo (um caso é a Monsanto desenvolvendo sementes à prova de sêca).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o golpe de misericórdia. Sabem quem é o pulmão do mundo? Ganha mais um pirulito do tio e uma estrelinha no caderno quem respondeu O FITOPLÂNCTON OCEÂNICO. É isso mesmo que vocês leram, quem produz todo o oxigênio que respiramos, &lt;strong&gt;via excesso de fotossíntese em relação à própria respiração&lt;/strong&gt;, são as micro algas do oceano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, expliquemos a eficiência alocativa. Uma vez que se tenha determinado o tamanho correto da economia (Ciências Ambientais + Oikonomia) e distribuído de forma correta e justa os fluxos de matéria e energia através de nosso sistema econômico e do ecossistema global finito, só então é que se trabalhará no sentido de distribuir esses fluxos de matéria (recursos e rejeitos) e energia (insumos energéticos e rejeitos) de modo a maximizar a quantidade de bens e serviços que podemos obter a partir deles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só a partir daí é que entram a eficiência energética, a eficiência material, a eficiência na cadeia de suprimentos, a desmaterialização (que tem limites, pois só é possível falar em valor econômico a partir do momento em que este é afixado a um substrato material e/ou energético - papel para notas, metal para moedas, eletricidade para manter os registros eletrônicos de créditos e débitos, etc, etc, etc.) e tudo o mais. Não antes. Nada de colocar tudo isso a serviço de um "crescimento econômico" quantitativo, que já de a muito que se tornou crescimento deseconômico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso por que de a muito que a desutilidade marginal da produção econômica - ou seja, todos os problemas sociais, ambientais e etcterais resultantes da produção da última unidade de PIB global - já supera pantagruelicamente sua utilidade marginal - os benefícios "econômicos" resultantes dessa última unidade. Resumindo: já estamos produzindo mais problemas que soluções, e crescer quantitativamente só fará piorar isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quantidade de poluição e devastação ambiental, social e humana necessárias para produzir &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt; dólares está custando mais caro que os bens e serviços "compráveis" com esses dólares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom, por hoje é só, pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daqui mais quinze dias (ou dezesseis ou dezessete, sei lá, desculpem...) eu faço uma revisão rápida do que vimos até aqui e passo mais dois ou três conceitos e pontos para discussão e meditação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Forte abraço!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-7240642747572054685?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/7240642747572054685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=7240642747572054685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7240642747572054685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7240642747572054685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/economia-ecologica-2-o-tripe-do-ds.html' title='Economia Ecológica 2: o tripé do DS.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/Sm4Z8k8f6JI/AAAAAAAAACA/rcMLdL8EGo0/s72-c/EcoEconomyÁguas2-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-6320770409640131628</id><published>2009-07-19T15:56:00.001-03:00</published><updated>2009-07-19T15:58:57.050-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bobeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro post'/><title type='text'>A propósito</title><content type='html'>Tenho Orkut: &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&amp;amp;uid=13665763151994088919"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&amp;amp;uid=13665763151994088919&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Twitter: &lt;a href="http://twitter.com/sizenandoalves"&gt;http://twitter.com/sizenandoalves&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usarei ambos para informar sobre novos posts.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-6320770409640131628?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/6320770409640131628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=6320770409640131628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6320770409640131628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6320770409640131628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/proposito_19.html' title='A propósito'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-7846872495743196802</id><published>2009-07-19T06:41:00.011-03:00</published><updated>2009-07-19T08:12:38.443-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post gigante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelhada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gateirice'/><title type='text'>Como cuidar de um resGATINHO</title><content type='html'>Senhores, bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post de hoje é para aqueles que, a exemplo deste tantã que vos escreve, pega gatos de rua para criar, "arribar" e encaminhar para adoção junto a outros gateiros que tenham espaço em seus lares para mais alguns filhotes felinos mas não tenham a disposição necessária para fazer o serviço de PS e emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar de despulgamento, vermifugação, alimentação de filhotes muito novos (fórmula neonatal felina), brinquedinhos, padrões de comportamento de filhotes novos, aclimatação à casa e mais uma penca de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que quando a gente pega um gatinho na rua, ele certamente vem com pulgas e quase que certamente está com alguma dor de barriga. Então o primeiro passo é a dupla dinâmica despulgamento e vermifugação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro pelo mais importante, que é o que NÃO fazer. Não se despulga um gato com coleira ou talco anti-pulgas. Esses métodos só podem ser usados em cães, pois o pulguicida contido nestas formulações é tóxico para os felinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gatos a gente despulga com solução líquida de pulguicida. Adultos são despulgados com soluções líquidas comercializadas em doses individuais (pipetas plásticas em forma de guitarra elétrica): você aplica uma pipeta dessas na nuca de cada gato. Filhotes são despulgados com soluções líquidas comercializadas sob a forma de spray, para que se aplique doses menores, mais adequadas ao tamanho do resGATINHO: abra o frasco e aplique a solução com um algodão embebido, pois o barulho do acionamento do spray estressa excessivamente o animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não use despulgantes por via oral, o efeito deles é temporário e de curtíssima duração. Só devem ser empregados em caso de infestação extremamente grave, como primeira medida de combate, a ser seguida pelo tratamento padrão descrito acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à vermifugação, a única opção é o uso de vermífugos sob a forma de comprimidos. As formulações mais comuns são usadas à razão de 1/4 de comprimido por kilograma de peso do animal, mas é bom consultar a bula. Segure o animal com firmeza e introduza o comprimido (ou fração) no fundo da garganta do gato em um único movimento, depois segure sua boca fechada e massageie suavemente a garganta para facilitar o engolimento. O movimento deve ser firme porém suave. De preferência, da primeira vez leve seu gato para ser vermifugado pelo veterinário e preste atenção no modo como o profissional administra o comprimido ao seu bichano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Depois dessa primeira limpeza, é hora de atentar para o restante da condição geral do seu novo hóspede: pelos, limpeza das orelhas, limpeza dos olhos e peso do animal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pelo: puxe beeem de leve em diversos pontos ao longo de todo o corpo do gato (não é para arrancar, é só para dar uma esticadinha de leve na pele). Se sair pelos em algum dos pontos, verifique se a cor na base do pelo é distinta da cor do resto. Em caso positivo,  pode ser sinal de fungos na pele de onde saíram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Limpeza das orelhas: verifique se há excesso de cerume. Em caso positivo, este pré-diagnóstico se dá em duas etapas: limpe bem todo o cerume que puder e reexamine no dia seguinte. Caso o excesso de cerume retorne já por ocasião desse reexame, há possibilidade de infestação por sarna otodécica (sarna de ouvido) e/ou fungos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Limpeza de olhos e nariz: a presença de uma quantidade excessiva de secreções nos olhos e de qualquer secreção no nariz podem indicar rinotraqueíte (gripe felina) ou clamídia (uma infecção bacteriana realmente chatinha). Limpe cuidadosamente com algodão umedecido em soro fisiológico e, em caso de resGATO filhote, recheque os olhos no dia seguinte, já que um excesso aparente de secreção nesta parte do rosto pode ter sido apenas o resultado de uma mãe inexperiente que não limpava as remelinhas do filhote com freqüência e cuidado o bastante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Peso (condição de subnutrição): basta observar se o animal parece muito magro, com costelas e coluna aparentes. A subnutrição é facilmente revertida com a oferta de alimentos de boa qualidade, em particular de pastas supercalóricas (pet-shops e veterinários podem indicar as melhores para seu novo amiguinho), a menos que se trate de um filhote muito novo (1 mês ou menos). Filhotes muito novos precisam ser "amamentados" com solução substituta de leite caseiro, que pode ser preparada em casa conforme a receita abaixo:&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;. 1 copo de leite integral (de caixinha) &lt;br /&gt;. 1 copo de água (fervida, filtrada ou mineral) &lt;br /&gt;. 2 colheres de sopa de farinha láctea &lt;br /&gt;. 1 gema de ovo cozida e amassada com o garfo (sem a clara, claras fazem mal para o bebê gatinho) &lt;br /&gt;. 1 colher de chá de mel &lt;br /&gt;Misture tudo, bata no liquidificador e coloque numa vasilha de vidro lacrada. Guarde na geladeira e na hora de alimentar o bebê gatinho retire só a quantidade necessária. Esta receita serve para até 3 dias. Depois disso precisa fazer uma nova. &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;(receita obtida em http://www.sosgatinhos.com.br/drkitz/mcookdica.htm)&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As demais condições devem ser tratadas por médico veterinário. As dicas acima são apenas para um primeiro pré-diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mais uma coisa: não dê leite integral puro ou laticínios a um gato, felinos em geral costumam ser intolerantes a lactose e o leite de vaca puro lhes provoca uma solene disenteria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto a acostumar o bichano com a nova casa, os cenários variam conforme a idade do seu resGATO e a quantidade de gatos que já moravam lá antes dele chegar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nossos amigos felinos são animais territorialistas, e a chegada de um "intruso" à comunidade local sempre é recebida a patadas em um primeiro momento. Cabe a nós, humanos da casa, conciliarmos os antigos com os novos. Antes de mais nada, não devemos soltar um resgato novo sem assistência no meio dos veteranos. Tanto por que estes vão cair em cima daqueles quanto para fins de quarentena. Por que a gente não sabe se algum resgato pode estar doente e transmitir alguma porcaria para os "da casa".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante os primeiros dias, a menos que algum dos exames explicados acima tenha dado indicações de que é preciso levar seu amiguinho ao veterinário, deixe o resgato isolado em um comodo da casa de tamanho médio com porta trancável. Nesse período, ponha pedaços de pano (mini mantinhas, pedaços de cobertor, mini lençóis) na caminha provisória do resgato e nos locais de dormir dos veteranos, e vá trocando os panos entre um e outros. Isso fará com que se acostumem com o cheiro uns dos outros e diminua o potencial de conflitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após a quarentena, introduza os resgatos ao convívio dos veteranos um por vez, sempre na sua presença, e com petiscos para gatos à mão para dar a cada veterano enquanto você lhe faz uma preleção sobre os deveres de hospitalidade que ele, como seu "filho" mais velho, tem em relação a cada recém chegado. Estou falando sério, converse com seus gatos. Eles te entendem em 100%, e só não respondem de forma inteligível por que o aparelho fonador do &lt;em&gt;Felis catus&lt;/em&gt; não lhe permite articular os sons dos idiomas humanos. Mesmo assim, os gateiros mais experientes conseguem compreender pelo menos parcialmente o conjunto de miados e linguagem corporal de seus "filhotes" mais antigos e a conversa é quaaase de mão dupla.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Falando em filhotes, o convívio com os menorzinhos exige uma paciência extra. Este parágrafo é para os gateiros convictos, que partilham o leito com seus "filhotes" e dorme "de bolinho" com a gataiada toda. Os gateiros de mentirinha que trancam seus gatos em outra parte da casa na hora de dormir podem pular essa parte. Gatos são animais noturnos, e os filhotes costumam, mesmo sozinhos, brincar a noite toda. Prepare-se a cada vez para dormir no seguinte ciclo: dorme 2 horas, brinca-brinca-brinca 20 minutos, dorme 2 horas, brinca-brinca-brinca 20 minutos, dorme duas horas, etc. até a hora oficial de acordar. Por que você VAI brincar-brincar-brincar com o filhote: ser gateiro não é opção, é vocação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para aqueles que acreditam em "disciplinar" gatos, um aviso: eles não são como os cães, que convivem conosco na vertical (nós mandando e eles obedecendo). Gatos convivem com você na horizontal, como iguais. Então essas dicas de "disciplina" servem única e exclusivamente para lidar com gatos do tipo Joselito (raríssimos, por sinal): aqueles que quebram vasos, fazem "fúúú" de graça pra tudo, enfim, os que realmente "não sabem brincar". A dica é a seguinte: compre um borrifador desses de jardim e mantenha-o carregado com água. Cada vez que seu gato for pego "no flagra" fazendo alguma cachorrice, borrife-o uma ou duas vezes. Acerte no corpo para bobagens médias e no rosto para joselitices-master.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atenção: não é para borrifar um gato por que ele está brincando à noite ou arranhando móveis. Um gato é um gato, se você não for gateiro tenha peixes ou passarinhos. O borrifo é para danos à propriedade que impliquem em risco para o animal (vasos de plantas e objetos de vidro, por exemplo) e para comportamentos socialmente inaceitáveis como roubar comida do prato. Roubar comida do prato pode parecer fofinho, mas desregula o tubo digestivo do animal e o expõe a alimentos tóxicos: gatos não podem ingerir cebola ou alho sob hipótese alguma, estes alimentos induzem anemia por hemólise (rompimento dos glóbulos vermelhos do sangue). Gatos também não podem ingerir chocolate (teobromina, para eles é como uma overdose de café) e já mencionamos antes sua intolerância à lactose.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto a arranhar móveis, as dicas mais simples são: disponibilizar arranhadores e marcar os móveis com odores cítricos. Gatos odeiam cheiros cítricos, então duas gotinhas de óleo essencial de limão devem afastá-los do seu sofá favorito ou da poltrona que era herança da vovó. Outro meio de afastar seus amiguinhos de peças tããão importantes assim de sua mobília é envolver a base dos móveis em papel alumínio (não sei por que, mas os gatos não curtem mexer em papel alumínio). Quanto aos arranhadores, tenha sempre pelo menos dois: um horizontal e um vertical. Cada gato gosta de arranhar de um jeito, e quem gosta de um tipo de arranhador não está nem aí pro outro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, os brinquedinhos para distrair seus fofuchos enquanto você não puder lhes dar atenção direta. Os mais simples costumam ser os melhores, como novelos de lã e bolinhas de papel. Mas se você quer sofisticar a diversão, compre bolinhas de pingue-pongue com penas, que estão disponíveis na grande maioria das pet-shops. Além disso, a dica óbvia: tenha gatos aos pares, eles brincam entre si quando a gente não está lá para lhes dar atenção e vivem muito mais felizes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dica extra: se seus gatos tiverem cerca de uns 8 meses de idade ou mais, você também pode lhes oferecer catnip. Também conhecida como erva dos gatos, gatária ou erva-gato, essa planta possui em suas folhas um óleo essencial rico em nepetalactona. Essa substância, inofensiva para os humanos, põe a parte do sistema olfativo responsável pela detecção de feromônios "em curto" e faz com que o animal "viaje" da forma mais maconhosa possível e imaginável. O gato fica literalmente babando na gravata e vendo Papai Noel por coisa de uns quinze minutos (não tente interagir com ele nessa hora, apenas assista o espetáculo e garanta que ninguém o perturbe durante o "barato"), depois ele sai tranquilão como se não tivesse acontecido chongas. Como os receptores olfativos dele estão saturados, a planta só fará efeito novamente após coisa de umas duas horas. Não faz mal algum ao gato (exceto à sua dignidade felina, por que eles ficam realmente hilários quando estão pirando com catnip), relaxa-o maravilhosamente e não tem qualquer efeito colateral. Pãtz, pensando bem eu tenho inveja deles: podem se "drogar" e não lhes acontece lhofas... Hmpft!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vacinas: sim, por que não é lá muito legal dar para adoção um adolescente ou adulto sem o primeiro protocolo de vacinação completo. Os gatos devem tomar as vacinas anti-rábica (AR) e V4 (quádrupla felina, protege contra panleucopenia, clamídia, rinotraqueíte e calicivirose). O protocolo antigo era de 3 doses de V4 e duas de AR, mas alguns veterinários advogam protocolos mais curtos, com uma dose a menos da V4 e ou da AR. A V4 deve ser aplicada a partir dos 2 meses de idade e a AR a partir dos 3, sendo que as doses do protocolo de cada vacina devem ser dadas mensalmente: 2 meses = 1 V4, 3 meses = 1 V4 + 1 AR e 4 meses = 1 V4 + 1 AR, para o protocolo antigo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se você recolher um gato adolescente ou adulto e for prepará-lo para enviar para adoção por outro gateiro, também é de praxe mandar o animal já castrado. A castração também é obrigatória para todos os gatos que forem &lt;strong&gt;integrados à família&lt;/strong&gt;. Um gato ou gata castrado vive o dobro do que vive um animal "inteiro" e as fêmeas castradas tem uma chance absurdamente menor de desenvolver câncer de mama. Além disso, os machos castrados não marcam território com urina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra dica importante é sobre alimentação. A melhor coisa que você pode fazer por seus gatos é alimentá-los com água fresca e ração de qualidade. A água deve ser oferecida em abundância e estar sempre disponível, para diminuir as chances de cálculos renais e outros problemas no trato urinário. A ração deve ser de preferência premium ou super-premium, pois as rações de supermercado (conhecidas no meio gateiro como "rações de combate") são pobres em nutrientes e mal formuladas. As nobres exceções dentre as "de combate" são a Cat-Chow (Purina) e a Sabor e Vida (Guabi). Só compre rações de supermercado em caso de problemas financeiros, superpopulação felina no lar ou para ajudar na alimentação de focos de gatos de rua, pois é por isso que as chamamos "de combate": só as compramos "em situação de guerra".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NUNCA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;NUNCA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dê a qualquer gato a maldita da Whiskas. Essa bomba é garantia de problemas renais já no médio prazo. Os fabricantes dessa solene porcaria andaram dizendo que mudaram a formulação do produto e "blá-blá-blá-Whiskas-sachê", mas não acredite. Gato nenhum merece ter que aturar essa trolha. Dê ração de combate, dê Cat Meal, dê "ração Garfield", dê comida caseira, mas &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dê Whiskas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para encerrar, a questão do banheiro. Tudo o que você precisa fazer é oferecer as caixas de "areia" (granulado sanitário) em local adequado, à razão de uma caixa para cada dois gatos. Tire os torrões e "charutinhos" diariamente, repondo um pouco do granulado, e troque todo o granulado a cada duas semanas. Os melhores granulados são os de sílica e os de argila branca. Os de argila marrom formam uma lama nojenta se você se distrai e deixa passar um dia sem manutenção. Eu costumo preparar as bacias novas a cada duas semanas forrando o fundo da bacia com sílica em pedrinhas (em pó espalha pela casa toda, muito chato) e cobrindo com argila branca, e faço as reposições diárias com argila branca (a sílica dura bem mais e custa caro que dói). Para educar um gato novo, basta recolher a primeira sujeira dele e colocar em cima de uma caixa de granulado sanitário disponibilizada no cômodo da "quarentena". Aliás, a grande maioria só precisa ter a caixa de granulado disponível que já faz tudo no lugar certo logo de saída.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só para reforçar: tudo o que está escrito aqui é por experiência própria no trato com gatos ao longo de alguns anos, mas eu sou leigo. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SEMPRE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; consulte um profissional médico veterinário de sua confiança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom dia, e bons resGATOS!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-7846872495743196802?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/7846872495743196802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=7846872495743196802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7846872495743196802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7846872495743196802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/como-cuidar-de-um-resgatinho.html' title='Como cuidar de um resGATINHO'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-841201527193469282</id><published>2009-07-13T09:19:00.004-03:00</published><updated>2009-07-13T16:04:40.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burocracia'/><title type='text'>Completando o aviso de ontem</title><content type='html'>&lt;p&gt;Aos que notaram a ausência de assuntos religiosos na programação apresentada ontem, explico: estou lendo o Catecismo completo da Igreja Católica, para não emitir opiniões que estejam em desacordo com a sã doutrina da fé.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando concluir essa leitura, passarei a incluir postagens sobre dogmas católicos e sua repercussão na vida de um fiel que verdadeiramente se proponha a viver em conformidade com as leis da Santa Madre Igreja. Acredito que esses posts incluirão surpresas até mesmo para quem se acredita um bom católico, pois estudarei o Catecismo com mais afinco nas partes que me autorizarem a apontar como inadequadas ou até mesmo errôneas algumas demonstrações "equivocadas" de religiosidade, tais como a impressão dos famosos milheiros de "santinhos" como "pagamento" por graças alcançadas, como se o Altíssimo fosse um enorme "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;caixa automático divino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;", onde o fiel &lt;strong&gt;põe um cartão-promessa, digita a senha "&lt;em&gt;novena poderosa não sei das quantas&lt;/em&gt;" e saca uma graça&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aproveitando que eu pedi orientação ao meu padre confessor em relação a essa questão específica, já informo a vocês, leitores: essa manifestação equivocada de religiosidade é mais que inadequada, ela é &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;ERRADA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mesmo. Não se barganha com o Pai Eterno. A verdadeira prece é um diálogo com Deus, através da qual nos dispomos a conformar nossas vidas com a Sua Vontade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o detalhamento desse ponto, um eventual estudo (rápido, não dá para tuchar um estudo de antropologia e história da religiosidade humana em uma postagem de um blog) de como esse tipo de "devoção" evoluiu na cultura religiosa brasileira e a completa demonstração de como, por quê e quanto isso é ERRADO até o último &lt;em&gt;santinho&lt;/em&gt; de Sto. Expedito, eu deixo para depois que eu concluir minha primeira leitura completa do Catecismo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paz e bem!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-841201527193469282?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/841201527193469282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=841201527193469282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/841201527193469282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/841201527193469282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/completando-o-aviso-de-ontem.html' title='Completando o aviso de ontem'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-4163734696081901188</id><published>2009-07-12T16:43:00.004-03:00</published><updated>2009-07-13T16:04:11.028-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burocracia'/><title type='text'>Aviso aos navegantes: correção de rota</title><content type='html'>Senhores, boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a falta de sugestões, comunico-vos o adiamento indefinido da primeira postagem com tema coringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post do próximo fim de semana versará sobre medicina veterinária ultra-mega-básica para felinos útil tanto para quem está com seu primeiro gatinho em casa e não sabe o que fazer quanto para quem quer se aventurar a diminuir a quantidade de gatos abandonados na rua pondo-os para dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei sobre despulgamento, vermifugação, aclimatação do bichano na casa, caixa de areia, ração, brinquedos, vacinas e mais o que eu lembrar na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais posts seguirão sua programação normal: Economia Ecológica 2; Literatura 1 (Thomas Hardy e mais alguns que eu escolher na hora, resenhando pelo menos uma meia dúzia de livros, com direito a uma porrada de spoilers); Economia Ecológica 3; Literatura 2 (Catcher in the rye de J. D. Salinger, On the road do Kerouac e mais alguns, resenhando pelo menos mais meia dúzia); "Por que não assistir novela" (muita coisa de orelhada, mas vocês verão que tudo faz sentido); Literatura 3 ou Música 1 (aí vai depender da minha memória ou da minha vontade na hora, essa fica em suspenso); e "A homeopatia é uma fraude" (escreverei esse post "com meu fígado", como costumam dizer meus orientadores acadêmicos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais, macacada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-4163734696081901188?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/4163734696081901188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=4163734696081901188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4163734696081901188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/4163734696081901188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/aviso-aos-navegantes-correcao-de-rota.html' title='Aviso aos navegantes: correção de rota'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-9041303200653459841</id><published>2009-07-11T02:36:00.014-03:00</published><updated>2009-07-11T03:39:52.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia ecológica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto técnico'/><title type='text'>Economia Ecológica 1: Oikonomia X Crematística</title><content type='html'>Senhores, boa madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Antes de mais nada, vamos esclarecer um detalhinho logo de saída: o que se denomina atualmente “ciência econômica” ou “economia” é apenas um pedacinho da verdadeira Economia, denominado &lt;strong&gt;CREMATÍSTICA&lt;/strong&gt;, que é o ramo da Economia dedicado ao estudo da arte de produzir e acumular dinheiro e seus meios de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Economia propriamente dita, do grego Oikonomia ou “ciência/arte de cuidar da nossa casa” envolve, por princípio, todos os ramos do conhecimento hoje reunidos sob o rótulo de Ciências Ambientais. Por que os gregos sabiam das coisas, e a Oikonomia cuida por questão de princípio de toda a nossa “casa” (óikos = casa; nomos = administração), que é nosso bom e velho planeta Terra. Afinal de contas, não dá para produzir moedas se não houver ouro para minerar ou construir navios mercantes se não houver árvores que derrubar, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois foi isso que os atuais “economistas” (continuarei a tratá-los pelo título de sua escolha, por que crematista é um palavrão, e os economistas de verdade serão aqui chamados oikonomistas) esqueceram ao longo do tempo. Graças a esse esquecimento, os atuais economistas enxergam o processo econômico como um ciclo fechado, em conformidade com a figura abaixo (emprestada de &lt;a href="http://www.ulbra-to.br/DownloadArquivo.aspx?idArquivo=5bebfbd5-5eb9-465a-a616-1d8708801ba2"&gt;http://www.ulbra-to.br/DownloadArquivo.aspx?idArquivo=5bebfbd5-5eb9-465a-a616-1d8708801ba2&lt;/a&gt;): &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357074700622755346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SlgnDqXZ9hI/AAAAAAAAABQ/bw3NIOJmVJY/s320/EcoEconomy%C3%81guas1-1.jpg" border="0" /&gt;Estaria tudo muito bem nesse modelo, se nos serviços produtivos se incluíssem aqueles prestados pelo ecossistema, tais como fornecimento de minérios e solo fértil, purificação das águas, da atmosfera e dos solos, regulação climática, polinização de culturas agrícolas e tantos outros. O problema todo é que os economistas passaram a definir capital apenas como sendo capital financeiro (dinheiro e crédito) e manufaturado (maquinário e congêneres).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Com isso, branquinho sai por aí dizendo que os capitais manufaturado/financeiro (dinheiro, maquinário, etc.) e natural (recursos naturais em geral) são perfeitamente intercambiáveis/substituíveis, ou seja, se faltar recurso natural, basta enfiar mais máquinas e dinheiro na conta que eles acreditam que dá tudo certo. É sério, se você perguntar para um economista clássico se existe o problema da escassez de recursos naturais, ou ele ri na tua cara (sendo que ele é quem é demente, por rir) ou ele te dá uma preleção fantastólica dizendo que na falta de um recurso natural a inventividade humana dá conta de criar uma nova máquina, processo produtivo ou outra mumunha qualquer que resolve o “seu suposto problema de escassez de recurso natural”. Por que, para ele, o ecossistema é apenas mais uma parte da economia, de onde você pode retirar recursos e onde você pode descartar seus rejeitos, enquanto que a "economia" cresce em volta e fora dele tanto quanto você quiser, conforme o diagrama abaixo: &lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357075623892590898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/Slgn5Z0FoTI/AAAAAAAAABY/NzU7ApJ3OtY/s320/EcoEconomy%C3%81guas1-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas aí você me pergunta: “De onde é que veio uma idéia de jumento desse calibre? Os caras comeram cocô quando eram criancinhas ou o trote na faculdade de economia é tão escroto que transforma o cérebro da turma em polenguinho?” Pois eu mato o paradigma velho e mostro o novo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando começaram os primeiros estudos quantitativos sérios de economia, na época em que Adam Smith escrevia sua História da Riqueza das Nações e Davi Ricardo escrevia seus estudos sobre funções de produção (lá pros idos da Primeira Revolução Industrial, máquinas a vapor e todas essas coisinhas), havia uma abundância aparentemente inesgotável de bens do tipo capital natural (recursos do ecossistema e capacidade terrestre de provimento de serviços ecológicos e reciclagem de rejeitos) e uma falta considerável de bens da economia (maquinário, mercadorias manufaturadas, dinheiro, crédito e a festa toda que a gente já conhece). O mundo estava “vazio” de bens da economia, como podemos ver no diagrama abaixo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357082593809139346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SlguPGxsBpI/AAAAAAAAABw/XVJtCkCY_Js/s400/EcoEconomy%C3%81guas1-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em um tal cenário, era até compreensível que os economistas focassem seus modelos no trato daquilo que estava em falta e esquecessem do que estava sobrando. Eles apenas fizeram o que preconiza Pareto, que é trabalhar com os 20% dos dados que fazem os 80% da diferença em relação ao fenômeno que você está modelando para fins de estudo. Só que branquinho esqueceu de “por na Cônsul” a existência dos bens e serviços fornecidos pelo ecossistema. Sabe como é, o que vem fácil a gente não presta atenção nem toma conta. Daí para o diagrama anterior, no qual cidadão vê o ecossistema como mais um lugar de onde tirar recursos e onde jogar rejeitos, dentro de uma economia que pode expandir-se indefinidamente à revelia do ecossistema, é um pulinho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Com tudo isso, é até razoável que algum leitor menos afeito a essas questões venha a perguntar: “Oras, mas o mundo não estava ‘vazio’? Qual o problema?”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema é justamente que o mundo &lt;strong&gt;ESTAVA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vazio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, do verbo &lt;strong&gt;JÁ NÃO ESTÁ MAIS&lt;/strong&gt;. Com a aceleração continuada da economia global, que consome quantidades cada vez maiores de recursos materiais, insumos energéticos e serviços naturais (de absorção e reciclagem de resíduos inclusive), chegamos ao que nós oikonomistas denominamos mundo cheio.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357082998411169666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SlgumqCVD4I/AAAAAAAAAB4/RxK_8hQRzDM/s400/EcoEconomy%C3%81guas1-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A economia mundial simplesmente está “batendo na tampa” do ecossistema global finito. Não há minério, solo fértil, água potável e etc. e tal para todo mundo, e os economistas de plantão ainda querem que a economia mundial continue a crescer indefinidamente. Perceberam o desastre? A conta não fecha, mas como eles esqueceram uma parcela dos números, não enxergam mais esse não fechamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes que alguém venha me chamar de vermelhinho ou coisa que o valha, um esclarecimento adicional: o capitalismo propriamente dito não é intrinsecamente incompatível com a economia ecológica (oikonomia). A incompatibilidade vem da contabilidade incompleta praticada em sua versão atual. Hoje, contabilizam-se apenas e tão somente os capitais financeiro e manufaturado, de onde vem que a conta não está fechando. Pois basta reinserir nesse “livro-caixa” os lançamentos correspondentes aos capitais humano, social e natural/físico (recomendo a leitura de “Capitalism as if the world matters”, de Jonathon Porritt).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Capital humano é tudo o que podemos, como pessoa, aportar a um processo produtivo, incluindo força física, inteligência lógico-matemática, todos os demais tipos de inteligência (intrapessoal, interpessoal, espacial-motora, musical, etc.) e nosso capital intelectual (conhecimentos, habilidades e competências).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Capital social é todo o conjunto de regras e interações sociais que nos permitem produzir e conviver em harmonia: instituições, leis, regras, cultura, etiqueta, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Capital natural ou capital físico é a soma de todos os serviços e produtos fornecidos pelo ecossistema: purificação atmosférica, ciclo da água (incluindo regularidade de regimes de chuvas), fornecimento e renovação de solos férteis, fertilização de culturas agrícolas, fornecimento de matérias primas diversas, fornecimento de oxigênio atmosférico pelo fitoplâncton oceânico, reciclagem de rejeitos sólidos pelo solo e respectiva microfauna bacteriana, etc., etc., etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma vez que você devolve os “números” correspondentes a essas informações ao seu “sistema de equações”, a conta volta a fechar. Afinal de contas, capital é todo e qualquer estoque a partir de cujo fluxo podemos auferir bens e serviços. E o bom e velho capitalismo é o sistema de mercado em que a oferta e a procura dos bens e serviços regem sozinhos os fluxos dos diversos tipos de capital (a boa e velha "mão invisível" de Adam Smith). Desde que você se lembre de incluir em seu modelo todos os capitais envolvidos em seu processo econômico, o modelo funciona.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje eu já deixei com vocês os conceitos de Oikonomia X Crematística, mundo vazio, mundo cheio e Teoria dos Cinco Capitais (natural/físico, humano, social, manufaturado e financeiro).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de encerrar, convido-os a fazer uma pequena "lição de casa": recordem termodinâmica básica (1ª e 2ª leis) e fucem no Google atrás das palavras &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;ENTROPIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;EXERGIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Isso será útil para o melhor aproveitamento do próximo post desta série.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por enquanto já está de bom tamanho para uma introdução, então à guisa de fechamento vou apenas deixar alguns autores obrigatórios:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Nicholas Georgescu-Roegen: pai da matéria, com seu The Entropy Law and the Economic Process;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Robert Costanza: membro fundador da International Society of Ecological Economics; e&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Herman Daly: meu autor favorito, extremamente prolífico. Para os iniciantes, recomendo seu altamente didático “Ecological Economics: Principles and Applications”, em co-autoria com Joshua Farley.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Agradecimentos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: As ilustrações "sem créditos" pertencem originalmente às transparências de aula da disciplina &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;PEA-2200: Energia, Meio Ambiente e Sustentabilidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, para a qual presto serviços como aluno-monitor na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daqui duas semanas, retomarei alguns dos conceitos básicos e construirei para vocês um pequeno “teorema de impossibilidade”, uma ferramenta básica de suma importância para o remodelamento da teoria econômica visando a obtenção de uma economia &lt;strong&gt;ESTÁVEL&lt;/strong&gt; e, portanto, &lt;strong&gt;SUSTENTÁVEL&lt;/strong&gt;, e para a compreensão de por quê isso é absoluta e inequivocamente necessário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até lá, pessoal!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-9041303200653459841?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/9041303200653459841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=9041303200653459841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/9041303200653459841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/9041303200653459841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/economia-ecologica-1-oikonomia-x.html' title='Economia Ecológica 1: Oikonomia X Crematística'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SlgnDqXZ9hI/AAAAAAAAABQ/bw3NIOJmVJY/s72-c/EcoEconomy%C3%81guas1-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-8000277770494483668</id><published>2009-07-07T06:57:00.013-03:00</published><updated>2009-07-07T07:52:28.676-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='erratas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frescura'/><title type='text'>Mini adendos</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/91/French_press.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Senhores, bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em São Paulo já saiu o quarto volume da coleção portuguêsa de Júlio Verne, "Viagem ao Centro da Terra". Uma pesquisa rápida na internet mostra que o autor em questão tem dezenas de outros livros além de seus títulos mais conhecidos, espero que a iniciativa européia tenha produzido exemplares de todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade: Jules Gabriel Vèrne Allotte foi de uma produtividade literária assombrosa. Sua obra completa totaliza 65 romances (incluindo os 54 títulos da série Viagens Extraordinárias), cerca de vinte contos e ensaios, trinta peças, alguns trabalhos geográficos, libretos de ópera (dos quais só encontrei informações sobre a opereta cômica Colin-Millard, de Aristide Hignard, em co-autoria) e poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, esqueci de incluir um tipo especial de preparo de café: a prensa francêsa, ou cafetière à piston (também conhecida como Bodum ou melior). Essa pequena engenhoca produz uma bebida intermediária entre o café de coador e o café turco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 466px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/91/French_press.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu funcionamento é bastante curioso: após misturar e deixar em infusão por cerca de 5 a 10 minutos o pó de café e a água quente em um recipiente (atualmente estes costumam ser de vidro resistente a choques térmicos, como os vidros de borosilicato - e.g., Pyrex), introduz-se neste recipiente a "prensa" propriamente dita. Esta é uma espécie de êmbolo de seringa, que comprime a parte sólida da mistura água-pó e permite a passagem da bebida resultante através de uma peneira metálica de malha fina encimada por uma placa metálica perfurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a peneira metálica não pode ser excessivamente fina (ou a bebida acabaria não passando sem um esforço extra do usuário), usa-se um pó moido mais grosso (regula-se o moinho para moer menos fino). Mesmo assim, sempre passa uma pequena quantidade de pó para a bebida, o que contribui para um sabor diferenciado, fora o fato de que, sendo este um preparo sem filtro, os óleos essenciais do grão estão fortemente presentes no café resultante, embora em menor quantidade em relação ao produto de uma moka ou de uma máquina de expresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a parte superior do mecanismo é uma tampa adaptada, o conjunto recipiente + café + prensa pode ser levado à mesa como um simpático bule. Só não pode deixar a bebida dentro da prensa por mais do que cerca de 20 minutos após o preparo, ou o contato continuado com os sedimentos pode fazer com que ela amargue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um vídeo é melhor que mil palavras, fica o link: &lt;a href="http://www.videojug.com/film/how-to-make-cafetiere-coffee"&gt;http://www.videojug.com/film/how-to-make-cafetiere-coffee&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom cafezinho, e bom dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-8000277770494483668?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/8000277770494483668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=8000277770494483668' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/8000277770494483668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/8000277770494483668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/mini-adendos.html' title='Mini adendos'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-6708348176584818149</id><published>2009-07-06T08:28:00.002-03:00</published><updated>2009-07-06T08:44:25.212-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burocracia'/><title type='text'>"Abrindo edital"</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, bom dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O post sobre Economia Ecológica já está em fase de "fermentação" na minha cabeça, e devo informá-los de que sua extensão me levará a publicá-lo por partes. O primeiro bloco tratará apenas de apresentar as noções básicas, primeiros conceitos e autores consagrados desta fusão de Ciências Ambientais com Economia. As chulapadas na cara do grande público serão estruturadas em um ou dois posts subseqüentes, que publicarei por volta de 25/26 de julho (com certeza) e 8/9 de agosto (se houver terceiro bloco).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O "Edital" referido no tema é quanto ao tema da postagem-coringa de 18/19 de julho, que ainda está em aberto. Por enquanto tenho apenas uma sugestão, para falar sobre homeopatia. Aguardo mais sugestões, ou pelo menos avisos vossos de que o primeiro tema sugerido já está do gosto de todos. Avaliarei apenas as sugestões que me chegarem até dia 12 de julho, pois não gosto de redigir postagens agendadas com menos de uma semana de prazo para trabalhar. Principalmente no caso das "coringa", que podem exigir trabalho de pesquisa adicional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema escolhido será anunciado dia 13, junto com os agradecimentos a todos aqueles que tiverem colaborado com suas sugestões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto à postagem de 1/2 de agosto, será sobre um tema "abobrinhento" que ainda não escolhi, para fazer o rodízio de pesada de mão das postagens principais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-6708348176584818149?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/6708348176584818149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=6708348176584818149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6708348176584818149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6708348176584818149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/abrindo-edital.html' title='&quot;Abrindo edital&quot;'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-7934614335612077075</id><published>2009-07-05T17:00:00.020-03:00</published><updated>2009-07-08T05:09:17.841-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Momento enxaqueca</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, boa tarde.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de mais nada, sim, advogarei em causa própria. O que normalmente não é uma boa recomendação, mas neste caso hão de convir que só advogando em causa própria, mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fora isso, não pertenço ao time do Aldo Rebelo (um xarope que devia tomar tomar surra de peixe morto todas as manhãs, a ver se virava gente), que acredita que não se devam usar palavras de outros idiomas misturadas com o português sob hipótese alguma. Não me apetece fazer como os lusos que chamam o mouse do computador de rato.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isto posto, meu protesto é contra o uso da palavra &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;NERD&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Afirmo e reitero a quem pedir que todo aquele que a usa está prestando um desserviço a si e a todos a seu redor; quer fale a sério, quer esteja de brincadeira ou mesmo ainda se o disser por pura preguiça mental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muito embora eu saiba que o inventor do avião é Alberto Santos Dumont e que o melhor refrigerante do mundo é o Guaraná Champagne Antártica e prefira folclore nacional a essas histórias de Santa Claus e Halloween, não sou lá muito patriota. Não implico com o uso de termos em inglês quando importamos para a nossa um artefato de outra realidade. Pessoas que se divertem quebrando códigos de segurança em computadores e coisas do gênero são hackers, não há por que quebrar a cabeça inventando um nome em português para isso. Assim como ludopédio é o raio que o parta, fique sabendo quem quis renomear o tal do futebol.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a palavra &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;NERD&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; se refere a um arquétipo de per si extremamente nefasto e amaldiçoadamente arraigado à psiquê nacional, que é o popular CU-DE-FERRO. Trata-se da noção de que todo o ser humano com gosto pela aquisição de conhecimentos e desenvolvimento da própria potência intelectiva, marcadamente aqueles que tem maior predileção pelas áreas de ciências exatas, é uma espécie de "aleijão mental" sem direito a vida social ou afetiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os componentes mais clássicos desse arquétipo são a noção de que sua aparência física é forçosamente repulsiva, os assuntos de sua predileção áridos e aborrecidos, seu senso estético absolutamente deformado e a convivência com tal ser uma experiência excruciante a ser evitada a todo e qualquer preço.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A origem do termo nacional, versão chula do arcaísmo "caxias" (homenagem ao Duque de Caxias, em virtude do alto grau em que este apresentava a virtude da disciplina), provém da alegação (por parte dos colegas inaptos e invejosos) de que, para obter a seqüência ininterrupta de altas notas que caracteriza a vida acadêmica deste tipo de indivíduo, ele deva ter glúteos de aço, para suportar permanecer tanto tempo sentado diante dos livros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como podemos ver, o uso desse termo e as atitudes associadas integram-se à cultura da pessoa desde a mais tenra idade, pois que os alunos repetentes já o inculcam em seus coleguinhas. A explicação para isso é ainda mais simples. Em função dos instintos sociais inerentes ao ser humano, as classes costumam se organizar em estruturas sociais que giram em torno daquelas crianças que se destacam, sendo que todas, pelo instinto natural que nos leva a buscar a aceitação pelo grupo, desejam destacar-se de forma positiva. Os repetentes, obviamente, não conseguem fazê-lo em função de sua competência acadêmica, mas a natureza lhes deu a vantagem do tamanho e da força física, que eventualmente lhes conferem melhores resultados nas atividades esportivas e outras brincadeiras das aulas de Educação Física. Resultado óbvio, hostilizam os melhores alunos e criam em suas respectivas turmas uma cultura de que "quem gosta de estudar não é legal".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E se você "não é legal", não tem apelação. Passa sua vida escolar sem amiguinhos, sem namoradinha e sem ter a quem recorrer. Os psicologicamente mais fracos cedem e entram para a turma do fundão, tentando se integrar a essa estrutura social distorcida sendo bagunceiros e palhaços de turma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já os poucos fortes bastar-se-ão a si mesmos e comprazer-se-ão em desenvolver suas competências à revelia da patuléia desvairada, mas os anos de vida social escassa ou inexistente cobram o seu preço. Suas personalidades costumam se tornar introspectivas em maior ou menor grau, seu senso crítico torna-se altamente apurado e seu individualismo exacerbado a níveis incomuns (o proverbial "botão de FODA-SE" é apertado até o talo).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alguns, a minoria barulhenta que dá munição ao estereótipo, chegam realmente a se tornar socialmente incapazes por misantropia pura e simples. Os demais desenvolvem personalidades próprias, sempre fora de conformidade com o que for mainstream à época, pelo único e suficiente motivo de que toda unanimidade é burra e eles não. Essa recusa automática a integrar-se ao mainstream completa a sentença de isolamento social (total ou parcial, dependendo da qualidade do ambiente humano que o cerca) do indivíduo, em função da preguiça mental da grande maioria das pessoas, que permanece presa à busca pela aceitação e via de regra tem por hábito escolher a rota mais fácil, que é abraçar as coisas e pessoas que forem mainstream e refugar as que não são.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então, da próxima vez que você for chamar alguém de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;NERD&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, pense muito antes de fazê-lo.&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Você realmente acredita que é demérito para um ser humano o amor ao conhecimento?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Você realmente acredita que inteligência é sinônimo de "não ser legal"?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Você sincera e honestamente se orgulha de pertencer à mé(R)dia?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Seus gostos são ditados pelos outros e você é feliz por isso?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Você sincera e honestamente se orgulha de ter senso estético limitado e/ou capacidade intelectual inferior?&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;Para aqueles que responderam afirmativamente às cinco perguntas acima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e estão estufando o peito e enchendo a boca para dizer que eu sou um nerd perdedor chorão, uma notícia e um conselho. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Vocês são &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;DESPERDÍCIOS DE OXIGÊNIO AMBULANTES&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Aproveitem que não gostar de crianças está na moda e façam um favor à espécie: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ABSTENHAM-SE DE SE REPRODUZIR, RETIREM SEUS GENES INFECTOS DO NOSSO POOL!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas se a sua resposta para qualquer uma daquelas perguntas for NÃO, então dobre a língua, peça mentalmente perdão a si mesmo (de joelhos, por que o desserviço que você estaria prestes a se fazer é do tamanho que você está sentindo agora para maior) e tire essa palavra do seu vocabulário e da sua mente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ufa! Falei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-7934614335612077075?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/7934614335612077075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=7934614335612077075' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7934614335612077075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7934614335612077075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/momento-enxaqueca.html' title='Momento enxaqueca'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-7636318616670721800</id><published>2009-07-04T06:24:00.007-03:00</published><updated>2009-07-04T07:22:25.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frescura'/><title type='text'>Temperando o cafezinho</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, bom dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Complementando o post anterior, antes de mais nada a questão do açúcar. Gosto é igual nariz, mas alguns poderiam se beneficiar de uma plástica. Os iniciados na arte de apreciar um bom café (que tem tantas nuances quanto a de apreciar uma boa taça de vinho, como já foi dito) são unânimes em dizer que, assim como o chá, &lt;strong&gt;não se adoça&lt;/strong&gt; um bom expresso. Os cafés feitos em &lt;strong&gt;máquina de espresso&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;moka&lt;/strong&gt; são tomados puros, de preferência sem leite.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para quem é viciado em café com leite, a partir da máquina de café é possível obter o chamado latte, que é um café com leite artístico. Basicamente, vertem-se quantidades controladas de leite vaporizado sobre creme de espresso ou espresso ristretto e esculpe-se a espuma resultante, produzindo desenhos e padrões geométricos variados. Alguns desenhos mais avançados são complementados com filetes trabalhados de calda de chocolate. Para melhor entender do que se trata, recomendo clicar e assistir: &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZDZs__m5iAI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ZDZs__m5iAI&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zUZtbtbglZE&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zUZtbtbglZE&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1YNJDgYip3U&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1YNJDgYip3U&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_qrlmccDXJE&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=_qrlmccDXJE&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8yfBSo2AObU&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8yfBSo2AObU&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O espresso também pode ser eventualmente apreciado com a adição de pequenas quantidades de licor. Os melhores são os de anis (sendo o campeoníssimo o italiano Sambuca) ou laranja (Cointreau).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já o cafezinho de coador pode ser adoçado, dependendo da concentração. Quanto menos concentrado, mais se pode adoçar. Não recomendo o uso de mel, o sabor é forte demais mesmo para combinar com um cafezinho carioca/mineiro, mas quem quiser experimentar um café como se fazia na roça pode adoçar sua xícara com açúcar mascavo ou lascas de rapadura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também em relação ao café de coador, é possível adicionar algumas especiarias (sempre à razão de uma especiaria por xícara sem licor ou adoçante, ou vira pasticcio):&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Chocolate em pó&lt;/strong&gt;: para quem quer "capuccino à brasileira", já que o legítimo capuccino se faz com espresso e espuma de leite vaporizado;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Canela&lt;/strong&gt;: empresta um aroma especial, pode ser usado ao gosto do freguês. Única que eu uso também no espresso;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Noz-moscada&lt;/strong&gt;: para cafés de coador mais encorpados, confere um sabor único; e last but not the least,&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Cardamomo&lt;/strong&gt;: o óleo aromático das sementes em suas bagas é o diferencial em um bule de café árabe/turco, que é um capítulo à parte. As sementes também podem ser previamente esmagadas e adicionadas a uma xícara de cafezinho comum.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O café turco ou café árabe, mencionado acima, é feito em um bule para café de coador, com um pó moído de modo a ficar especialmente fino, e não é coado. Misturam-se o pó de café, bagas de cardamomo e açúcar (opcional, recomendo &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; adicionar) à água antes de se levar o bule ao fogo. Uma vez feita a infusão, serve-se como está e deixa-se decantar na xícara por alguns segundos antes de consumir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para quem desejar fazer o café turco da forma tradicional, também é possível encontrar em lojas especializadas o "bule" (na verdade uma caçarola, chamada cevze) específico para esse preparo. Uma curiosidade cultural é a "leitura" do café, em que após o consumo de uma xícara da bebida a pessoa "lê seu futuro" nos desenhos formados pela borra (&lt;a href="http://www.business-with-turkey.com/guia-turismo/cafe-turco-fazer-ler-borra-sorte.shtml"&gt;http://www.business-with-turkey.com/guia-turismo/cafe-turco-fazer-ler-borra-sorte.shtml&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom café para todos!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-7636318616670721800?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/7636318616670721800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=7636318616670721800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7636318616670721800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/7636318616670721800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/temperando-o-cafezinho.html' title='Temperando o cafezinho'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-8061018411753411128</id><published>2009-07-03T23:02:00.012-03:00</published><updated>2009-07-05T08:09:38.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frescura'/><title type='text'>Vai um cafézinho aí?</title><content type='html'>Senhores, boa noite.&lt;p&gt;Sendo o café minha segunda bebida não-alcoólica favorita, está oficialmente confirmado que eu sou um cafeinômano. Nada mais natural, uma vez que minha graduação foi em engenharia. Todos os que se formaram em cursos que exigem que a pessoa vire noites para entregar trabalhos todo santo semestre acabam adictos de cafeína em maior ou menor grau.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Digressões à parte, vamos ao que interessa, que é o único e verdadeiro amor de nossas vidas, O CAFÉ. Comecemos com um pouco de história: segundo reza a lenda, a planta (Coffea arabica) foi descoberta na Etiópia no século III d.C. por Kaldi, um pastor de cabras. Uma noite, preocupado em saber por que cargas d’água suas cabras não voltavam para o redil como de costume, foi atrás delas e encontrou-as enchendo as fuças de frutos de cafeeiro, avançando de moita em moita rumo à primeira overdose de cafeína da história.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora vocês perguntam: e o que fez nosso herói? Pois fez o que lhe mereceu este título. Seguindo o adágio “Se os animais comem, eu também posso comer”, colheu um punhado daqueles frutos, mandou pra dentro e logo começou a dançar de alegria junto com seu querido rebanho. Feliz como só fica quem tomou um bom porre de expresso, no dia seguinte (imagino que nem tenha dormido, fritando com a overdose) foi ao mosteiro mais próximo e mostrou esse presente dos céus aos monges que, provavelmente preocupados com a cara de “virado” de nosso melhor amigo, decretaram que boa coisa esta planta não poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Pois bem, herói que é herói manda bem até quando manda mal. Desacorçoado com a declaração dos monges, disse que os frutos eram “obra do demônio” e tacou fogo neles. Nascia ali a torra! Seduzidos pelo aroma irresistível do melhor amigo do estudante, os monges sugeriram que se moessem os grãos ali torrados e se experimentasse qual seria o sabor da infusão feita com este pó. Daí pra frente, foi só alegria! Da Etiópia, os grãos se espalham pela África, especialmente pela África árabe, de onde chegam à Europa entre o final do século XVI e o início do XVII, com os holandeses plantando os primeiros cafezais não africanos em nível de exportação na ilha de Java (de onde os estadunidenses chamam a bebida de Java até hoje).&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Agora, mais uma curiosidade histórica: as primeiras barrinhas de energia da história da humanidade eram de café, elaboradas na África sob a forma de bolinhas compostas de gordura animal e frutos de cafeeiro, na mesma época em que nosso herói dançava com as cabras. E não pára por aí: também é de lá e da mesma época a primeira bebida energética: vinho de frutos de cafeeiro! Mesmo feito com os frutos inteiros (polpa inclusive), dá para imaginar que whisky com energético nem chega perto da qualidade da receita original. Gostaria realmente de saber por que é que ainda não atinaram com reeditar estas delícias para o mercado capitalista globalizado. Quem é que há de querer saber de Red Bull quando existir vinho de frutos de cafeeiro?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Quanto à expansão do Coffea pelo mundo, reza a lenda que a devemos a um contrabandista indiano. Como bons negociantes, os árabes mantinham para si o monopólio do produto exportando apenas grãos fervidos ou tostados e, portanto, mortos. Não era possível plantá-los e passar a produzi-los por conta própria a partir de uma remessa importada para consumo. Mas eis que o peregrino-contrabandista Baba Budan, de retorno de sua peregrinação a Meca, traz algumas sementes vivas/férteis debaixo de uma cinta de pano (um feito muito mais nobre do que levar dólares na cueca, diga-se de passagem!).&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Voltando à história oficial, a rápida expansão do café pelo mundo colonial se deveu em grande parte ao excesso de confiança dos holandeses, que distribuíram mudas de cafeeiro de presente para aristocratas ao redor do mundo, espalhando, assim, o nosso pretinho gostoso pelo mundo (eu escrevi isso? cazzo, preciso de um expresso... digitar de madrugada só poderia dar nisso...).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;E agora para um pouco de ciência. Coffea arabica é o nosso querido / amado / idolatrado / salve!salve! café arábica, a variedade a partir da qual se obtém todos os cafés gourmet: Bahia e Bourbon Santos (nacionais), Supremo (Colômbia), Java e Sumatra (Indonésia), Altura e Pluma Coixtepec (México) e tantos outros. Já o nosso cafezinho do dia a dia é feito a partir da espécie Coffea canephora, também conhecido como Robusta ou Conillon. A bebida feita a partir do robusta é menos saborosa, mas é mais rica em cafeína.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;É interessante notar como mais uma vez somos vítimas da “maldição do produtor de commodities”: virtualmente toda a nossa produção de arábica vai para o mercado de exportação, sobrando apenas parte da produção de robusta e os refugos da produção de arábica para o mercado nacional. E isso por que somos o maior produtor mundial do grão, deixando todos os outros produtores no chinelo em termos quantitativos e perdendo em qualidade (na linha de cafés gourmet) apenas para a produção colombiana.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;De qualquer forma, exceção feita às poucas marcas de café gourmet encontradas no mercado e a importação e reimportação de produtos de alta qualidade por parte de algumas casas especializadas, o café que encontramos à nossa disposição em território nacional é de qualidade marcadamente inferior, sendo as melhores marcas feitas com uma mistura de grãos de qualidade inferior de diversas variedades de robusta/conillon, enquanto que as piores nos fazem passar por desgostos que variam da adição de cevada e chicória torradas à presença de gravetos, insetos e coisas piores.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Desta forma, ou arcamos com o custo de um café gourmet, ou nossa única proteção contra uma falta de qualidade que atinge as raias da insalubridade é a aquisição de produtos certificados (sic) pela Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Claro que isso é em relação aos cafés comercializados sob a forma “torrado e moído”, mas se você tiver bala na agulha para comprar um pequeno moinho, o mundo dos cafés em grão abre suas portas e você escapa automaticamente da cevada, da chicória e dos gravetos, além de poder aproveitar o máximo de aroma e sabor, uma vez que estas características do café começam lentamente e gradualmente a se degradar a partir do instante da moagem.&lt;br /&gt;Além disso, a oferta de cafés gourmet na forma “em grão” é mais extensa que na forma “torrada e moída”, e a maioria das máquinas de expresso vêm com moinho já associado ou com a opção de aquisição de um moinho produzido pela mesma empresa que produziu a máquina.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Falando em máquinas de expresso, vamos às diversas formas de preparar a bebida, a partir da obtenção do pó (seja por moagem, seja adquirindo o produto já moído – no último caso, dê preferência às embalagens a vácuo, que preservam as características do produto por mais tempo). Vou elencá-las por ordem de concentração máxima da bebida obtida, das mais para as menos concentradas (gosto é gosto, mas para mim quanto mais concentrado melhor).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 410px;" src="http://www.cafefacil.com.br/loja/images/produto/gd/561.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;expresso de máquina&lt;/strong&gt;: a máquina de expresso joga vapor de água a alta pressão sobre o pó, extraindo o máximo de princípios ativos, óleos essenciais e outros componentes organolépticos (responsáveis por aroma, sabor e outras propriedades que tornam uma boa xícara de café uma experiência tão rica quanto uma taça de bom vinho). A bebida obtida tem sua concentração controlada pelo barista (http://www.acbb.com.br/) que pilota a máquina, podendo variar desde um espresso ristretto (metade de uma xícara regulamentar de café, máxima concentração de sabor, mínimo de cafeína) até um cafezinho mineiro/carioca (mínima concentração de sabor, máxima extração de cafeína). Quanto mais concentrada a xícara preparada na máquina, mais espesso o creme ou “colarinho” que flutua sobre a bebida. Um bom expresso deve ter creme rico e encorpado, de cor caramelo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 501px; height: 600px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/de/Moka2.jpg/501px-Moka2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A “&lt;strong&gt;moka&lt;/strong&gt;”: essa cafeteira de origem italiana é a segunda melhor forma de fazer café, para aqueles que apreciam uma xícara do legítimo “espresso”. O vapor é forçado igualmente a passar através do pó, mas por suas características de construção isso se dá à pressão atmosférica e a uma temperatura pouca coisa superior à da ebulição da água ao ar livre, com menor extração de óleos essenciais e outros compostos do pó. Desta forma, exceto em alguns modelos modificados que contam com um pequeno peso como o das tampas de panelas de pressão, não há formação de creme.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 300px;" src="http://www.viladoartesao.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/coadordepano-225x300.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;coador&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;cafeteira&lt;/strong&gt;: forma mais comum de preparo, produz o popular cafezinho, cuja concentração depende apenas da proporção de pó para água que se use. Embora o coador de papel seja muito mais prático, o melhor sabor é obtido com o coador de pano. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO&lt;/strong&gt;: um coador de pano nunca deve ser usado novo/“virgem”. Antes do primeiro uso, deve-se passar um primeiro café “perdido” (não será bebido) por ele, e o pó usado deverá dormir dentro desse coador de um dia para o outro. Em seguida, o coador será apenas enxaguado com água corrente em abundância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nota: &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt; lave um coador de pano com água e sabão. Apenas enxágüe com bastante água e seque bem, deixando secar à sombra. Conforme o uso, o tecido se impregna de óleos essenciais e outras substâncias do café, resultando sempre em uma bebida melhor a cada passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, quando preparar a bebida em coador, é importante não ferver a água, que deverá estar àquela temperatura em que começam a surgir algumas bolhas de vapor maiores no fundo da panela/bule/leiteira antes de se adicionar o pó e desligar o fogo. É importante prestar atenção neste detalhe, pois deixar a mistura ferver ou permitir que a água abra fervura violenta antes de misturar o pó, no preparo em coador, faz com que a bebida oxide em contato com o oxigênio do ar, dando ao café o que os especialistas chamam de gosto de “queimado”. Mistura-se completamente o pó à água para garantia de uma boa infusão, até que se forme um creme sobre a superfície da água. Em seguida, derrama-se a mistura dentro do coador.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para encerrar esta postagem, duas receitas. Uma, do melhor drink que já inventaram nessa vida, o Irish Coffee; a outra, uma mousse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Irish Coffee:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Uma dose de whisky irlandês (25 ml)&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dois expressos longos&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uma colher de sopa bem cheia de açúcar mascavo&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Creme de leite fresco integral (para fazer creme batido, por que chantilly de lata NÃO PRESTA)&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Açúcar a gosto&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Preparo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Prepare o creme batido, batendo o creme fresco com açúcar a gosto até ficar tão próximo quanto você conseguir de chantilly (ou seja, bata enquanto você tiver paciência para bater – ajuda muito usar um batedor especial desses para bater claras em neve);&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Esquente a sua taça ou xícara com água quente;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dissolva o açúcar no whisky;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Adicione o café quente, deixando espaço para acomodar cerca de 1cm de altura de creme batido;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Verta o creme sobre as costas de uma colher apoiada na borda da taça ou xícara, para que o creme flutue sobre a bebida sem afundar.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Se minha explicação não ficou legal, clique no link e assista o vídeo (em inglês, sorry): http://www.youtube.com/watch?v=1Vfde8rCO-w&amp;amp;feature=related.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mousse de café:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt; 4 folhas de gelatina branca&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; 3 gemas&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; 2 colheres (sopa) de café&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; 1 xícara de leite&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; 1 lata de leite condensado&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; 3 claras em neve&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Chantily e cerejas para decorar &lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Modo de preparo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Prepare a gelatina conforme as instruções da embalagem;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Desmanche as gemas e o café no leite e reserve;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Misture bem a gelatina com o leite;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Leve ao fogo em banho-maria para dissolver completamente e deixe esfriar;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quando esfriar, junte o leite condensado e as claras em neve, coloque em taças e decore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Bom apetite, e boa insônia!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fontes bibliográficas:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.planetaorganico.com.br/cafebrev1.htm"&gt;http://www.planetaorganico.com.br/cafebrev1.htm&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.nationalgeographic.com/coffee/ax/frame.html"&gt;http://www.nationalgeographic.com/coffee/ax/frame.html&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.coffeeresearch.org/agriculture/coffeeplant.htm"&gt;http://www.coffeeresearch.org/agriculture/coffeeplant.htm&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422009000200011&amp;amp;script=sci_arttext"&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422009000200011&amp;amp;script=sci_arttext&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.acbb.com.br/"&gt;http://www.acbb.com.br/&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brikka"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Brikka&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.viladoartesao.com.br/blog/2008/07/cafe-no-coador-de-pano/"&gt;http://www.viladoartesao.com.br/blog/2008/07/cafe-no-coador-de-pano/&lt;/a&gt;; e&lt;/li&gt;&lt;li&gt;http://abic.com.br/scafe_receitas.html (aqui dá pra se acabar de fazer coisas com café e terminar de cozer o que restou do cérebro de uma vez!).&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-8061018411753411128?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/8061018411753411128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=8061018411753411128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/8061018411753411128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/8061018411753411128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/vai-um-cafezinho-ai.html' title='Vai um cafézinho aí?'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-2116668455389443515</id><published>2009-07-02T09:28:00.002-03:00</published><updated>2009-07-04T06:22:49.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><title type='text'>Provando que eu sou um alienado</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, bom dia:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A leitora Laivine (única a ter tanta coragem ou falta do que fazer a ponto de comentar neste blog até o momento) me informou que a notícia do post abaixo já é do ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Obrigado, Lai!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Buenas, de qualquer modo mantenho o post abaixo, por que é o registro de quando este alienado que vos escreve tomou conhecimento de mais este desastre "musical". É só mais uma prova de que ser alienado não é necessariamente negativo, já que nos poupa desse tipo de "informação", bem como de saber o que está acontecendo na novela das 8 que começa às 9, e tantas outras coisas sem as quais não se entabula uma conversação hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daí que está no meu perfil: Pra que amigos, se eu tenho os livros?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abração pra amiga Laivine (pãtz, tá parecendo programa de rádio AM daqueles bem &lt;strong&gt;rurais&lt;/strong&gt;) e bom dia pra todo mundo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-2116668455389443515?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/2116668455389443515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=2116668455389443515' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/2116668455389443515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/2116668455389443515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/provando-que-eu-sou-um-alienado.html' title='Provando que eu sou um alienado'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-2557222240963096361</id><published>2009-07-01T21:45:00.001-03:00</published><updated>2009-07-05T08:11:04.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu sabia que estava certo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><title type='text'>A propósito</title><content type='html'>&lt;p&gt;Fiquei sabendo hoje pela televisão que Chitãozinho e Xororó fizeram recentemente uma apresentação conjunta com o grupo FRESNO.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu não disse que eles são dois &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;prostitutos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-2557222240963096361?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/2557222240963096361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=2557222240963096361' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/2557222240963096361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/2557222240963096361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/proposito.html' title='A propósito'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-8958406976698032086</id><published>2009-07-01T15:52:00.004-03:00</published><updated>2009-07-01T16:21:26.161-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bobeira'/><title type='text'>Mini-resenha: coleção portuguêsa de Júlio Verne</title><content type='html'>Senhores, boa-tarde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria a troupe do Monty Python, "And now for something completely different".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das postagens programadas e algumas vinhetas, de vez em nunca também jogarei meia dúzia de parágrafos "de bobeira", para a freqüência de atualização não ficar baixa demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vou falar sobre uma iniciativa editorial da Publisher Comércio Internacional, aqui de São Paulo, distribuída nas bancas pela DINAP S/A, Distribuidora Nacional de Publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da colecção (com o C extra, por que está em português de Portugal) das obras completas de Júlio Verne, publicada quinzenalmente e atualmente em seu terceiro volume (pelo menos no eixo Rio-São Paulo, já que não sei se a distribuição será simultânea em todo o território nacional ou setorizada): 5 semanas em balão. A colecção abriu com Vinte mil léguas submarinas e seguiu com Viagem ao mundo em 80 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos na banca onde compro (estação São Joaquim do metrô) quase não houve divulgação. Também, imagino a felicidade dos jornaleiros, neste nosso país, quando se deparam com um produto tão pouco palatável quanto um livro grande (algumas centenas de páginas), de capa dura (cara de livro "velho").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo de Monsieur Verne é bastante peculiar, intercalando momentos de ação no melhor estilo block-buster com longas digressões psicológicas ou científicas. Estas últimas poderão parecer enfadonhas aos mais impacientes (confesso que por volta da metade de "Vinte mil léguas" as séries de peixes e organismos marinhos já me estavam aborrecendo um pouco), mas acredito que farão a delícia daqueles que tiverem vocações de cunho filosófico e ou naturalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, o trabalho editorial da RBA Coleccionables S/A (empresa espanhola responsável por elaborar esta colecção em 2003) está até bastante razoável. Exceto por alguns pequenos erros de impressão, os volumes são muito bem cuidados, com ilustrações de capa visualmente atraentes, em um estilo nostálgico que há de lembrar a cada um a biblioteca do vovô. No mesmo espírito estão as ilustrações em preto e branco das páginas internas, no melhor estilo "bico de pena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo e dou nota 8.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-8958406976698032086?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/8958406976698032086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=8958406976698032086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/8958406976698032086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/8958406976698032086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/07/mini-resenha-colecao-portuguesa-de.html' title='Mini-resenha: coleção portuguêsa de Júlio Verne'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-3482134919831432450</id><published>2009-06-29T07:10:00.005-03:00</published><updated>2009-06-29T07:45:39.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burocracia'/><title type='text'>Cenas dos próximos capítulos:</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, bom dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse micropost (para os meus padrões de prolixidade, é claro) é para adiantar a vocês a programação dos próximos posts.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A filosofia desta página será de alternar questões mais pesadas, indo desde liberdade de expressão para católicos até uma discussão semi-profissional sobre Economia Ecológica, com abobrinhas e perfumarias indo desde gastronomia (tema predominante para os primeiros posts "abobrinhentos") até dicas veterinárias para gateiros. Esta alternância se dará nas postagens principais, dos fins de semana. Os posts eventuais ao longo da semana tratarão sempre de burocracias e questões de relações públicas, a exemplo do de hoje.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isto posto, fica a programação para os próximos 3 fins de semana:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4/5 de julho: postagem "abobrinhenta" sobre café, falando sobre meus gostos (olha o ego aí, gente!), curiosidades enciclopédicas e dicas de preparo, além de uma ou duas eventuais receitas com café;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11/12 de julho: postagem "carga pesada" sobre Economia Ecológica, tema ao qual planejo inicialmente dedicar 3 postagens pesadas. A personalidade agressiva da postagem está garantida pelo choque direto entre as conclusões deste campo mais recente da ciência econômica (fusão de Economia com Ciências Ambientais) e a nossa atual cultura de consumo; e&lt;/p&gt;&lt;p&gt;18/19 de julho: postagem coringa, com tema a definir. Por enquanto apenas a leitora Laivine se manifestou (via &lt;a href="http://www.skype.com"&gt;Skype&lt;/a&gt;: sizenandoalves@gmail.com). Mas se manifestou, e é isso que conta), então o tema desse fim de semana pode ser Homeopatia. Já adianto que, se for, serão dois temas pesados em seqüência, por que eu vou assestar minhas baterias contra os princípios-base desta impostura científica (recomendo a leitura de  "&lt;a href="http://shopping.uol.com.br/livro-impostura-cientifica-em-dez-licoes-a-michel-de-pracontal_19110.html"&gt;A impostura científica em dez lições&lt;/a&gt;", de Michel de Pracontal) e fazer fogo bonito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As duas primeiras semanas já estão com seus posts em processo de elaboração (fermentando na minha cachola) e o coringa aguarda vossas sugestões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tenham um bom dia!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-3482134919831432450?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/3482134919831432450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=3482134919831432450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3482134919831432450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3482134919831432450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/06/cenas-dos-proximos-capitulos.html' title='Cenas dos próximos capítulos:'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-3828090558132530921</id><published>2009-06-26T23:27:00.002-03:00</published><updated>2009-06-26T23:33:52.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post gigante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Liberdade de expressão</title><content type='html'>&lt;div&gt;Senhores, boa madrugada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como informei no post anterior, agora publico aos sábados ou domingos (madrugada de sexta para sábado também serve).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tema de hoje é de especial interesse para mim, por que me afeta diretamente. E acredito que é de interesse para todos os irmãos da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana, mas na internet quem é do mundo gosta de nos identificar através da sigla, como se fossemos uma organização paramilitar ou sei lá eu o que). Antes, um esclarecimento. Não sou sacerdote. Sou um leigo, apenas e tão somente um fiel leigo. Mas como todo fiel, sou parte da Igreja, como irmão em Cristo e portanto parte do Corpo Místico de Cristo que é a Santa Madre Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrevo hoje sobre liberdade de expressão, e temo pelo dia em que sentirei a necessidade de escrever sobre liberdade de pensamento. Por que liberdade de expressão, em qualquer lugar e por mais que queiram dizer o contrário, é igual a onça pintada, sogra e software livre. Todo mundo é a favor, mas ninguém quer na própria casa. Sim, por que todo mundo é a favor da liberdade de expressão, até a hora em que o primeiro católico resolve abrir a boca ou clicar em "Responder"/"Postar"/"Publicar"/etc. Não é complexo de perseguição, são fatos. No momento em que a pessoa se declara cristã, metade do público já prepara as foices e as tochas. E assim que o infeliz se declara católico, então, o resto do público acende a fogueira e prepara o molho vinagrete. Se é na rede, já pega fama de troll e/ou é trollado, se é no mundo real, quem não tacha de beato falando na cara tacha pelas costas. E quem mais advoga pela liberdade de expressão é justamente o primeiro a amolar as facas e juntar a lenha, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exemplo típico: debates sobre células-tronco. Todo mundo pode falar o que bem entender, com ou sem embasamento científico, falando ou não em implicações éticas, sendo contra ou a favor da clonagem de seres humanos, favorável ou contrário à criação de quimeras/híbridos dos mais variados tipos, &lt;strong&gt;até o momento em que o primeiro católico abre a boca pra falar contra o uso de células-tronco embrionárias&lt;/strong&gt;. Pode experimentar, não falha. A primeira reação sempre é de "Calem a boca deste obscurantista!". Ninguém pergunta, ninguém lê o resto da postagem ou permite que o indivíduo conclua sua argumentação em prol do uso de células-tronco &lt;em&gt;adultas&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;induzidas&lt;/em&gt;, nada. É de "Cala a boca, seu ignorante abjeto!" pra baixo. E o mais chato é que, embora os laboratórios farmacêuticos e os acadêmicos famintos por verbas de pesquisa neguem até a morte, todos os tratamentos efetivos desenvolvidos até hoje foram desenvolvidos a partir de células-tronco adultas, nunca a partir das embrionárias, que só Deus sabe como é que se manda que virem células do tecido certo pra cada ocasião (literalmente...).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, alguém aí de fora da ICAR sabe por que é que no Brasil o "prazo de validade" de embriões congelados é declarado como sendo de 3 anos? Por que na época da declaração era essa a idade média de uma fatiazinha bacana dos estoques, disponibilizando assim material a vontade para os primeiros estudos laboratoriais com verbas ($$$ é a palavra mágica, nesses assuntos), e por que era o máximo que se tinha noticiado à época, no Brasil, de idade de um embrião implantado que depois virou bebê. Só que lá fora as idades foram ajustadas para 8 anos, 10 anos e depois agasalharam de vez que não tem, por que há notícias e mais notícias na rede para quem googlear 13 year frozen embryo. Juro! Um embrião congelado por 13 aninhos foi implantado e a criança (se não me falha a memória britânica) tá feliz e saltitante por aí. Isso fora os casos de embriões de 8, 10 e 12 anos, mas vamos logo botar o pau da barraca em órbita. A verdade é que não tem esse prazo de validade, pessoal. Um embrião é vida até a hora em que alguém faz com que deixe de ser, não importa o quanto o mundo esperneie (e lá vem mais pedra do mundo, mas eu quero é mais).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando o infeliz resolve advogar pelos valores da temperança e da castidade, então? Aí é gente virando as costas e saindo, inclusive perdendo a amizade, no mundo real, e ameaça de kick/ban no mundo virtual. Aliás, não me espanto nada se meu blog for "denunciado" depois dessa postagem. Fora a sanha com que todo mundo passa a procurar uma brecha para tacar pedrada na pessoa. Não foi a toa que o Filho do Homem, no sermão das bem-aventuranças, deixou-nos esta mensagem tremenda: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Bem aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada mais real, nada mais verdadeiro. A cada vez que um de nós ousa lembrar de que viemos para ser &lt;strong&gt;luz do mundo&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;sal da terra&lt;/strong&gt; e tenta agir de acordo, as patadas e pedradas voam de todos os lados. Daí que eu digo que eu quero é mais. Por que vá falar alguém, hoje, em disciplina, a ver se não o tacham de retrógrado e metido a milico.  Vá falar alguém, hoje, em temperança, sem que lhe pespeguem epítetos tão desdourantes quanto &lt;strong&gt;santarrão&lt;/strong&gt;, se não mais. Vá falar alguém hoje em castidade, a ver se não lhe atulham a caixa postal com preservativos, como já planejaram fazer a Sua Santidade, o Papa. Vá alguém postar um texto referente a qualquer destes valores em um fórum, a ver se não recebe no mínimo uma MP do administrador. Vá alguém escrever sobre isso em um blog, a ver se não lhe entopem a caixa de comentários com gentilezas do tipo "crente idiota", "virgenzinho estúpido" ou "hipócrita defensor de pedófilos". Enfins, a coisa mais gentil que alguém pode ouvir é algo do tipo "Nossa, como fulano &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ostenta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; essa tal dessa fé!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois que seja, é meu dever "ostentá-la", por que "&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;". Então digam o que quiserem, por que aos olhos do mundo eu tenho é obrigação de "ostentar", mesmo. E que venham as pedradas, por que eu quero é mais!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na sequência, a coisa mais óbvia é começarem com as mistificações do gênero "a igreja é uma força obscurantista que sempre lutou contra o progresso da ciência" e "os católicos são um baluarte do atraso, da truculência e da hipocrisia, como bem atesta A INQUISIÇÃO" ou ainda "é muito bonito falar tudo isso enquanto os padres comem criancinhas".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E dá-lhe o cidadão ter que se defender e defender à Igreja contra as mesmas acusações distorcidas, infundadas ou mal formuladas, vez após vez, principalmente por que para muitos dos que as lançam ao nosso rosto não importa o que respondemos, pois o fazem de forma retórica como guardiões das verdades históricas e da razão. O caso mais clássico é ouvir falar, vez após vez, que a Igreja quase queimou Galileu por causa de seus escritos científicos heliocêntricos. Primeiro: não foi por causa disso que Galileu foi chamado por um Tribunal do Santo Ofício, mas por uma questão de desobediência e de emissão de opiniões incorretas em questões de Doutrina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Papa Urbano VIII tinha aconselhado pessoalmente a Galileu (católico fervoroso, diga-se de passagem) que escrevesse seu "Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo" como uma apresentação imparcial das hipóteses geocêntrica e heliocêntrica, para que a igreja tivesse tempo de apresentar aos fiéis uma argumentação filosófica e disciplinar (não dogmática, pois os dogmas são inalteráveis, nem doutrinária, por que não era o caso) adequada às conclusões astronômicas e sem prejuízos à compreensão das Escrituras por parte dos fiéis. Como os responsáveis pela avaliação do livro não tinham suficiente conhecimento astronômico para a empreitada de julgar esse material, como Galileu acabou por privilegiar totalmente o sistema heliocêntrico de forma parcial (ao contrário da recomendação papal, que era de apresentar inicialmente o heliocentrismo como um dispositivo matemático para melhor explicação dos fenômenos astronômicos) e como um dos personagens do livro de Galileu apresentou os argumentos geocêntricos de forma caricata e Urbano VIII se reconheceu na caricatura, acabou que o astrônomo foi convidado a dar explicações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro clássico é se deparar com o conceito (pré-conceito, na verdade) de que a Igreja diz que sexo só se faz com fins de reprodução: mas você faz &lt;strong&gt;tudo&lt;/strong&gt; o que a Igreja manda? Não faz sexo fora do casamento, não se masturba, não usa preservativo, não isso, não aquilo, não aquilo outro...? Nada mais falso, senhoras e senhores. O sexo em si mesmo não é mau, mau é o mau uso que se faz dele. Segue abaixo um texto que postei em um fórum do mundo, a respeito do assunto:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"O que acontece é que, ao contrário do que o mundo fala, sexo une as pessoas. Daí a importância de não se fazer fora de um relacionamento conjugal.Você certamente já deve ter ouvido falar de pelo menos um(a) amigo(a) que tenha um relacionamento horroroso com outra pessoa, da qual não consegue se desvencilhar por que "o sexo entre nós é incrível", não?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Vem disso, do fato de que o ato sexual é um momento de intimidade tão grande e tão absoluta que forçosamente deixa uma marca, um elo, entre as pessoas que o praticam. Por mais mínimo que seja, mas deixa. E o sexo foi feito assim justamente (entre outras coisas) por esse motivo, para que o casal que escolheu unir suas vidas tenha mais e mais motivos para permanecer mais e mais unido. Por que o sexo em si mesmo é bom, mau é o mau uso que se faz dele. De resto, assim como qualquer outra parte da criação, diga-se de passagem. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Fazer sexo só por fazer sexo é tão incompleto e inadequado quanto comer por gulodice. Alguém que sai transando só pelo prazer é como um gordinho que se entope de chocolate só por que é gostoso. Da mesma forma, o sexo dentro de um casamento feliz é um momento abençoado de felicidade e completude, da mesma forma que uma refeição em família, em uma mesa cercada de parentes e amigos que conversam e riem felizes por estar contigo, é um momento de felicidade e união."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Simples, mas quem não crê, e principalmente &lt;span style="font-size:130%;"&gt;quem não quer crer&lt;/span&gt; vai achar dificilímo de entender ou mesmo verdadeiramente insano/ininteligível. Em verdade, estreita é a porta e árduo o caminho para a salvação, e a sabedoria de Deus é loucura aos olhos dos homens! Mas antes que alguém venha me chamar de santo ou beato, já informo que cometi muitos erros ao longo da vida e os cometo até hoje. Sou humano, ora, pílulas! O que nos diferencia enquanto católicos é que nós nos sabemos peregrinos nesta terra e, apesar das constantes quedas, nos esforçamos para nos manter em pé e caminhando rumo à Jerusalém Celeste. Minha vontade ainda não se conformou totalmente à do Pai Eterno, mas sempre que eu me lembro eu peço que o Altíssimo torne meu coração mais conforme ao Seu. Justamente por isso, também, é que temos o sacramento da Reconciliação (a.k.a. Confissão e penitência).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra atitude, menos comum e mais "gentil", é uma espécie de condescendência intelectual, essa já mais característica dos ateus, muitos dos quais acham que somos "coitadinhos" necessitados de "esclarecimento". Já me perguntaram se eu corri de volta para a fé por causa de algum perrengue na vida. Como se a Fé fosse um escapismo, característico de pessoas fracas e incapazes de enfrentar a realidade de forma racional. Não, senhoras e senhores, não é escapismo compreender que há uma Causa Primeira para o Universo e que essa Causa Primeira é um Deus pessoal e que nos ama. Convido quem estiver disposto a uma senhora aventura intelectual a ler a Summa Theologica de Tomás de Aquino (aviso, está em inglês): &lt;a href="http://www.newadvent.org/summa/"&gt;http://www.newadvent.org/summa/&lt;/a&gt;. Vai levar um tempão, pois são 4 longos livros, eu mesmo ainda estou no começo. Mas realmente vale a pena para quem quer entender melhor como pensa a ICAR. Também recomendo, nesse sentido, o Catecismo da Igreja Católica (em português de Portugal, e ainda preciso ler inteiro e com calma - até agora só tinha lido o Compêndio, que é uma versão abreviada sob a forma de perguntas e respostas): &lt;a href="http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html"&gt;http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também não posso esquecer dos relativistas espirituais, que acreditam que toda forma de religiosidade é positiva e nos acusam de "querer monopólio". Aí vai um debate individual com cada um, que não caberia aqui (o post já está gigante até na minha opinião). Mas cabe mais uma digressão, para aqueles que dizem que toda e qualquer religião institucionalizada é apenas um clubinho onde se reunem pessoas geográfica e/ou consangüineamente próximas. Para estes, deixo meu testemunho pessoal de único católico fervoroso da família e as conversões que presenciei tanto pessoalmente (no grupo de catequese para jovens e adultos de minha paróquia, que convenci minha esposa a freqüentar antes de nos casarmos na Igreja) quanto à distância (testemunhos e reportagens no periódico católico This Rock, da Catholic Answers - http://www.catholic.com/magazines/thisrock.asp), bem como a sugestão de pesquisar sobre movimentos missionários e congregações como a dos Vicentinos e a dos Jesuítas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, a velha história de falar de padres pedófilos como última barreira para nos mandar calar a boca. Cabe informar que, segundo me consta, um procedimento comum da Igreja é transferir os acusados de pedofilia para regiões distantes do local da acusação, com os seguintes objetivos:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;1) Impedir que o sacerdote em questão possa interferir no rumo das investigações, seja por intimidação ou por qualquer outro meio;&lt;/div&gt;2) Em caso de culpa real, cumprir o duplo propósito de livrar as vítimas da ação deste culpado e dar ao mesmo ocasião e tempo de fazer penitência em lugar mais retirado; e&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3) Em caso de inocência, se necessário for para a segurança do acusado, livrá-lo das mãos de seus falsos acusadores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada de acobertar culpados, não é mesmo? Mas quem é que diz que isso aparece na imprensa? As punições eclesiásticas não vêm a lume não por que não ocorram, mas por que não é do interesse da imprensa dizer que ocorreram. Desmentidos não vendem jornais e punição eclesiástica de padres é algo que só interessa à Igreja, não aos demais leitores, ouvintes e telespectadores. E tantas e tantas outras coisas que eu poderia escrever aqui, em um post gigante até para os meus próprios padrões. Mas acabei entrando em uma bela digressão e é melhor voltar ao ponto principal, que é: liberdade de expressão só existe enquanto você não ofende os ouvidos do &lt;em&gt;mundo&lt;/em&gt; com a &lt;strong&gt;Palavra da Vida&lt;/strong&gt; e com a sã doutrina da Fé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um último exemplo, com o qual encerro meu caso, é essa nova legislação "anti-homofóbica", que criminaliza toda e qualquer crítica pública ao "estilo de vida homossexual", como se os irmãos afligidos por atração pelo mesmo sexo fossem uma "minoria necessitada de defesa de seus direitos como cidadãos" e qualquer um que dissesse o contrário fosse um criminoso da pior espécie, da mesma laia de quem abusa de menores ou de quem espanca mulheres. Pois não são essa minoria a ser defendida, não. São pessoas que padecem de uma moléstia espiritual gravíssima e necessitam de preces e orientação. Quem quiser me apedrejar, fique a vontade, pois assim fizeram vossos pais aos profetas, que Ele enviou antes de enviar os santos apóstolos e de nos mandar a todos que evangelizemos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois afastar-se do projeto original do Criador é a própria definição de pecado, que por sua vez é a verdadeira moléstia da alma, que adoece ao escolher um bem terreno aparente ao invés do Bem Supremo que é Deus, quando se afasta de Sua Vontade. E o projeto original do Criador para o sexo é que este seja vivido dentro do casamento. No entanto, vá alguém dizer isso sem ser chamado de "medieval", "homofóbico", "preconceituoso", "intolerante" ou coisa que o valha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, o conceito de tolerância é outra história que renderia uma postagem inteira. Só deixo aqui o resumo da ópera: ame a pessoa humana do pecador, sim, mas não ame o pecado que ela comete. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Amor ao próximo, sim, "&lt;em&gt;tolerância&lt;/em&gt;"/&lt;strong&gt;CONDESCENDÊNCIA para com as falhas do próximo&lt;/strong&gt;, não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui fica mais um ponto: união civil para estes irmãos, sim. Afinal de contas, o Estado é laico. Mas casamento, NÃO. Casamento é o sacramento do matrimônio, então não tem conversa. Contrato de união civil pode ser celebrado até entre uma alface e uma lapiseira, mas Casamento é entre um homem e uma mulher católicos. Por que não orna querer "casar na igreja" sem ser católico. É o mesmo que querer fazer um Bar-Mitzva sem ser judeu, peregrinar para Meca sem ser muçulmano ou se banhar no Ganges para fins de purificação espiritual sem ser hinduísta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E com essa última observação eu me retiro e aguardo os garfos de feno, as tochas e os urros da multidão enfurecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-3828090558132530921?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/3828090558132530921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=3828090558132530921' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3828090558132530921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3828090558132530921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/06/liberdade-de-expressao_26.html' title='Liberdade de expressão'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-5424464429585554992</id><published>2009-06-24T17:12:00.004-03:00</published><updated>2009-06-24T23:40:51.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='erratas'/><title type='text'>Adendo à postagem de hoje.</title><content type='html'>Pois é, postar com pressa dá nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, esqueci de dizer que chá não se adoça. Seja com mel, com açúcar (branco, mascavo, rapadura ou melaço, tanto faz) ou com adoçante. Chá se saboreia puro, ou acompanhado de doces (como os japonêses costumam fazer na cerimônia do chá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esqueci de mencionar o chá verde no estilo japonês (a granel, em pó e feito mais concentrado) e o genmai-chá (chá verde com arroz torrado), bem como os chás de gengibre (puro ou com especiarias - mas aí já vira quentão, né?) e de ginseng. Todos pedem, assim como o chá de jasmim, que se os tome com tempo para aproveitar totalmente a experiência. O genmai-chá é uma experiência gastronômica no mínimo curiosa, pois o sabor do arroz torrado produz um resultado final único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chá de ginseng, normalmente encontrado em envelopes individuais de papel alumínio composto com filme plástico, é mais usado no combate à fadiga, mas também tem um sabor bastante delicado e agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, preciso mencionar o uso do chá verde na culinária. Não apenas como sabor de bolos e sorvetes (vocês precisam experimentar isso vindo ao bairro paulistano da Liberdade), mas em um prato da culinária japonêsa pouquíssimo conhecido fora da colônia, que é um dos diversos tipos de chirashi-zushi. Chirashi-zushi é quando você prepara uma tigela de arroz puro (gohan) e cobre com tiras de peixe, ovas ou outro tipo de "recheio" usado em sushis. Neste tipo específico de chirashi, você completa o prato derramando chá verde quente sobre a tigela, o que coze o ingrediente que cobre o arroz e ainda empresta o delicado sabor do chá verde ao resultado final. Um dos tipos mais comuns é o de atum, chamado maguro-chá (maguro é atum, em japonês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agradeço à leitora Laivine pelas informações sobre chimarrão:&lt;br /&gt;1) Amargo &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; se adoça;&lt;br /&gt;2) &lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt; quebre o sabor do amargo com a adição de erva cidreira ou outros artifícios similares (já vi gente colocando leite em pó junto com o mate, dá pra acreditar?);&lt;br /&gt;3) &lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt; deixe que o amargo esfrie; e&lt;br /&gt;4) &lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt; mexa a cuia até a erva desmoronar.&lt;br /&gt;A água quente é jogada sobre a erva para que o sabor saia, não precisa ficar mexendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, também preciso fazer um adendo ao post sobre música. Esqueci de mencionar o folk-rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folk-rock é um gênero que se caracteriza pelo uso de letras folclórico-mitológicas e instrumentos típicos de uma ou mais culturas antigas. Suas melodias costumam ser ricamente elaboradas e suas letras se referem a lendas e mitos antigos, muitas em idiomas mortos ou pouco usados, como latim e diversas versões de gaélico. Seus ouvintes estão mais próximos do padrão dos ouvintes de rock progressivo do que dos de qualquer outra vertente, com a exceção de alguns Nova-Era perdidos no meio do grupo. Mais uma coisa: folk-metal não é metal propriamente dito, é folk com um ou dois elementos originalmente característicos do metal (normalmente trechos de instrumental &lt;em&gt;torturado&lt;/em&gt; e/ou trechos de vocais guturais). E os ouvintes de folk-metal, embora muito mais próximos do padrão dos ouvintes de progressivo, às vezes podem ser afetados pelo messianismo característico dos metaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando eu farei um ou outro adendo aos posts anteriores, conforme a memória e o tempo ajudarem e os leitores ajudarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o fim de semana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-5424464429585554992?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/5424464429585554992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=5424464429585554992' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5424464429585554992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/5424464429585554992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/06/adendo-postagem-de-hoje.html' title='Adendo à postagem de hoje.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-6956237201680853097</id><published>2009-06-24T08:12:00.005-03:00</published><updated>2009-06-24T09:38:29.617-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frescura'/><title type='text'>Chá.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, bom dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em primeiro lugar, algumas informações de ordem burocrática, que fiquei a dever no primeiro post. A frequência de postagem que planejei para essa nova empreitada é de uma por semana, a partir do próximo fim de semana, e os posts serão redigidos e postos no blog preferencialmente aos sábados, podendo ficar para o domingo em caso de contratempos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos leitores, peço que comentem, para que eu possa ter uma idéia do tipo de maluco que meu texto conseguiu atrair e possa planejar a pauta de uma a cada 5 ou  6 postagens "em função do interesse público": o assunto será sugerido por um ou mais leitores, mas o ponto de vista será o deste pascácio que por hora vos digita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isto posto, vamos ao exibicionismo inútil do dia: chá. De saquinho, a granel, enlatado pronto ou em refrigerantes, definitivamente é minha bebida não-alcoólica favorita e, como todo pedante que se preze, gosto de acumular cultura inútil sobre as minhas preferências (jura? Nem parece...). Mas antes de escrever sobre o pouco que eu sei, um apelo aos fabricantes de bebidas prontas à base de chá: &lt;strong&gt;PAREM DE COLOCAR ÁCIDO CÍTRICO EM TUDO&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;!!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Falando sério, em bebidas à base de chá preto ainda dá para perdoar, por que é parte da tradição inglêsa servir alguns dos diversos "brews" de chá preto com gotas de limão para "temperar", enquanto outros são servidos com gotas de leite. Mas em bebidas à base de chá verde é desastre na certa. O chá verde e sua variante branca - colhida das pontas e brotos duas vezes ao ano - têm sabores extremamente próprios e suaves, absolutamente incompatíveis com a agressividade característica das frutas cítricas (principalmente do limão). Aqui em São Paulo é possível adquirir, em lojas de produtos orientais (na Praça da Liberdade há algumas fantásticas), chá verde pronto engarrafado de produção chinêsa, que não tem o maldito ácido cítrico na receita, e a diferença de sabor é algo simplesmente absurdo. Desde que tomei a primeira garrafa dessa marca, me recuso terminantemente a consumir os produtos da marca "Feel Good" e de outros produtores nacionais, que insistem em fazer bebidas de chá branco (ainda mais suave e delicado que o verde comum) COM LIMÃO. Pelo amor do milho, chá verde e chá branco não são cachaça pra fazer batida!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Protesto feito, vamos a um pequeno &lt;em&gt;debate&lt;/em&gt;: em saquinhos ou a granel? Na verdade é mais uma questão de quanto você consome, tanto no curto (bule grande, bule pequeno, só uma xícara por vez?) quanto no longo (quantas xícaras por semana? ao mês? ao ano?) prazo. A granel é melhor para quem faz bules médios ou grandes a cada vez, e/ou toma grandes quantidades no longo prazo. A forma a granel perde princípios aromáticos muito mais rápido depois que a embalagem é aberta pela primeira vez, mas tem a conveniência de não se precisar lidar com 6 ou mais bolsinhas na hora de fazer um bule maior para mais gente, mais frio ou simplesmente maior consumo por vez. A melhor proporção costuma ser de uma colher de chá da planta por xícara e mais uma para o bule. Já as bolsinhas/saquinhos são mais práticas para xícaras individuais ou para quem toma pouco chá no longo prazo, preservando os aromas das plantas por mais tempo após a abertura da caixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu, particularmente, prefiro a granel em casa e em saquinhos quando estou fora. Tenho uma xícara na minha baia e algumas caixas de saquinhos, e pego água quente na cantina da faculdade (pesquisador na engenharia elétrica da POLI, quem é de lá conhece o Dentinho's).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já em relação aos tipos de chás. Minha preferência, ultimamente, é pelo chá verde. Os chás pretos, tais como Orange Pekoe, Darjeeling e Earl Grey, têm níveis de cafeína muito elevados e meus neurônios precisam de uma pausa. Fora isso, ainda preciso fuçar na rede para descobrir se a Camelia sinensis tem propriedades digestivas quando não é fermentada, por que o tanto que eu consigo comer a mais após duas ou três xícaras de chá verde em relação ao tanto que eu consigo comer sem o chá é realmente impressionante. Para quem conhece, na Rua da Glória tem um "coma o quanto aguentar" de comida japonêsa que tem de um tudo, desde ostras frescas até rolinhos de ouriço do mar. Sem o chá verde (normalmente quando escolho sakê), saio de lá me sentindo empanzinado. Com o chá, como 150% do que comeria sem e nem sinto que comi muito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma variedade de chá verde que merece atenção especial é a mistura do chá &lt;strong&gt;verde&lt;/strong&gt; (totalmente isento de fermentação) com flores de jasmim. Gostaria de ter uma máquina do tempo só para poder cumprimentar e agradecer o chinês que descobriu que essa mistura funciona. Recomendo tomar puro, sem acompanhar com doces ou qualquer outra coisa, e com tempo para dedicar à experiência única que é degustá-lo. O chá verde com jasmim (ou simplesmente chá de jasmim) deve ser apreciado com calma e de forma contemplativa, para se perceber as nuances da mistura da Camelia sinensis com as pétalas de jasmim selecionadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas sempre apreciei muito o chá preto - conhecido pelos chineses como chá vermelho ou pu-ehr. Meu favorito nessa linha é o Orange Pekoe, de produção indiana (assim como o Darjeeling) e feito a partir de folhas selecionadas uma a uma, e consumido puro (pelo menos para o meu gosto, mas se algum britânico ler isso eu agradeço se me informar se seu complemento tradicional é leite ou limão). O Earl Grey já é mais um gosto adquirido, pois a mistura da erva fermentada com o óleo de mexerica (bergamota é mexerica em português de Portugal) resulta em algo totalmente peculiar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O chá do tipo Oolong, um verde semi-fermentado que não chega a preto, é o rosê dos chás de Camelia sinensis (verdes, brancos, Oolong e vermelhos/pretos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas não existe apenas a Camelia nessa história toda. Outra gigantesca família é a dos chás "de tempero" ou "medicinais": hortelã, manjericão, alecrim, maçã com canela, camomila, erva doce, anis e erva cidreira. Aquele cházinho que a vovó faz quando estamos mal, ou para ajudar a dormir. Meu preferido é o de erva cidreira ou capim-cidrão, que tem sabor de infância. O jardim da casa dos meus pais tinha uma touceira grande de capim-cidrão, da qual colhíamos, lavávamos e preparávamos um punhado tantas vezes quantas a touceira aguentasse sem começar a diminuir. De qualquer forma, a dica aqui é sempre que possível usar o ingrediente fresco, exceção feita ao anis ou anis-estrelado. E sempre que possível na forma a granel, para fazer grandes bules.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda ficam mais duas categorias, a dos chás de frutas e a das "misturinhas". Chás de limão, maçã e groselha preta e coisas do tipo "Bom dia feliz", "Doces sonhos" e outras invencionices. Os de frutas são melhores em saquinhos, para acompanhar um lanchinho da tarde, e as misturebas são melhores não tomadas. Principalmente as da Oetker, fujam daquilo como o diabo da Cruz, que a receita base é sempre a mesma: flor de hibisco, botões de rosa, corantes e aromatizantes - BLEARGH!!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pior que misturinha, só a mania de colocar ácido cítrico nas bebidas prontas. Já há uma marca de refrigerante à base de chá verde no mercado, e eis que a infeliz é de chá verde COM LIMÃO. Gostaria sinceramente de saber por que cargas d'água toda a produção nacional de bebidas gaseificadas (exceção da Coca, que leva ácido ortofosfórico - obrigado pela informação, Desfavor!) e de bebidas prontas com chá entope as latas e garrafinhas com essa gereba. Os refrigerantes tem acidulante ácido cítrico e os chás são "com pêssego" ou "com limão". Saco!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E deixando o melhor para o final, nossa amiga, a erva-mate: Ilex paraguariensis. Torrada, faz o chá mate, que é ótimo no calor e, esse sim, é apropriado para se tomar com limão, com abacaxi ou misturado com absolutamente qualquer outra coisa, conforme demonstrado à exaustão por estabelecimentos como os da rede Rei do Mate. Crua, é o bom e velho chimarrão, a respeito do qual convido os leitores gaudérios a falar nos comentários. Nada melhor em um dia de frio, mas frio de verdade, que uma boa cuia de amargo partilhada com os amigos. Por que o chimarrão é um rito social, com algumas regras básicas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Primeiro: chimarrão NÃO É quente demais. A temperatura é ideal para esterilizar a bomba, já que a bebida passa pela roda como um cachimbo da paz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo: não se mexe na bomba depois que a cuia foi "montada", senão a bomba entope (a menos que você use aquelas camisinhas de bomba).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terceiro: a primeira cuia é de quem "monta", que deverá descartar o primeiro gole da primeira cuia, já que a concentração de cafeína desse primeiro gole pode equivaler a uma cuia inteira depois de algumas águas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quarto: cada um que bebe deve tomar toda a sua cuia, até "roncar". Ou seja, tome toda a bebida da cuia, até a bomba fazer barulho com a passagem de ar. Só aí é que se passa a cuia adiante para se adicionar nova dose de água quente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se não me engano tem mais duas ou três coisas, mas a memória me escapa. Novamente, fica aqui o pedido aos gaudérios que me socorram repassando as regras que tiverem faltado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até o fim de semana, pessoal!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-6956237201680853097?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/6956237201680853097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=6956237201680853097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6956237201680853097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/6956237201680853097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/06/cha.html' title='Chá.'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7579229069178180448.post-3378317121147863782</id><published>2009-06-23T04:08:00.004-03:00</published><updated>2009-06-23T08:34:12.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blá-blá-blá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>&lt;p&gt;Senhores, boa madrugada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São 4 da matina, e estou feito uma coruja, com os olhões abérrrtos (tentativa de sotaque caipira failed...).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje em dia qualquer um pode ter um blog, então lá vamos nós tentar de novo. Afinal de contas, o melhor do Brasil é o brasileiro e a teimosia é a força de vontade dos chatos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas vamos começar isso com um tema, a ver se dessa vez vai (pro vinagre, pro brejo, mas pra algum lugar vai). Vou falar sobre músicas (um bom bocado) e ouvintes (nem tanto), mas não esperem grandes ensaios antropológicos. Essa postagem será toda de orelhada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abrindo com o que eu gosto de ouvir (pode me chamar de narcisista, eu sou &lt;strong&gt;mesmo&lt;/strong&gt;!):&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1) Música celta: Enya, Clannad, The Chieftains, Altan, Anúna, Celtic Woman, etc. Ritmos contagiantes, letras que são pura poesia, melodias poderosas e/ou pungentes, e o som das diversas variedades de gaélico é realmente qualquer negócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2) Música japonesa: enka (gênero meio ocidentalizado mas ainda muito característico dela, vocais femininos fantásticos - desde que você não se preocupe com diabete, já que o nível glicêmico de muitas das músicas é quase inigualável), folk japonês (shamisen - "violão" de 3 cordas -, shakuhachi - flauta de bambú - e koto - híbrido de violão e harpa) e trilhas de animês, games e filmes (Joe Hisaishi é &lt;strong&gt;o cara&lt;/strong&gt;!).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3) Música erudita: tudo, desde Barroca até Clássica Contemporânea. Googleiem Iannis Xenákis, Arvo Part, Eric Satie e Einojuhani Rautavaara, só para começar a brincadeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4) Jazz, soul e blues: muuuita música. Vou deixar alguns nomes: Eberhard Weber, Dave Brubeck, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin, Thelonious Monk e Charles Mingus. Tem mais, mas não estou com vontade de fazer listas completas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5) Samba de raiz: Beth Carvalho, Noel, Cartola, Pixinguinha e tantos outros mestres. Por que samba de verdade é uma coisa, essa porcaria que enfiam nas rádios é outra completamente diferente, ao contrário do que eu leio ou ouço em alguns lugares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6) Sertaneja de raiz: Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Renato Teixeira, Rolando Boldrin, Almir Sater, Jacó e Jacozinho, Inezita Barroso e mais tantos outros mestres. Novamente, sertaneja de verdade é uma coisa, sertanojo é outra. E Xitãozinho e Chororó não são músicos, são prostitutos. Se tem uma dupla de vendidos no cenário musical brasileiro, são eles. Peguem seus primeiros discos, com pérolas como a canção que dá nome à dupla e "A majestade, o sabiá", e esse lixo que eles fazem hoje, e me digam se não dá vontade de pegar os dois e dar-lhes uma surra de peixe morto!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7) Badi Assad: essa moça merece um verbete à parte, como de resto todo brasileiro que precisou ir para o exterior para poder fazer sucesso (gravadoras e rádios, vosso lugar no inferno está garantido!). Deixo o link para sua página oficial, a voz dela é uma seda e sua musicalidade transborda de uma forma indescritível a cada canção: http://www.badiassad.com/.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E já chega, que ainda tem chão e eu quero dizer mais coisas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Análise do ouvinte: metido a culto, exibido e esquizofrênico. Ou seja, eu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora vamos à descida de lenha gratuita e entupida de generalizações, que era o verdadeiro propósito dessa postagem quando eu tinha começado. Quero encher o saco de meio mundo e agradar apenas quem for tão "seboso" quanto eu. Spoiler: muito achismo e muitas generalizações estúpidas (pleonasmo? talvez...).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Axé: ritmo enjoado, letras obtusas e emburrecedoras, filosofia de vida medíocre (sexismos ao luar, pornografia e apologia à imbecilidade), coreografias obscenas e muito jabaculê para as rádios (tomem nota: quanto só toca na base do jabá, boa coisa não pode ser). Prova matemática de que só toca com jabá: sintonizem vossos rádios agora no inverno e percebam como tem bem menos axé que de costume no ar. Esse "ritmo" pertence à categoria "músicas de calor"/"músicas de verão", que empesteia as ondas do rádio com mais força por volta do Carnaval, categoria essa que só existe graças ao mau e ancestral jabaculê. Seus ouvintes costumam ser pessoas rasas ou pouco afeitas ao raciocínio lógico, com gostos pouco ou nada refinados e faltos de cultura musical (ou de qualquer outra espécie). Quem ouve axé não ouve música erudita. O mesmo diagnóstico e quase a mesma descrição caem como uma luva para o "funk carioca".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pagode: letras medíocres, melodias pobres, ritmos primários, harmonia zero e muito jabá. Quem ouve e diz que é samba definitivamente não entende Fanta-uva de música. Aliás, cabe aqui um esclarecimento: o nome pagode não pertence, originalmente, a essa degeneração do samba que as grandes gravadoras empurram goela abaixo de nossa pobre patuléia ensandecida. Pagode, originalmente, era um ritmo sertanejo conhecido como &lt;strong&gt;pagode de viola&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;pagode caipira&lt;/strong&gt;. Fica um link para quem quiser se aprofundar: http://www.revistaviolacaipira.com.br/link09-18.htm. Os ouvintes do pagodinho de plástico (essa excrecência derivada - mal e porcamente, diga-se de passagem - do samba, onde um canta com voz anasalada e 8 fazem dancinha tosca atrás do "vocalista") são ainda mais obtusos e barbáricos que os ouvintes de "música de calor" (axé e "funk carioca").&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rock: aí a coisa complica. Existem algumas variedades de rock, e cada uma é um gênero musical completamente distinto. Vou mencionar algumas famílias, mas a lista completa pediria um post só para isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos começar com os diversos tipos de metal: É TUDO A MESMA COISA. Se metal, então tudo igual. Hmmm... Quase tudo, por que tem os metais melódico e progressivo, que fazem parte da família do rock progressivo, e não da família heavy-metal. Mas tirando esses membros da família do progressivo, todo metal tem vocais guturais, letras questionáveis e mais "atitude" que musicalidade. Seus ouvintes são fanáticos da pior espécie e acham que são a última Coca-Cola gelada no meio do deserto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rock progressivo e krautrock: letras psicodélicas ou ausentes (muita música instrumental pura nessa família), melodias intrigantes, harmonias incomuns e capacidade de remeter a estados alterados de consciência. Grupos e artistas como Tangerine Dream, Emerson-Lake-and-Palmer e Rick Wakemann, entre outros. Seus ouvintes podem tanto ser metidos a &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt; quanto altamente intelectualizados, pouco ou nada afeitos ao mainstream e a opiniões convencionais. O tipo de gente que gosta de visitar a FNAC e a Livraria Cultura como programas de fim de semana. Ainda preciso dizer que me amarro nesse som?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pop-rock: aí o bicho pega. Esse rótulo é tão elástico quanto MPB e ainda mais problemático. Abrange desde "boy-bands" (lixo! lixo! lixo!, queima eles, Jesus!!!) até compositores-cantores como Laura Pausini (diva! adoro! fantástica! casa comigo, mulher!!!). Seus ouvintes podem incluir absolutamente qualquer tipo de gente, dada a elasticidade do rótulo. A mesma análise vale para MPB, ipsis literis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saindo do rock, vamos para alguns outros tipos que eu ouço (haja ego...). Como já falei dos tipos de música, vou me restringir aos tipos de ouvinte. Seguirei a mesma ordem da lista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1) Bichos-grilos, pessoal da Nova Era e místicos em geral se amarram em música céltica. Esse tipo de gente é que faz com que todos os artistas do gênero sejam automaticamente classificados como New-age, para desgosto de quem ama boa música e não é xarope. Os demais ouvintes tem sensibilidade musical apurada e gosto por ritmos energéticos (ou uma vontade de aparecer fantastólica).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2) Pessoal da colônia, otakus, pedantes ou thrill-seekers. As diversas sonoridades da produção musical nipônica são muito características, pedindo ouvidos "educados". Muitas dessas sonoridades são "gostos adquiridos" (tal como o gosto por vinho, por exemplo) e pedem um certo esforço da parte do ouvinte iniciante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3) Old-schoolers, idosos, pedantes, alguns thrill-seekers (ouvintes de clássicos contemporâneos tais como Stockhausen e Iannis Xenákis) ou gente realmente culta. Novamente, muitas sonoridades dentro das diversas correntes do gênero pedem graus variados de esforço (e às vezes até de algum tanto de disciplina) da parte do ouvinte não iniciado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4) Desde easy-listeners (jazzinho no estilo bossa-novesco) até thrill-seekers (Charles Mingus e Thelonious Monk compuseram verdadeiras montanhas-russas musicais). Quase a mesma análise dos ouvintes de erudita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5) Old-schoolers e saudosistas em geral. Somos (pãtz... alguém alfinete meu ego para que ele desinche um pouco, por favor, obrigado!) poucos e estamos em extinção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6) Idem acima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7) Precisa de explicação para gostar da música que essa fada faz???&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, esqueci de mencionar os músicos-comediantes. Outro grupo tão variado quanto os tipos de rock. Menciono alguns: Juca Chaves, Língua de Trapo, Premeditando Breque e Rogério Skylab. Todos gênios, cada qual à sua maneira, mas todos de um lirismo inigualável, desde a poesia fina e sofisticada de Juca Chaves até o deboche niilista e torturado de Skylab.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E agora vou voltar pra cama, antes que a patroa resolva triturar meu micro. Bom dia, cambada!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7579229069178180448-3378317121147863782?l=seuzenando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seuzenando.blogspot.com/feeds/3378317121147863782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7579229069178180448&amp;postID=3378317121147863782' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3378317121147863782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7579229069178180448/posts/default/3378317121147863782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seuzenando.blogspot.com/2009/06/insonia.html' title='Insônia'/><author><name>Seu Zé Nando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14878823337732647376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FBAFu0f0p1s/SkDVgB7GJuI/AAAAAAAAAAw/dqymwZ3-QF0/S220/IMG_0190.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
